Olha para mim.| Não, olha mesmo para mim.Para dentro dos meus olhos.| Perde-te nos meus olhos. Perde o ser, a razão do olhar.| Entra mais fundo.| Sente o meu corpo. Sente os meus gestos.| Ainda és. Repara que existes sempre, Independente das ideias, dos sentidos e crenças que habitualmente te governam.| Encontra no fundo aquilo que te faz ser.| É uma luz clara que consegues isolar.| É clara porque simplesmente é, não precisa de concepções, das manias da mente, dos vícios do corpo.| Agora que te sabes inteira, que existes para alem das coisas, sente onde estás.| Mas não com o corpo, sente pura e simplesmente.| Sente o ar, sente a casa, erva, paredes, pedra, madeira.| Expande esse sentir.| És livre.| Não precisas de nada, és feliz em ser, já não são precisos refúgios.| Agora finalmente poderás ver-me, sem projecções, sem adulterações.| És vontade e certeza clara.| E quando me vires, tu estarás em mim, eu estarei em ti.
Claras as concepções, restam os jurados.
Aqui está um off-topic:
só para tentar quebrar a aversao aos comentários!
Quanto ao escape, gostei bastante...
Afixado por ilheu em agosto 20, 2004 09:03 PMparece-me que a ti a luz não te cegou. também gostei da "promenade" pelas tuas palavras.
Afixado por mer girl em agosto 26, 2004 01:09 PM