Ideia de base com um desenvolvimento muito bem conseguido, apesar da qualidade oscilante do poema. Esta oscilação surge da luta contra a influência de Alberto Caeiro.
"Escolhi o dia de amanhã para te dizer quem sou" é um começo superior, principalmente se a leitura for no sentido inverso, isto é: dirá mesmo quem é? A dúvida instala-se e acentua-se com a leitura integral.
A influência de Alberto Caeiro, revela-se no "Mastigo devagar, penso no tão diferente que sou do garfo..."(Caeirianismo por excelência).
E a luta do poeta contra essa influência, produz a afirmação "Parabéns à Renova|ninguém reparou
eles fazem isto tão bem!" de qualidade significativamente inferior ao restante poema.
Quando interiorizar profundamente a sua influência, criará poemas canónicos.
Fez.me lembrar William Carlos Williams.. "This is just to say..." :)
Afixado por Pecola em junho 13, 2004 02:02 PMA poesia do Miguel é do melhor que eu tenho no poetry, é um dos mais antigos poetas desta casa e um dos que eu mais estimo e prezo. Um dia, à conversa com uma boa amiga, a Melancia, ela disse-me que um dos momentos que mais a marcaram neste blog tinha sido um poema do Miguel. Isso foi, para mim, motivo de tanto orgulho como se falasse de um poema meu.
Afixado por D Quixote em junho 14, 2004 12:05 AMÉ bonito, parabéns.
Afixado por japinho em junho 14, 2004 10:06 PMSimples, mas simultaneamente a transmitir uma certa estranheza, este "cenário" parece ser composto por pequenas fragilidades...
Afixado por Maria em junho 15, 2004 11:53 PMTemos que falar um destes dias, Miguel...
Um abraço.
um dedal de natas em pó. nhaaaaaaaaaa! que nojo!
Afixado por cândida em junho 20, 2004 12:38 AM