Esta metáfora(?) lembrou-me (por que razão?) outro poema de Char, em tradução deliciosa de Eugénio de Andrade:"nas ruas da cidade anda o meu amor. Pouco me importa onde vá no tempo dividido. Já não é o meu amor, quem quer que seja lha pode falar. Já nem sequer se lembra; quem na verdade o amou? ..."
Afixado por zef em julho 23, 2004 06:58 PMÉ bem lindo, fiquei sem saber dizer mais nada. Ou melhor, é das tais coisas que não admitem uma palavra. Aqui só o silêncio não é excessivo.
Afixado por Nuno em julho 24, 2004 01:51 AMe quando cansados da busca da felicidade? bom sábado - c.
Afixado por peres feio em julho 24, 2004 12:59 PMZef, ainda bem que lembrou "O Tempo Dividido".
É também um poema amoroso, seja o amor à poesia ou ao ser amado. E em ambos os poemas essa bela noção do profundamente íntimo e privado, do "garder pour nous seuls".
Obrigada por ter lembrado o Tempo Dividido que é um poema maravilhoso.
Nuno, gosto muito do René Char, sobretudo dos poemas-aforismos, esta extrema tensão no dizer!Podia ter-se-me esgotado, como aconteceu a outros poetas que li na juventude, mas não, ainda arde.
Se cansados da busca, amainamos as velas, que mais? Mas a renúncia não é fácil. E eu acho que pode ser outra forma de exaltação.
Um belo, belo, poema. E o nome secreto...
Beijos
Calculava que você gostaria deste Char tanto como eu, Eugênia :)
Afixado por Soledade em julho 25, 2004 12:36 PM