Comentários: In Memoriam

Bellissimo viaggio poetico fino al tramonto dell`anima!

Afixado por valeria em maio 17, 2004 06:44 PM

Extraordinário poema sobre a imutabilidade oculta sob o devir.

Afixado por Helena em maio 17, 2004 07:06 PM

poema melancólico, doce, de suave e serena tristeza - porque de obstinada fé no que permanece por detrás das mudanças. A Helena disse bem.

Afixado por amélia em maio 17, 2004 10:06 PM

Tudo, mesmo tendo sido nosso, permanece para além de nós, um sentido de presença pela ausência, uma espécie de certeza, uma quase eternidade sem iludirmos o nosso tempo, vendo para além dele. Ou será a polissemia a funcionar? Mas há indícios em que me baseio:

"assim se esfarelaram os dias"

"mas nada se perdeu digo-vos"

"e tudo é como foi – imperfeito
e a seu modo permanece"

É muito interessante como o primeiro verso de cada estrofe marca vincadamente um novo tempo no poema.

Sem dúvida que me tornei um fã seu.


Afixado por Ponto em maio 17, 2004 11:32 PM

No decurso da vida é bom saber voltar a cabeça e olhar para trás, ver o percurso por onde caminhámos, reconhecer os erros, mas não os lamentar, aprender com eles sim, para melhor encararmos o restante da jornada.

Afixado por MG em maio 18, 2004 02:27 AM

Vou-me repetir - belíssimo!

Belo poema sobre a vida, o tempo, o outro(s), o eu e a palavra; a palavra que a Soledade domina e conduz como o rio que, saltando, desaparecendo, com mais ou menos água, sabe sempre onde desagua e este poema desagua em dois versos que são a síntese perfeita onde o poema "permanece".

Obrigada.

Sara

Afixado por Sara Xavier em maio 18, 2004 01:56 PM

Obrigada a todos pela leitura, pelo olhar cúmplice ao meu universo - esse revérbero é outra forma de duração e de restaurar o tempo.

Valéria, é sempre um prazer recebê-la aqui. A Valéria foi a primeira visitante do Nocturno, sabia? E à Helena, que eu espero encontrar em breve. E às minhas amigas Amélia e Sara. E ao meu conterrâneo Manuel. E ao Ponto, que diz que é meu fã e tem um misterioso email :-)

Afixado por Soledade em maio 18, 2004 06:41 PM

os ambientes de teus poemas são um outro filme onde entramos, e em que esperamos não haja fim! x c.

Afixado por peres feio em maio 18, 2004 10:01 PM

obrigada soledade. tiras-me as palavras da alma. beijos

Afixado por Louise em maio 18, 2004 10:54 PM

Interessante com variam as leituras.Li um poema (belíssimo poema, este)melancólico sobre a desesperança. No sentido de que as coisas não mudam, não mudarão. Sobre o tempo a comer-nos corpo e alma.E a memória, um "fading".
Lindo o poema. Parabéns , Sol!
Beijos

Afixado por eugênia em maio 19, 2004 05:19 PM

Os dois últimos versos são magníficos, Sol.
Bjs.

Afixado por LE. em maio 19, 2004 06:28 PM

Louise, Carlos, Luís, obrigada. E a ti, Luís, também por destacares os dois últimos versos, espécie de "carta ao mundo", como diz a Dickinson, de quem ambos gostamos.

Eugênia, a desesperança? Não me ocorreu, quando o escrevi, mas o poema vai, e "inseguro navega", tantos poemas quantos os leitores. E, vendo bem, a desesperança nem é, do meu ponto de vista, um mau "terraço" para a vida. Já o disse antes, aqui no blogue, e em conversas privadas, nomeadamente consigo. Mas enfim, isso é literatura, isso é sobretudo excesso de Ricardo Reis. Está um sol demasiado bonito para ser estóica e calar, desenlaçar, desistir :-)
Beijos procê, xará :-)

Afixado por Soledade em maio 19, 2004 09:46 PM

Está fenomenal. É daqueles poemas raros, que surgem, assim, de quando em vez, e nos dá aquela estranha urgência de os guardar nalgum lugarzinho especial.

Está soberbo, sublime, e não poderia deixar passar sem nada dizer.

Faz jus (juz? Custa-me esta dúvida gigante) ao espaço onde se enquadra. Aconselho vivamente.

Grande Soledade.

Um Abraço.

Afixado por groze em maio 20, 2004 06:00 PM

Lindas poesias! E o blog - mais que perfeito - para contrabalançar com o final da poesia:
e tudo é como foi – imperfeito
e a seu modo permanece.

Afixado por Tania em maio 21, 2004 12:25 AM

Um texto poético com uma "pitada" existencialista. Gostei de vários termos utilizados, entre estes, "lameiros" - substantivo que se usa muito no interior de Portugal, nanjá nas cidades do litoral. Texto impregrado com uma melancolia mais existencialista que saudosista. Um texto inquietante, porque imediatamente fazemos paralelismos com a nossa própria experiência.Gostei.

Afixado por Orlando em maio 21, 2004 01:49 AM

Olá, Groze. Também tenho esse problema e recorro invariavelmente ao dicionário. É jus.
Obrigada pelo que dizes. Deixas-me sem jeito :)
Um beijo.

Afixado por Soledade em maio 21, 2004 10:24 AM

Tania, obrigada :)

Afixado por Soledade em maio 21, 2004 10:26 AM

Orlando, fico agradada com o reconhecimento de um pendor existencialista no poema. Saudosista, não, espero eu :)
Evocar o passado é recuperar também a linguagem das origens. Daí os "lameiros". Obrigada pela leitura.

Afixado por Soledade em maio 21, 2004 10:32 AM