"A moral é imaginação. (...) E, também, que a imaginação não é o despotismo. Se confiamos a imaginação ao despotismo arrependemo-nos disso. As palavras vibravam na boca de Ulrich. Estivera prestes a evocar uma diferença demasiado imponderada, isto é, que as diversas épocas desenvolveram a inteligência à sua maneira, enquanto que, também à sua maneira, fixaram e paralisaram a imaginação moral."
aplicável, aplicável... à realidade, à imaginação (já sabes que torci e distorci...)
:*
(sódades)
E talvez também, que quanto mais elaborada, mais inacabada moral; Musil sempre fértil.
Cá estou a reler devagar O Homem sem Qualidades, a mais de meio do primeiro volume, a par da releitura também de fio a pavio de toda a obra de Camões (Lello Editores)que fazia solta e repetidamente como quem lê a Bíblia, e mais dois livros de ensaios, um de história, outro de poesia. Bom blogue o seu, é preciso dizê-lo de vez em quando.
Dito por Musas Esqueléticas no dia 23 de julho 2004, às 00h58brigada Musas :))
um aviso sobre O Homem sem Qualidades:
Deves ter a mesma edição que eu, da Livros do Brasil. O último capítulo do 1º volume está errado: é na verdade o primeiro do 3º :/