a "nave em queda", "dias de desespero" - gostei muito dos dois poemas. Interpretei-os como a assunção da nossa Idade do Ferro, expulsos todos, pelo Tempo, dos nossos paraísos individuais. Enquanto escrevo este comentário, oiço, de Reggiani, "Ma fille". Faz sentido.
Um bom fim de semana.
Como escreveu Fernando Pessoa " o poeta é um fingidor..." A minha questão é: será assim tão fingidor? Tudo o que se escreve, seja ficção ou realidade, sai de quem escreve. bjs
Afixado por wind em julho 24, 2004 05:44 PMÉ muito difícil abordar estes dois poemas, Carlos. A 'mentira piedosa, em dias de desespero', para mim, é ocultação a terceiros de uma realidade pessoal e dolorosa. Para nos protegermos? A terceiros? Não verem o nosso caos?
Já adoptei essa postura, em tempos idos e, para evitar olhares piedosos...
Um abraço.
Ainda bem que existem os poemas possíveis de nos dar algum alento, nem que seja o que vem revestido da piedosa mentira.
Afixado por Graças em julho 26, 2004 04:18 PMGosto muito deste poema. Mesmo porque o último poema possível será sempre o último escrito. Seja ele mentira ou não.Nós os leitores o lemos.
Este contém a ambiguidade necessária.
Um abraço.