...e eu que já vivi tanto tempo e desvairadas cousas e não conhecia isto.Ainda não posso "amainar as velas"! Bem haja, Soledade magnífica!
Afixado por zef em julho 24, 2004 05:10 PMdigo sempre o mesmo – em frança reggiani, na bélgica brel – um empate, para mim – c.
Afixado por peres feio em julho 25, 2004 12:45 AMNós aqui nunca ouvimos muito os franceses, vc sabe. Ainda que tenhamos ouvido alguma coisa das canções mais importantes. Essa é uma bela letra. Obrigada por trazê-la.Os vou conhecendo mais.
Beijos
Zef, assim, com esse epíteto, fico sem jeito :-)
Que lhe hei-de dizer? Primeiro, que gostei da citação (as desvairadas cousas) e da afirmação de que não amaina as velas. Depois, que é muito boa esta partilha de afinidades e de descobertas.
Para mim é um empate a três, com Brel a ocupar um especialíssimo lugar; mas voz como a de Reggiani não havia; e depois Brassens, que eu sei não admiras, mas eu sim, e muito!
E outros - Ferré, Moustaki, para referir apenas alguns músicos masculinos que me ocorrem de repente. Os franceses tiveram de facto uma plêiade(e poucos deles nascidos franceses) admirável!
É muito bonita a canção, Eugênia, letra, música, interpretação. Os dois rapazinhos (que o pai tb o é, no seu desamparo) na casa desocupada, a lidar como podem com o abandono. Reggiani faz uma interpretação admirável, vai entretendo a criança/o público, adiando a revelação, mas na última estrofe estalam, como casca de ovo, o cansaço, a impotência, a impaciência perante o choro da criança. É uma canção tão linda, tão triste, bem cantada!
Afixado por Soledade em julho 25, 2004 01:07 PMComo não consegui arranjar uma música do regianni, aqui vai, por nostalgia uma outra...espero que gostes...bom domingo com um abraço do Morfeu
http://www.anos60.com/franca/meteque.htm
Ah, Morfeu, le métèque! Na mouche! Obrigada :-)
Afixado por Soledade em julho 25, 2004 03:09 PMmoi aussi, j'aime bien la chanson française (et francophone). charles trenet, piaf, jacques brel, aznavour. não conhecia serge regianni, obrigada.
virna
Afixado por virna em julho 25, 2004 07:13 PMDe Brel e Brassens, lembro-me que se ouvia este em casa de meus pais e depois na minha; aquele ouvi-o bastante mais tarde e nunca me esquecerá um extradinário espectáculo que vi há quase mil anos na TV :( De ambos tenho discos.
São os dois must de língua francesa que melhor conheço nas canções sérias, digamos assim, para as distinguir das outras que não tenho por menos sérias, mas menores. No entanto, não sei até que ponto esta distinção será justa em cantores mais generalizadamente populares que nos emocionam, como me sucedeu ontem ao ouvir Gilbert Bécaud em L'Important C'est la Rose. Creio que neste tipo de música funcionará muito mais a memória das vivências de cada um, embora a letra não seja descartável, e até tenha alguns versos bonitos, embora de nítido apelo ao "romantismo" que de uma maneira ou de outra sempre subjaz em nós.
Reggiani, com as minhas desculpas, só se ouvir alguma canção dele é que o lembrarei. Mas, enfim, quem pode hoje suportar gigabites de música na memória? :)
Afixado por Nuno em julho 25, 2004 09:13 PMAlors, Virna, il faut absolument l'écouter, Reggiani :-)
Afixado por Soledade em julho 25, 2004 09:17 PMTambém oiço Aznavour. Era muito mais pedante - eu - em adolescente, agora oiço-o, e Bécaud também. E há dias, com uma amiga, fiz um dueto nostálgico, lembrando velhas canções da rádio da nossa meninice, e não imagina o que desencavámos da memória, Adamo, Hardy, Vartan... E os italianos! Havia então umas revistas francesas de música ligeira e de charme, "Salut les copains", "Mademoiselle age tendre"... Caramba, foi há milénios :) É bom lembrar, não é?
Afixado por Soledade em julho 25, 2004 09:26 PMGosto em geral das canções que Regggiani cantava e da sua voz.Mas não posso colocá-lo no mesmo plano que Brel e Brassens, para mim os dois maiores.E que eram também autores das canções e poemas que escreviam e não apenas seus intérpretes.E essas canções, letra e música, eram magníficas.
De Reggiani lembro muitas canções que ele interpretava como ninguém -um avoz fabulosa (talvez como um outro de quem se não ouve quase falar, o Mouloudji também já falecido). Lembro Sarah, Ma liberté, etc...E gosto do Moustaki, autor de grandes cab´nções cantadas por ele ou por outros, como Le Métèque ou Milord(feita para a Edith Piaf)
Lembro também o Reggiani actor que também foi e que vi em filmes.
E quero compartilhar uma alegria: consegui finalmente em DVD um filme magnífico francês, cujo argumento era de Jaques Prevert - Les enfants du paradis de Marcel Carné,´. E a música era da dupla Kosma-Prevert- por ex, Les feuilees mortes. Só tinha visto o filme na TV uma vez e há largos anos.Em Portugal teve o título Os rapazes da geral. E tem fabulosas interpretações de actores da Comédie Française, com destaque para Arletty. Estou a desejar o momento de rever o filme, agora que o encontrei finalmente.Alguém mais viu esse filme?
