Comentários: CARTA A VIANNA DA MOTTA

Todas estas cartas ao Vianna da Motta são interessantíssimas!
Ser-me -ão de grande utilidade para o 2º livro, em que vou falar do relacionamento entre os dois.
Obrigada!

Afixado por isabel Millet em junho 25, 2004 02:18 AM

Por esta carta se depreende que a mãe de Guilhermina, D. Elisa, a acompanhava em Londres.
Vianna da Motta relacionava-se com toda a família, tendo visitado recentemente a irmã de Guilhermina, Virginia, que residia havia já muitos anos em Paris, depois de ter desistido da carreira de pianista para se casar com um editor, de apelido Pichon (não me lembro agora qual era o primeiro nome, tenho de ir procurar).

Afixado por isabel millet em junho 27, 2004 01:45 AM

Guilhermina, no fundo, sente uma grande nostalgia de Portugal, o clima soturno de Inglaterra não se dá bem com o seu feitio exuberante, que gosta de luz e Sol. Guilhermina gostava de desporto, de nadar, jogar ténis e também jogava às vezes golf.
Adorava Inglaterra e os Ingleses, mas sentia saudades da sua terra, não só por causa do clima. Há uma carta em que ela diz:
"Gosto muito do meu país e daqueles que lá habitam".
E ainda há uma outra em que ela afirma:
"Sou mais feliz na minha terra do que no estrangeiro".

Afixado por isabel millet em junho 27, 2004 01:53 AM

São várias as provas de que G. Suggia gostava, na verdade de Portugal. Aqui deixo mais uma. Há um postal escrito de "Cintra" em 5/9/1924 para Vianna da Motta onde ela escreve "Vou alterar a minha partida para o dia 18 em vez de 15.Sinto-me mais feliz neste meu país do que lá fora."

Afixado por vm em junho 27, 2004 10:19 AM

Era exactamente a essa carta a Vianna da Motta que me referia, mas como não a tinha bem presente, alterei sem querer as palavras. No entanto o sentido é o mesmo, e é uma prova da sua grande nostalgia por Portugal.
Guilhermina era muito afeiçoada aos pais e aos amigos e a pátria e a casa eram, no fundo, o que havia de mais importante para ela.
Há uma carta que ela escreve à irmã, de Leipzig, com dezassete anos apenas e na qual diz:
"Quando penso que tenho de passar o meu dia de anos só com o papá e num país tão longe, não posso fazer-te sentir o que sinto no meu coração".

Afixado por isabel millet em junho 27, 2004 08:34 PM