Comentários à leitura "An Allegory of the Vanities of Human Life"

Que fixe, dolphin.s !

Como te tinha dito, fiquei completamente deslumbrado quando vi esse quadro, ao vivo, em Londres. E de repente lembro-me que há lá outro parecido com esse, não me lembro se do mesmo pintor...

De qualquer forma, a humanidade resumida num quadro - e aquele feixe de luz... ténue mas mágico, a realçar ainda mais a perenidade da vida.

Dito por Paulo Silva no dia 29 de setembro 2003, às 13h51

por perene que seja a vida, seria tão sensaborona sem aquelas coisas que nos dão prazer e nos fazem sentir vivos - os livros, a música, as manias, os vicíos....

Dito por dolphin.s no dia 29 de setembro 2003, às 14h04

sim, é verdade, dolphin.s, não é por existir a morte que devemos deixar de VIVER

... mas o tal feixe de luz caindo sobre a caveira oca é tão incisivo! concordo com o Paulo: « a humanidade resumida num quadro»

Dito por margem no dia 29 de setembro 2003, às 14h17

A omnipresença da Morte é um facto. Mesmo que com ela rivalize a Natureza, a Cultura, o Conhecimento.
A apontá-la, a distingui-la, a fazê-la sobressair está sempre a luz, o raio de sol, a Vida.
Porque ambas completam-se.
Auto-excluem-se, fundindo-se.

Sandra :)

Dito por Sandra no dia 29 de setembro 2003, às 14h32

bom dia!
só dessa forma se torna possível pintar este quadro ou escrever um livro ou amar sem condições: com a morte por perto.
uma das maiores conquistas dos hominídeos foi a morte. todos os outros animais são imortais (reis incluídos), pelo que nunca pintarão nada assim. porque a morte encerra e sintetiza numa só todas as angústias que nos fazem estremecer de vida - a do desconhecido, a do desamparo primordial.

Dito por josephK no dia 1 de outubro 2003, às 07h54