Pode parecer descabido este texto de F. Lopes Graça num sítio que pretende falar de GUILHERMINA SUGGIA. No entanto, dada a enorme cumplicidade quer em termos de amizade quer em termos de trabalho, existente entre ambos, e que é bem notória nas cartas que aqui têm sido transcritas, parece-me ser de toda a oportunidade a sua inclusão no blogue. Também nos revelamos, e muito, através dos nossos amigos.
Além do mais parece-me, infelizmente, que o texto continua cheio de oportunidade.
É deliciosa a correspondência com Vianna da Motta, publicada num dos "Opúsculos" de Lopes Graça, de onde foi extraído este belo texto.
Todos os portugueses deveriam ler este pequeno volume, para saberem o que se passava nos meios culturais do Portugal da década de 1940, se deliciarem com as reacções de uma alma verdadeiramente nobre, como era a de Vianna da Motta, e compreenderem, enfim, a preferência de Guilhermina Suggia pelos meios musicais estrangeiros. Como ela deveria sentir-se sufocar, aqui, com tanta mesquinhez!
De facto, esqueci-me de referir o livro onde fui buscar o excelente texto de Lopes Graça : OPÚSCULOS (3). Aqui ficam as minhas desculpas.
Também é verdade que a mesquinhez continua a "matar" talentos neste país.Por isso temos, por exemplo, Ana Bela Chaves em Paris e não em Portugal. Enfim!