Não tenho dúvidas que a História foi muito útil para Nietzsche. Para a sua acção, como homem, e claro, para a estruturação do seu pensamento.
A História deve ser entendida e aproveitada muito para além da "mera" informação, enquanto apresentação de conjunto de factos (concepção de História no século XIX, muito imbuída do espírito Positivista- lembremos, por exemplo a "Escola Metódica").
A História é vida. Respira. Representa e ilustra (se bem que com a subjectividade do historiador sempre inerente) o presente dos homens do passado. Representa e ilustra (com a tal subjectividade) o presente dos homens do presente (...que já foi, mas que continua sendo). Representa uma possibilidade de vislumbramento de perspectivas para o presente dos homens do futuro (embora com os cuidados que devem existir no que respeita a tentativas ou tendências de visionismo ou adivinhação) .
Não tenho a mais pequena dúvida que a História foi útil, utilizada ou mesmo manipulada por Nietzsche. Para a adaptar à sua maneira de conceber a realidade, a partir da interpretação que dela fez. Para garantir a sua apropriação na construção das suas teorias. Para a destruir naquilo que já era, para dessa forma erguer algo de novo, no âmbito daquilo que por si era defendido e entendido como correcto.
A História origina sempre posicionamentos. Nietzsche teve, inequivocamente, o(s) seu(s).
Sandra
Dito por Sandra no dia 27 de setembro 2003, às 17h59As palavras podem ser tornadas armas.
História, Filosofia, Literatura, cada um dá-lhes o uso que lhes aprouver, distorce-as, deturpa-as, interpreta...
Ou usa-as como arma contra a estupidez.
Dito por dolphin.s no dia 27 de setembro 2003, às 18h44Quanto à utilização e manipulação da História, lembremos as evocações de Bush aquando das vésperas de intervenção no Iraque. Reveladoras!
Relativamente à Poesia, deixo aqui uma definição do poeta espanhol Gabriel Celaya:
"A poesia é uma arma carregada de futuro".
Lembremos toda a "Poesia de intervenção" escrita em português. Lembremos, por exemplo, Ary (que já passou aqui- e muito oportunamente- pelo "Silêncio").
O mesmo se aplica na Prosa. Lembremos, por exemplo, o que objectivava a escrita classificada como Realista (Ex: onde se integra Eça de Queiroz) ou Neo-Realista (Ex: Soeiro Pereira Gomes, Alves Redol, Manuel da Fonseca, entre outros).
Objectivo(s): querer fazer parecer algo; justificar algo; lutar contra algo; querer chegar a algum sítio.
Sandra :)
Dito por Sandra no dia 27 de setembro 2003, às 18h54"A poesia é uma arma carregada de futuro".
Lindo!! :)))
Dito por dolphin.s no dia 27 de setembro 2003, às 18h58tens concerteza a versão do Paco Ibañez desta poesia... ;)
Dito por jm no dia 27 de setembro 2003, às 19h33O concerto no Olympia em 69!!! :)))
o poema é um ---------------
na 1ª mão da ira