Nos dois: a puta (ou putíssima) consciência- não sei se reles, se nobre- que os fez enveredar e fez/faz permanecer num determinado caminho ou percurso de vida.
Escolha(s).
Escolha(s)?
Afixado por Sandra em maio 14, 2004 10:28 PMela deu-te a alma e tu a dor, "vale a pena?"
Afixado por ccc em maio 15, 2004 11:47 AMadorei o texto. um mundo que desconheço embora já tenha vivido numa rua das assim chamadas. vi que sofriam, isso vi "claramente visto". mas... putas (M ou F) são outras: mais refinadas, outras pinturas. e nunca assumem o que vendem e o disfarçam com falsas virtudes.
Afixado por TCA em maio 15, 2004 05:23 PMTalvez naquele instante, de troca de almas e dores, tenha ela achado que valeu a pena.. fizeste valer!
Valeu a pena ter-te lido e sentido.
beijo,
Putas assim espirituosas são raras. A maioria não resiste ao meio e entrega o corpo junto com a alma a essa vida.
Afixado por Márcio Gama em maio 16, 2004 05:43 PMa alma raramente se entrega ,gostei muito
Afixado por Ana em maio 16, 2004 06:10 PMHá igualmente que considerar que há putas que já nem alma têm. Ou melhor: já se esqueceram dela. Não é a Alma que lhes paga. Não é a Alma que as faz vender-se. Não é a Alma que as faz passar por situações vergonhosas e atrozes para a condição humana. Elas só poderão sobreviver, se não tiverem Alma. Basta-lhes o Corpo. Há que cuidar dele. "Que se lixe a Alma!"- pensarão muitas. "Que se lixe a Alma"- chorarão muitas.
Não se traficam almas, traficam-se corpos.
Mais: será raro existir alguém num bar ou numa esquina disponível para ouvir. Será raro haver alguém que as olhe para além do Corpo. Porque é o Corpo que conta. Sempre. Miseravelmente.
É o Corpo que dá tesão. É o Corpo que provoca orgasmos.
Alma! Qual Alma?
Deveras, Sandra.
Afixado por Márcio Gama em maio 17, 2004 01:28 AMNo meu conto, ela guarda a alma, isso vê-se na pureza angustiada do seu olhar. Ela está ali por uma má opção de vida, por erros no caminho. Ele apenas a confronta com isso e o despoletar do dialogo era algo já aguardado e pré-concebido.
Depois há a diferente natureza do erro... da parte dela a prostituição do corpo, da parte dele a prostituição da alma, do amor próprio.
A própria procura das personagens é diferente, ela procura corpo, ele procura alma.
Afixado por D_Quixote em maio 18, 2004 08:59 AMÉ isso mesmo Sandra, totalmente de acordo!
Continua ssim João!!
see ya