Bem, pelo menos a cidade do Porto reconheceu Guilhermina Suggia como grande violoncelista que era...
Já é qualquer coisa, mas não o suficiente. É preciso fazer com que Suggia ressuscite, não só no Porto mas em todo o país. É nisso que estou também empenhada, é o que pretendo com o meu livro, e dou os meus parabéns a este site, porque já é, sem dúvida, um factor importantíssimo para a divulgação desta grande figura.
Guilhermina era uma mulher genial, carismática, uma diva para o público que apenas a observava de longe, com todo aquele glamour do palco e a fascinação que suscitava. Para além de violoncelista, Guilhermina poderia ter sido uma grande actriz.
Mas penso que através das suas cartas, e também através de muitas fotografias, se consegue vislumbrar a mulher simples, terna, carinhosa e sensível que era, profundamente generosa, também, dando-se plenamente não só no amor como na amizade. Pode também perceber-se o profundo sentido de humor que possuía. Ela era muito engraçada, fazia constantemente associações de ideias e de palavras, ria de si própria. Escondia, muitas vezes, a dor.
Guilhermina Suggia não é hoje reconhecida como devia ser. Nada se fez em POrtugal para a manter viva. Contrariamente ao que acontece noutros países, nomeadamente em Inglaterra. Nunca é tarde. E parece-me que voltar a atribuir o Prémio Suggia como foi sua vontade seria uma maneira de a lembrar e estar grato a quem tanto nos honrou
Afixado por vm em junho 6, 2004 01:18 PM