Mais uma vez, desassossegadamente, vou lendo este Livro do Desassossego.
Desassossegadamente, intranquilamente, inquietantemente, desesperadamente, intensamente, ferozmente, cuidadosamente, suavemente, insistentemente, repetidamente, docemente... artificialmente... naturalmente...
Num terrivel e por vezes enjoativo misto de tudo e de nada lá me vou posicionando, revendo, reorganizando, recompondo, remexendo, reerguendo.
Porque é mesmo, e realisticamente assim: o artificial tem tendência para esmagar e aniquilar o natural. Sem piedade, violentamente, monstruosamente. Mesmo que (profundamente adormecidos) disso não nos apercebamos, mesmo que isso queiramos negar ou tentemos esconder (porque o sonho por vezes é leve ou não passa de um fingimento)...
Porque a Civilização (que é diferente de Cultura) nos esmaga, nos queima, nos embrutece, nos esfria, nos "desnaturaliza", nos automatiza.
E no meio de tudo isto a paisagem, o que nos rodeia ou vai deixando de rodear...
Há harmonias que se tentam ou que se vão tentando e são, num caminho feito por etapas, atingidas por grandes nebulosidades, por imensos obstáculos, por incriveis auto-impedimento causados ou não por impedimentos por outros provocados. E a fase supliciante, agonizante, aproxima-se, chega, tolhe-nos.
E lá vamos vivendo com e na artificialidade, esquecendo-nos....
E acentua-se o desassossego quando desassossegadamente questiono o que posso ainda mais fazer para sentir, em mim, a naturalidade da alma superior humana.
Não será esta (face à minha "simples" e "individual" alma; aquela que é a minha essência) demasiado grande, demasiado abstracta, demasiado inatingível?
Eu e ela (a minha alma) lá vamos decidindo como nos entender, como melhor gerar equilíbrios, mas perante a "alma superior humana" ficamos estarrecidas...
... Uma coisa é certa, e agora mais lucidamente e sem a febre do desassossego (acabei de sair do escaldante "caldeirão de fogo"): é urgente que para tudo olhemos e percebamos, de facto, onde estamos e para onde vamos. Civilização, Cultura, Existência, precisam de encontrar equilíbrios. Nem que para isso tenha que haver um choque que, poderosamente, nos volte o pensamento para o Natural, para o não ornamentado, para o não construido ou remodelado, para o não coberto, para o não mascarado, para o não pintado, para o não convertido, para o não esclerosado, com tanta, tanta, tanta artificialidade.
Sandra
Dito por Sandra no dia 21 de setembro 2003, às 12h39podem-me oferecer este livro
Dito por Ana no dia 21 de setembro 2003, às 14h58Dolphin.s:
!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
:)))))
Sandra
Dito por Sandra no dia 21 de setembro 2003, às 16h38eheheheheheh
tás a ver, também tens uma parte peste em ti ehehehehe ;))))
e não piques!! tu não me piques!!! eheheheh
Dito por dolphin.s no dia 21 de setembro 2003, às 16h45Dolphin.s:
Do it! Do it! Do it!
:)))))))))))))))))))
+
:)))))))))))))))))))
Sandra
muito engraçado.
Dito por arosendo no dia 21 de setembro 2003, às 21h43ehehehe
private jokes sobre show-off, pretensões e um grande vazio ;)
Dito por dolphin.s no dia 21 de setembro 2003, às 21h56Show-off, pretensões e vazio que se alastram que nem tumores, para mal da nossa inteligência.
Sandra
Dito por Sandra no dia 22 de setembro 2003, às 08h54