Comentários: Ainda a avaliação VI

Abro mais uma porta nesta abordagem à avaliação. Com o avanço da incursão neoliberal na coisa educativa, há o risco de transformarmos a avaliação num fim em si mesma. Seria errático que, por uma pretensa visão tecnocrata, o sujeito fosse descurado no processo educativo. Um abraço.

Afixado por Miguel Pinto em maio 13, 2004 10:09 AM


Julgo que até por esse "ataque" que pretende
tornar o sistema ainda mais selectivo e segrega -
dor,nós professores tinhamos obrigação de debater e aprofundar a problemática da AVALKIAÇÃO...Tanto
mais que,como por aqui já se disse e com toda a razão,há infelizmente ainda colegas que não têm a mínima ideia da legislação que rege a mesma.Mas,
se calhar é pedir de mais `virgem...

Afixado por José Pedro Pais em maio 13, 2004 09:31 PM

Outra questão que pode estar a inquinar o debate acerca da avaliação em meu entender prende-se com a finalidade da escola, senão vejamos: se se pretende que a escola debite conteúdo por forma a formar trabalhadores se calhar avisão neo-liberal de avaliação está correcta; no caso de uma escola que tem o desenvolvimento integral do individuo como principal finalidade, talvez se d~e mais importância à avaliação formativa que permite ajudar o aluno a adquirir competências.

Acredito nesta ultima finalidade porque julgo ser este o melhor caminho de melhorarmos uma sociedade que precisa deste contributo que a escola cultural pode e está disponível para dar...ejá agora tb acredito que o estudante desta escola será um profissional que para além de ser competente tratará o outro com humanismo


desculpa se escrevi de mais

um abraço

Afixado por miguel sousa em maio 14, 2004 11:39 PM

"Quantos prof's sabem em que consiste a Avaliação Formativa?"
"É impossivel haver Avaliação Formativa,sem os Prof's saberem o que isso é."

Isto disseram os colegas.Só que outras questões semelhantes se poderiam colocar relativa-
mente a:
- a gestão e desenvolvimento curricular
- a diferenciação e individualização
- aos diferentes paradigmas de práticas pedagógi-
cas,que não o tradicional assente no discurso magistral e na TRANSMISSÃO de INFORMAÇÃO,falo por exemplo no paradigma construtivista e na educação
problematizadora.
Daí que a propalada " inflacção de reformas e
modernices pedagógicas", a que certas forças anti-
-pedagogia atribuem o estado actual da educação em Portugal, não ter a mínima razão de ser.
Porque em realidade as Reformas e as "modernices"
não chegaram na maior parte dos casos a entrar na
Escola e nas práticas pedagógicas da esmagadora
maioria dos professores portugueses (limitando-se a fazer parte do seu discurso de circunstância pa-
ra se mostrarem "à la page"... )por culpa de quem devia ter apoiado essas reformas e a mudança
da escola,e não o fez porque essa mudança não lhe
interessa minimamente! Interessa-lhes muito mais a manutenção de um Povo em débito cultural e de literacia porque a alienação é garantia da sua eternização no poder. Daí o seu ataque raivoso,ao
que baptizam de PEDAGOGISMO e aos PEDAGOGISTAS cu-
jo crime é tentar mudar a Escola,democratizá-la
por forma a torná-la numa escola de SUCESSO para TODOS !!! Isto o que pensa alguém que tem dedicado
a parte maior da sua vida à educação,e que vai continuar a fazê-lo enquanto por cá andar...

Afixado por Jose´Pedro Pais em maio 15, 2004 03:05 PM