Comentários: acolho-me

Comecei a aperceber-me que sempre que a noite chega, a solidão vem falar-me de ti. A saudade penetra no meu coração como um pouco de luar dentro da minha noite imensa e vai deixando aos poucos o seu toque magnífico de beleza e suavidade. Vai deitando prata nos recantos mais sombrios. Vai enfeitando de luz as flores mais singelas. Assim é a saudade. Consegue transformar em beleza a tristeza infinita do presente... porque traz para mim o encanto das horas do passado.
A saudade traz o gosto perdido de beijos de amor... Traz o calor dos teus braços inesquecíveis... Traz o eco de tuas palavras...
Fecho os olhos e começo a recordar... Começo a pensar em ti que foste todo meu... e agora é minha saudade. A saudade...Ela é a própria amargura... É o meu único alento, todo o meu sol, todo o meu luar... toda a minha vida, meu amor... Mas bendita seja a saudade, graças a ela eu quase sinto a tua presença...

beijinho

Afixado por Marca em agosto 6, 2004 03:35 PM

Sem desprimor para os restantes, é este, para mim, o melhor poema da semana do Nuno.

Afixado por Barbant em agosto 7, 2004 10:18 AM

Das duas uma, ou vocês nunca leram poesia que prestasse e estão cegos, ou sou eu que nunca li nada de jeito e não consigo distinguir a boa da má poesia, e o cego sou eu. No entanto, como o Nuno é dado a grandes e despropositados encómios e pelos versos que vejo neste café, estou em crer que o invisual - linda palavra muito na moda - não seja eu. Continuo a ver a mesma charada de palavras, agora de domingo à noite. Alguém me "expilica" o que quer dizer o que vai entre aspas?

no amor pedido "do teu rosto ilúcido"
e entrego-me "à irisada luz que zela
os lábios"

"na liturgia dos sentidos dados
à reza na capela como oferta."

e por aí fora, sépalas, liturgias, sombrias flores, uma série de banalidades jogadas à sorte, que eu nem vocês entendemos, mas que vocês, por não entenderem e muito temerem figuras ridículas, dizem que entendem, e quanto menos entendem, mais afirmam uma qualidade que não existe, acabando por cair no ridículo indesejado.

Não vem mal daí ao mundo e cada um faz o que pode e a mais não é obrigado, nomeadamente o autor daquilo que estava para ser um soneto, para o que lhe faltou um pouco de estro, como diria o Manuel Barbosa du.

Já entre ser medíocre e ter algum talento vai a distância que vocês, O Nuno e o Barbant em especial, nunca souberam medir. Com inteligência e sensibilidade - desde que as haja - seria remédio suficiente começar a ler boa poesia, falo da grande poesia, a de todos os tempos e a grande do séc. XX.

Sigam o meu conselho. Falar do que não sabem é um acto de imodéstia como é, com palavras atiradas à sorte, o autor chapar na cara do leitor sempre o mesmo que lhe tenho lido, aqui e no blog dele.


Afixado por Petrarca XXI em agosto 9, 2004 01:36 AM

Caro Petrarca.
Se tem as pernas curtas para subir escadas altas sugiro-lhe que utilize o elevador. Se lhe é muito dificil compreender a poesia escrita neste blog, talvez deva começar por leituras mais acessiveis e ir progredindo gradualmente. Aconselhava-o a começar com a revista da "Maria" e a "Telenovelas", passado algum tempo já estará ao nivel de um bom livro infantil e quiçá... em poucos anos, consiga ler poesia e gostar... (já nem falo em perceber).
Se o seu problema é a falta de vocabulário, certamente que um bom dicionário não lhe fará mal... e olhe que ler não faz dores de barriga nem o conhecimento lhe vai ocupar espaço.
O autor que tão efusivamente critica, já tem alguns bons livros editados, o que só me leva a concluir uma coisa. Ele é invisual, a Editora que o publicou é invisual, as livrarias que o colocam à venda são invisuais e as pessoas que compram os livros dele para ler a poesia que ele escreve são invisuais. É o Portugal dos ceguinhos onde o senhor Petrarca é um iluminado em toda a sua sapiência. Estranho é ver que o sr. Petrarca nada escreve, nada cria e apenas de forma mesquinha vem criticar o trabalho dos outros.

Cresça e apareça. Se não gosta deste blog de poesia, porque me visita tão insistentemente? Porque não cria o seu próprio blog de poesia e me convida a seguir para visitar... faz-me falta umas boas risadas de vez em quando, não lhe levarei a mal de todo.

Agora deixe-me é de incomodar os clientes e os poetas e se o café não lhe agrada a porta da frente é a serventia da casa. Boa viagem.
Deixo-o com um pequeno pensamento. Não há dor mais chata que a dor de cotovelo e há pessoas tão pequeninas que não chegam a tirar o cotovelo do chão. Passe bem...

Afixado por Nuno em agosto 9, 2004 09:21 AM

Nuno,

Inteligentíssimo o teu comentário, acerca dos maus dizeres inflamados pelo tal Petrarca XXI, em data de 09 de agosto do corrente. Que mente brilhante a tua! Parabéns pelo teu inegável talento!

Um abraço,

Kathlyn

Afixado por Kathlyn em outubro 24, 2004 06:26 AM