Desde há muito que tenho vontade de confessar o seguinte: a epigrafe deste blog foi a forma de abrir a minha festa de anos de há 3 anos atrás. Li-a e retirei-a da ROSA DO MUNDO.
E agora, com Pascal, devo confessar que, talvez pela primeira vez, se observa que o conteúdo intelectual faz falta aos blogs.
Se faz... Está à vista. PARABÉNS. Muito bom.
só falta a mais conhecida:
«le coeur a des raisons que la raison ne connaît pas...»
...um tipo curioso este Pascal.Sempre achei.Obrigada pel o conjunto.
Afixado por amelia em maio 26, 2004 11:23 PMGostei da junção do espírito destes dois homens.
Afixado por Sara Xavier em maio 27, 2004 10:49 AMOs últimos posts têm um brilho muito especial.
Parabéns!!!
Paulo, é de facto uma coincidência curiosa. O poema do Quasimodo diz muito aos tantos de nós que se sentem filhos do tempo, e tem todo o sentido numa celebração de aniversário. Deixei-o em italiano porque nunca consegui agradar-me completamente de nenhuma tradução. Nem da que ensaiei eu também.
A Pascal cheguei mais pelo fascínio que o Barroco a certa altura exerceu em mim, do que pela genialidade do pensamento do homem. Hoje preciso de o reler, e por isso apareceu no blogue.
Agradeço-lhe as palavras de apreço, embora me deixem assim um pouco sem jeito.
Um abraço
Afixado por Soledade em maio 27, 2004 02:16 PMTu sabes que eu andava andava com esta vontade de recuperar *coisas* de La Princèsse de Clèves.
Destes "discours" mais ou menos desgarrados, o meu preferido é mesmo o que dá título à entrada. Pascal era de facto uma personagem e tanto!
Sara, hesitei em acompanhar as máximas de Pascal com a escultura de Rodin. Depois pensei na "jouissance des yeux" que o próprio Pascal refere. Na Psique abraçada a Eros. Pareceu-me bem. Sem falar na beleza de ambas as manifestações.
Afixado por Soledade em maio 27, 2004 02:28 PMObrigada, Helena. De onde virá esse brilho? :-)
Um beijinho
A distância temporal entre ambos os autores, desapareçe no conteúdo da edição. Concordo que B. Pascal seria uma personagem, se não estranha, peculiar.
Belíssima edição, Sol.
Bjs.
Chamo ao teu blog…serviço público! Bj c.
Afixado por peres feio em maio 28, 2004 01:34 AMObrigada, amigos Luís e Carlos, por partilharem.
Afixado por Soledade em maio 28, 2004 12:48 PMEu que não sei francês o que é que faço? :(((
Fico-me pela escultura que é bonita e sugestiva, calculo que o poema fale sobre o mesmo tema...
Bom fim de semana Sol
Pois é, Manuel, a linguagem visual é mais universal, a escultura, a fotografia... :)
Um beijo para ti também, e um belo fim de semana.
À "jouissance des yeux", vc uniu a jouisssance des corps e ainda a beleza estética.
Ah sim, não posso deixar de dizer: o último parágrafo, concordo especialmente com ele. : )
Beijo
Eugênia, sei que concorda especialmente com o último parágrafo. O processo é assim, não é? :-)
A mim, o que me encanta desde sempre nestes discours é a ideia de "adresse" - a de uma espécie de competência, e os amantes como actores da grande performance das palavras e du bel esprit. Eu devia ter nascido (mas não em Portugal) no século XVII :-)
Afixado por Soledade em maio 30, 2004 12:13 PMO brilho virá da autora do blog!
Afixado por Helena em maio 31, 2004 08:08 AM