Comentários: Terra de Verão

«só a tristeza tem história
por isso nós vivemos a cantar»
...não é mesmo?
belas as palavras que tão bem a dizem.

Afixado por amelia em julho 12, 2004 12:45 PM

Mas que bem! Inspirada pela nostalgia?

Afixado por António em julho 12, 2004 04:08 PM

É lindo, Sol.
Bjs.

Afixado por LE. em julho 12, 2004 04:17 PM

Linda homenagem...
Nem sempre conseguimos aceitar o ciclo das estações, os tempos de plantar, florescer, colher... da renovação inevitável.

Afixado por lu. em julho 12, 2004 06:07 PM

Bonito mas triste, diria, talvez dorido.

Afixado por MG em julho 12, 2004 08:56 PM

todos os dias alguem nos abandona...ou sentimos isso com o passar dos anos - belo registo - bj c.

Afixado por peres feio em julho 13, 2004 12:30 AM

Gosto do teu paradoxo, Amélia.

Afixado por Soledade em julho 13, 2004 10:04 AM

Olá, António. Estou em falta consigo.
Acho que sim, que é a nostalgia da sobrevivência. Apanha-nos.

Afixado por soledade em julho 13, 2004 10:06 AM

Obrigada, Luís. Beijo para ti também.

Afixado por Soledade em julho 13, 2004 10:06 AM

Não, não é fácil aceitar essa "renovação inevitável" - porque é disso que se trata, a morte. Lu, obrigada pela visita, pela empatia.

Afixado por Soledade em julho 13, 2004 10:10 AM

Olá, Manuel. É dorido, sim, uma despedida, uma homenagem e a busca do saber aceitar.

Afixado por Soledade em julho 13, 2004 10:12 AM

Carlos, obrigada. É como dizes. Beijo

Afixado por Soledade em julho 13, 2004 10:13 AM

Tão doridamente belo!

Afixado por Sara Xavier em julho 13, 2004 05:14 PM

Obrigada, Sara.

Afixado por Soledade em julho 13, 2004 11:30 PM

Vc foi pro Hall da Fama do micropolis. Teus poemas são sempre lindos, inspirados e femininos.

Afixado por Mak em julho 14, 2004 12:06 AM

É isso, Mak, muito bem observado, ainda não o tinha objectivado em mim. São bastamte femininos e sem o mínimo transborde glandular. Este poema, na verdade esta elegia, está naquele livro que mandei para Curitiba, e dos mais belos, se acaso pode haver escolha justa entre eles, penso que não.

Afixado por Nuno em julho 14, 2004 12:38 AM

Sol, veja mais réplicas de "Bilhete Postal" em www.papelderascunho.blogspot.com de minha amiga Virna Teixeira, de São Paulo. Li o "Terra de Verão" em Quatro Poetas da Net, bela escolha. beijos

Afixado por mak em julho 14, 2004 02:47 AM

É sempre surpreendente a visita a este blog, belos poemas em qualidade crescente!
Para quando uma edição em livro?

Afixado por MOÇA em julho 14, 2004 11:58 AM

O último comentário, por engano aparece como MOÇA mas é meu!. As minhas desculpas.

Afixado por Margarida em julho 14, 2004 12:06 PM

Mak, ir para o hall da fama do Micropolis é uma responsabilidsade e tanto! Obrigada :-) Fui ao Papel de Rascunho, gostei de conhecer a Virna. E vi que a raposinha gerou outra raposinha :-)

Afixado por Soledade em julho 14, 2004 04:40 PM

Sei que o Nuno sempre gostou deste poema. Faz agora 4 anos que a pessoa que é celebrada nele partiu. Como diz um verso seu, "tenho a cabeça cheia de mortos".

Quanto ao "transborde glandular", deu-me vontade de rir. Um dia vai pagar, como Orpheu, por esse seu ponto de vista algo redutor :-)

Afixado por Soledade em julho 14, 2004 05:01 PM

Margarida, agradeço a sua gentileza.

Afixado por Soledade em julho 14, 2004 11:57 PM

Sol,
Senti-o exatamente como vc disse. Uma homenagem e uma tentativa de lidar com a perda. E não são às vezes assim os poemas e as pessoas? Gostei tanto de lê-lo.Há nele umas versos que são universais.Sentimentos.
Quanto à história do "transborde glandular" do Nuno, não entendi bem( ou teria entendido?..rs).
Eu ri, logo eu que sou dada a eles ( sem o menor arrependimento). Pois tomara que a sua "praga" pegue e ele pague. ;-)
Beijos

Afixado por eugênia em julho 15, 2004 04:53 AM

...A sabedoria dos grandes Homens reside na aceitação branda da vida...
não podia deixar passar em vão tão magnifico poema!
é absolutamente delicioso, a aceitação serena do ciclo da vida, da passagem dos anos, da morte ... a nostalgia dos lugares vazios e das datas...
fantástico* também eu tenho a cabeça cheia de mortos...

bjs e mtas saudades
diana
ps. quidadinho menina Soledade,muito quidadinho ao travessar a estrada... um dia destes ia sendo passa a ferro por mim e nem deu por ela! Lolol

Afixado por Diana em julho 15, 2004 12:04 PM

Diana, da tua sensibilidade eu sei bastante (foram uns anitos bons, não foram?) mas tu és muito jovem e não aceito que tenhas a cabeça cheia de mortos. De vida, Diana, de vida!
E és um perigo na estrada! Quase me passas a ferro?! Não dei por nada! :-OO
Espero que aquele teu Adamastor tenha sido enfim transposto. Beijinho

Afixado por Soledade em julho 15, 2004 01:20 PM

Eugênia, as palavras são de facto um modo de lidar com a perda. Na poesia ou não, você bem sabe.

"Sem o menor arrependimento" - diz você, e eu rio-me consigo.

Afixado por Soledade em julho 15, 2004 01:33 PM

"e por um pudor desajeitado quase deixámos de falar/ como se o mundo se fosse acabar nestas três semanas/ que o teu prognóstico desenha."
que bonito, soledade. e a utilizaçào da palavra "prognóstico", um termo médico, ficou tão interessante no poema.

Afixado por virna em julho 16, 2004 04:18 AM

Virna, talvez todas as palavras possam ser poéticas. Já no séc XIX Cesário o mostrou. Muito obrigada - pela visita e por tudo.

Afixado por Soledade em julho 16, 2004 12:18 PM