Comentários: O poema te levará no tempo, Sophia

Eu sei que ela fica nos versos.E que voltará para buscar os instantes que não viveu junto do mar.E que «morrer é só não ser visto» e que «a morte é a curva da estrada»...Mas ainda assim custa pensar que a voz se foi.
Dia triste.Estamos a ficar cada vez mais órfãos. Há pouco no programa Expresso da Meia-noite, o responsável -que tinha estado a discutir a crise política actual, terminou o programa dizendo o Pranto para o dia de hoje.Sintomático.

Afixado por AMELIA em julho 3, 2004 01:27 AM

Quero lembrá-la assim, com esta límpida certeza de perenidade. Mas dói pensar que a voz se foi.

Afixado por Soledade em julho 3, 2004 01:44 AM

Sempre, sempre achei que era essa a razão do poema. E aí está, ela o disse.
Também a mim entristece esta perda.
Beijos

Afixado por eugênia em julho 3, 2004 10:00 AM

Com Sophia continua a ser possível que fique "lavrado o campo, a casa limpa,/ A mesa posta./ Com cada coisa em seu lugar" como diria M.Bandeira.Assim, continuamos bem.

Afixado por zef em julho 3, 2004 10:19 AM

Sem palavras. Oiço apenas a poesia.

Afixado por Sara Xavier em julho 3, 2004 11:36 AM

saber a poesia viva
na noite dos cegos poetas
c.

Afixado por peres feio em julho 3, 2004 01:18 PM

Beijo daqui.

Afixado por Márcia em julho 4, 2004 11:19 AM

Ficam as palavras e seu sentido, Sol.
Bjs.

Afixado por LE. em julho 5, 2004 12:31 PM

Certo, amigos, fica «lavrado o campo, a mesa posta», ficam as palavras, e «entre quatro paredes densas/De funda e devorada solidão/Alguém seu próprio ser confundirá/Com o poema». É um rico património que ela deixa a todos nós. Mas mais uma luz se apaga, a da poeta e a da cidadã também. Os tempos não estão claros.
Um abraço a todos.

Afixado por Soledade em julho 5, 2004 09:27 PM