A abordagem às questões "O que é a Vida" ou "Em que consiste a Vida?" ou "Que era, então, a Vida?" não podem deixar de se apresentar para qualquer um de nós como de extrema (e nebulosa) complexidade. Pela forma como a vivemos, "por nós", como a acompanhamos, "aos outros", como nos apercebemos do que em ela desperdiçamos ou ao que nela nos obrigam, assim como para onde nos conduzem ou deixamos conduzir.
Há, pois, toda uma amálgama de vertentes e, nestas, de perspectivas susceptíveis de criar grandes inquietações, mas também, do possibilitar de análises, interrogações, juízos ou conclusões que permitem dar passos em frente, ultrapassar etapas, estancar eventuais estagnações, na senda de uma maior, menor ou mediana metamorfização. E esta é absolutamente nuclear no seio daquela(s) que é(são) a(s) questão(ões) mais global(ais).
A Vida não pode deixar de forma alguma de ser matéria poderosa para os escritores. Porque lhes compete ver e analisar tudo de forma diferente, de forma mais elevada, eventualmente bastante mais aprofundada, com um cunho acrescido de criatividade e de alargado aproveitamento de figuras de estilo enriquecedoras dos textos literários e das mensagens neles transmitidas. O texto que aqui comentamos é prova disso mesmo. A Vida é vista como um quadro, ou melhor, como dois ou mais quadros de menor dimensão onde tudo consta, onde tudo constrata, onde tudo parece ser e não ser simultaneamente, onde tudo se fortalece, mas onde tudo também se dilui.
Toda esta riqueza deve ser por nós aproveitada: como seres dotados de razão, como seres dotados de emoção, como seres imbuídos e viventes da Civilização, como seres com capacidade e vontade suficientes para decidir,para escolher, no sentido da elevação.
"Que era, então, a vida?"
Porque não responder: "algo que já foi mas que agora é diferente?"
Sandra
Dito por Sandra no dia 22 de setembro 2003, às 18h42Este texto é um culminar de quase 10 páginas de análise biológica do corpo humano que Thomas Mann faz no livro.
É a tentativa do jovem Hans Canstorp de perceber de que somos feitos, o que é a matéria do nosso corpo. Que milagre gera a vida - qual o momento exacto em passamos de matéria a vida...
Que era, então, a vida? Era... era... era... Porque afinal a vida é... é... é...
A vida é! O pior é quando lhe procuramos um sentido!
:)
Dito por luis no dia 22 de setembro 2003, às 19h23:))))
Acho que é isso que o Hans está a descobrir ;)
à procura no lugar errado, provavelmente... na descoberta de si mesmo.
Luis! Ainda bem que apareceste por aqui! Eu não te disse que era uma comentadora assídua? Dá para confirmar, não? ;)
É bom ter-te entre nós...para além dos nossos (meus e teus) encontros no ENE COISAS e no HISTÓRIA E CIÊNCIA. :)) Vais ver que não te vais arrepender. :))
Por aqui a generalidade do pessoal gosta de pôr os neurónios a funcionar e lá vai opinando sobre literatura, pintura, fotografia, letras de música; enfim, sobre tudo o que vai aparecendo.
Não tenho dúvidas que os teus contributos só vão enriquecer ainda mais este espaço.
Abraço,
Sandra
Dito por Sandra no dia 22 de setembro 2003, às 20h49Quanto ao sentido da vida de que fala o Luís...bom...este existe sempre. Agora só resta saber em que consiste, o que o norteia e em direcção a quê.
Perspectivas, objectivos, possibilidades, vontades, desejos, engrandecimento, desfalecimento(s), tortuosidades...tudo isto faz parte desse tal sentido (ou dos sentidos possíveis que têm inerente as alternativas).
Quanto à questão da análise biológica, esta é somente um passo ou uma etapa (enfim, um detalhe) para outras questões mais globais, consentâneas com a tal "coisa" que é a Vida. Afinal a Vida é também e sempre biológica...mas há muito, muito, mais...
Sandra
Dito por Sandra no dia 22 de setembro 2003, às 20h56Vale bem a pena vir aqui e ficar um pouco a pensar em silêncio. Abraços a D e S!
Dito por luis no dia 22 de setembro 2003, às 20h56Meu ****, Sandra. até me arrepiei. foi um match! vê a hora das entradas!!!!!!!!!
:)))
"Agora só resta saber em que consiste, o que o norteia e em direcção a quê."
E queremos mesmo saber isso? Não será desvirtuar o próprio viver.
A Vida não faz sentido. Não deve fazer! Deve ser como ouvir um cd com aquela música que nos arrepia ou ler o aquele escritor que nos fala ao ouvido.
Sentir!
"A vida é!" ;)
beijos em troca de abraços ;)