(ena! hoje é que foi banho de fancofilia!)
Afixado por amelia em julho 25, 2004 11:49 PMNão foi, no que me toca, só francofilia.Estou a ver que, por aqui, vai havendo gente quase da minha idade...(queria pôr aqui um daqueles sinais que significam sorriso, mas não sei.A idade...).
Afixado por zef em julho 26, 2004 12:06 AMEu não gosto "em geral", Amélia, gosto muitíssimo das canções que ele escolheu cantar, e se é verdade que não compunha e poucas letras escreveu, era um intérprete fabuloso. Olha, por exemplo "Ma solitude", "Sarah", ou "Ma Liberté", cantadas por ele ou pelo seu autor, Moustaki - um mundo de diferença.
Vi também vários filmes com ele. E espero bem que me emprestes os Rapazes da Geral um dia destes, ou que me convides para uma sessão de cinema :)
Beijinhos e bom regresso
Afixado por Soledade em julho 26, 2004 12:54 PMZef, gostei dessa. Aqui aparecem às vezes uns jovens. Todos os outros somos intemporais :)
Afixado por Soledade em julho 26, 2004 01:27 PM...estás sempre convidada para sessões de cinema ou outros modos de passar o tempo em volta de gostos comuns...:)
Eu ainda não revi o filme mas talvez o faça ainda logo à tarde. Outro dos fabulosos autores que nele entra é o Jean Louis Barrault.-
Por falar de francofilia:Bons tempos esses em que a França pontificava nos nossos gostos e na cultura em geral- música,literatura, pensamento, cinema (por disso falar encomendei também e vou ter em breve La grande illusion do Renoir(também e apenas em versão original, que em Portugal não há- apesar de constar em video no catálogo da Fnac- não têm há muitos meses disseram...)
Põe francofilia nisso! Olha, um dos filmes que eu adorava rever era o "Vincent, François, Paul... et les autres". Com o Reggiani, o Yves Montand, o Michel Piccoli e um muito jovem Dépardieu. Gostava mesmo.
Afixado por Soledade em julho 26, 2004 02:39 PMSão memórias que, neste momento, pertencem a poucos. Bela edição, Sol.
Bj.
Corrijo: Jean Louis Barrault é actor, não autor...
Quanto ao filme de que falas, não tenho ideia de ter visto...
Como diz Eugênia, não se ouvem muito os franceses por aqui. A música por aqui não vai muito bem, excetuando nossos bons compositores que, parece, não deixarão herdeiros à altura. Fiquei bem curiosa sobre Reggiani, mas não sei se encontro alguma coisa dele por aqui. Obrigada, SOl, e um beijo.
Afixado por adelaide em julho 27, 2004 01:02 AMLuís, as memórias que se partilham aproximam as pessoas, independentemente da geração, da idade. É como quando estamos no estrangeiro e de repente encontramos um compatriota.
Afixado por Soledade em julho 27, 2004 10:02 AMAdelaide, na música vocês tiveram e têm várias gerações de ouro, compositores e intérpretes ímpares. Custa aceitar que não deixem herdeiros à altura.
Quanto aos franceses, eles foram, durante muito tempo, os nossos interlocutores culturais preferenciais. A influência francesa foi muito forte em Portugal.
Saudades e lembranças! Obrigada, Soledade
Afixado por Sara Xavier em julho 27, 2004 10:18 AMSara, o mesmo digo eu: saudades e lembranças. Obrigada de quê? :-)
Hum... temos uma sessão nostálgica a três (pelo menos)de cantoria francesa, agendada, não esqueça.
Amigos: uma correcção - estive a ver o filme Les enfants du paradis, de que vos falei.Mas não é neste filme que passa a canção Les Feuilles mortes - a música é do J.Kosma, o argumento e os diálogos do Prévert, mas não há canção.O filme, esse, agradou-me tanto como da 1ªvez (data de 1945), sobretudo pela intewrpretação de gente como Arletty, Jean-Louis Barrault, Maria Casarés, Pierre renoir, Pierre Brasseur...
Afixado por amelia em julho 28, 2004 04:40 PMTantos e tantos Blogs... e tão poucos se lembraram da morte do nosso Reggiani. Património da Humanidade, tudo o que se diga é pouco. Cantor, diseur,actor, poeta, pintor, pai, amigo, escritor, artista, poeta.
C´est lui, c´, est l´italien... devenu français, qui va voir Paris St Germain et qui a un faible pour vos vins.
Já repararm que são todos imigrantes? - Reggiani, Moustaki, Aznavour, Adamo... como a equipa glória da Selecção Francesa.
Abraços e agora que descobri este blog não o vou largar.
MC
Tantos e tantos Blogs... e tão poucos se lembraram da morte do nosso Reggiani. Património da Humanidade, tudo o que se diga é pouco. Cantor, diseur,actor, poeta, pintor, pai, amigo, escritor, artista, poeta.
C´est lui, c´, est l´italien... devenu français, qui va voir Paris St Germain et qui a un faible pour vos vins.
Já repararm que são todos imigrantes? - Reggiani, Moustaki, Aznavour, Adamo... como a equipa glória da Selecção Francesa.
Abraços e agora que descobri este blog não o vou largar.
MC