Eu sei que ela fica nos versos.E que voltará para buscar os instantes que não viveu junto do mar.E que «morrer é só não ser visto» e que «a morte é a curva da estrada»...Mas ainda assim custa pensar que a voz se foi.
Dia triste.Estamos a ficar cada vez mais órfãos. Há pouco no programa Expresso da Meia-noite, o responsável -que tinha estado a discutir a crise política actual, terminou o programa dizendo o Pranto para o dia de hoje.Sintomático.
Quero lembrá-la assim, com esta límpida certeza de perenidade. Mas dói pensar que a voz se foi.
Afixado por Soledade em julho 3, 2004 01:44 AMSempre, sempre achei que era essa a razão do poema. E aí está, ela o disse.
Também a mim entristece esta perda.
Beijos
Com Sophia continua a ser possível que fique "lavrado o campo, a casa limpa,/ A mesa posta./ Com cada coisa em seu lugar" como diria M.Bandeira.Assim, continuamos bem.
Afixado por zef em julho 3, 2004 10:19 AMSem palavras. Oiço apenas a poesia.
Afixado por Sara Xavier em julho 3, 2004 11:36 AMsaber a poesia viva
na noite dos cegos poetas
c.
Beijo daqui.
Afixado por Márcia em julho 4, 2004 11:19 AMFicam as palavras e seu sentido, Sol.
Bjs.
Certo, amigos, fica «lavrado o campo, a mesa posta», ficam as palavras, e «entre quatro paredes densas/De funda e devorada solidão/Alguém seu próprio ser confundirá/Com o poema». É um rico património que ela deixa a todos nós. Mas mais uma luz se apaga, a da poeta e a da cidadã também. Os tempos não estão claros.
Um abraço a todos.