Tens toda a razão; e eu costumo dizer que Abdicar de um direito que tanto custou a adquirir é quase um crime! Abraço, WB
A participação em qualquer tipo de eleições é para além de uma acto cívico, um acto intransmissível.
A não participação é como dizes uma negação da nossa própria liberdade. Um voto pode não ter o peso que se gostaria mas faz sempre a diferença. A nossa consciência, pode encaminhar o tal voto, para sentidos opostos da generalidade, mas foi a nossa consciência que assim decidiu e essa por enquanto ainda é nossa.
Sem dúvida que sim o comodismo de grande parte do eleitorado que se abstem, oculta-se no argumento do desencanto ou desinteresse pelos políticos e pela política. É caso para dizer o quão se sentiram frustados aqueles que se envolveram no 25 de Abril para consagrarem a um povo um direito que antes não tinha e que este pura e simplesmente o ignora, não usufruindo dele.
Pois é meu caro João, mas o desencanto é cada vez maior e quando vemos votações vergonhosas como as que têm acontecido ultimamente e que fiz eco lá pela tribo. A capacidade de votar diminui, porque se perde a noção da diferença entre as opções que nos são dadas.
A culpa não é tanto do povo, mas dos pequenos feudos em que se tornam os partidos, cegos e surdos à realidade que os rodeia, com um intuito único de salvaguardar futuros individuais.
Assim a coisa torna-se complicada, muito complicada!