ESCLARECIMENTOS AO CAMARADA mocho :
1. Alegre foi cabeça de lista da lista de deputados do círculo eleitoral de Coimbra em 1995 e em 1999 e venceu ambos contra Manuel Dias Loureiro e Barbosa de Melo e em 1999 contra Santana Lopes;
2. Alegre foi cabeça de lista à Assembleia Municipal de Coimbra, em 2001, num combate dificil, e perdeu, tendo ficado muito próximo da vitória, sublinhando eu que tal desiderato só não foi possível de alcançar porque o então ministro do Ambiente, José Sócrates, num processo de profundo desrespeito por vários camaradas seus, e que por acaso eram do mesmo partido, como era o caso do Presidente de Câmara Dr. Manuel Machado, que arrancou em Coimbra 3 grandes maiorias absolutas para o Partido Socialista, e muito para além das razões substantivas da escolha do processo de co-incineração, traiu Coimbra, traiu a Federação de Coimbra e os seus camaradas em especial do PS local;
3. As pessoas e os seus valores em especial valem, sobretudo, pelo seu valor pessoal e pela sua formação cívica e política. Ora assim sendo, meu caro, as qualidades humanas, pessoais e cívicas de Manuel Alegre nem se discutem, mesmo por todos os apoiantes de José Sócrates; a sua competência também não, basta, por mera curiosidade, passear pelo site do parlamento nacional para ver o trabalho de um ( Alegre ) e do outro ( José Sócrates ) para ficar esclareido;
4. A história de vida de cada político é também uma peça importante a valorizar. Saber se podemos contar com o político A ou o político B em situações de ataque à democracia e de grande dificuldade, como por exemplo aquele que vimos ser feito contra o Partido Socialista nos últimos 2 anos e como os ataques sucessivos aos mais desfavorecidos e que menos armas têm nesta Democracia representativa, apoiada nestes partidos políticos;
Aos Camaradas Paula Rodrigues e mocho :
Um líder é aquele qu epela força das suas convicções, pela força do seu saber e inteligência consegue mobilizar a generalidade dos que, não estando em situação de fragilidade, optam livremente.Liderar é ser capaz de, sem sugerir nada em troca, arrastar multidões, é ser capaz de defender e levar à prática ideias e iniciativas com as quais uma grande generalidade das pessoas se identificam. Para isso é preciso ser credível, impoluto, acima de qualquer suspeita.
A actividade política está, hoje, de uma maneira que a primeira permissa dos cidadãos portugueses, mesmo antes de conhecer, é duvidar sistematicamente dos políticos. Porquê? Porque quando os portugueses mais deles precisam é quando a grande maioria deles os abandonam, assobiando para o lado, como se o pedestal financeiro em que se encontram os tornasse invisíveis.
Vitor Hugo dizia que " Saber exactamente qual a parte do futuro que pode ser introduzida no presente é o segredo de um bom governo e de um governante fora-de-série ", ou seja, a dimensão da inteligência criativa, aliada à preparação pessoal de um político, a quem necessariamente se exige cultura, são essenciais.
Não reconheço a José Sócrates tal preparação. Sócrates é um batalhador, isso sei reconhecer ( não comento è as armas de luta ), Sócrates é um esforçado, mas isso é tudo muito pouco.
Verdadeiramente o que penso é que o nível de exigência que nos começamos a habituar a exigir está tão baixo que h+je temos José Sócrates a candidato a Secretário-Geral.
Pergunto apenas: o que Sócrtaes fez de relevante afinal no Ambiente ? Circulem pelos sites das Associações Ambientais para se esclarecerem melhor ...
E quanto ao resto ?
Já agora, não se esqueçam que Ferro Rodrigues foi classificado por variada imprensa como o Ministro mais bem cotado dos dois Governos de Guterres e, no entanto ...
" Aquele pensa que sabe muito, mas não sabe de nada, e a sua ignorância é tanta que nem sequer está em condições de saber aquilo que lhe falta "
in Fénelon , François
Ora bem vindo a este humilde blog. camarada josé Cabral.
Em primeiro lugar os meus lamentos pela critica indirecta a Ferro Rodrigues. Acho-a estranha neste momento pelo menos tanto mais que é Ferro Rodrigues um dos tais políticos da esquerda do PS que tanto gosta.
A sua resposta veio infelizmente dar-me inteira razão. Não apresentou obra de Manuel Alegre. Apenas referiu que ele se candidatou por Coimbra. Sim e depois ... De candidatos está o povo farto. Coimbra já foi o distrito mais socialista de Portugal e hoje estamos reduzidos a algumas camaras. O que logo me leva a uma conclusão... quem foi eleito por Coimbra não conseguiu dar conta do recado. E não.. Manuel Alegre depois de eleito não consegue correponder às expectativas.Não sou eu que o digo é o povo a votar.( não me refiro a discursos, falo em obra em trabalho concreto). Lamento que atribua a Sócrates a culpa pela derrota de Alegre. Não esqueça de juntar a suprema derrota na Figueira. Alegre não era candidato mas fez campanha.E agora eu pergunto. O que fez Alegre para resolver o problema de Souselas??? NADA . Criticou a solução contra o seu próprio partido e o seu governo, mas apresentou alguma proposta alternativa??? Empenhou-se na resolução dos problemas ambientais de souselas? A resposta é não. Está tudo na mesma. Com Sócrates o problema estaria resolvido. É a diferença entre o decidir e o criticar. Sejamos objectivos: O PS em Coimbra tinha quase todas as camaras, hoje está reduzido. Perdeu e perdeu batalhas importantes. Perdeu tendo a liderança visivel de Alegre. É a mesma pessoa, que tem todo o meu respeito como intelectual, mas não tem como politico que querem colocar a LIDERAR o partido. LIDERAR... LIDERAR...
Saudações
Sob o olhar atento dos portugueses, os militantes socialistas preparam-se para escolher por voto directo o próximo Secretário-Geral. Perante três alternativas de grande qualidade, cada um dos participantes neste acto eleitoral não deixará de ponderar nos efeitos da sua escolha no futuro do partido e do país.
Com a direita instalada no poder, os militantes socialistas devem reflectir e escolher com os olhos colocados no futuro. O Partido Socialista e Portugal precisam de soluções de futuro. Soluções concretas e concretizáveis!
Uma sociedade crescentemente dinâmica requer aos partidos políticos que aspiram ao poder uma postura atenta, aberta à mudança e capaz de formar sólidas alternativas de Governo. Exige-lhes uma postura combativa, que saiba adicionar propostas construtivas ao salutar exercício da oposição.
Orgulhosos do nosso passado e da obra realizada pelos governos de Mário Soares e António Guterres e com uma declaração de princípios claramente identificada com os desafios da modernidade, os socialistas não têm receio de apresentar-se aos portugueses como um partido ambicioso e determinado. Portugal precisa do melhor que cada um de nós tem para dar.
Mais do que nunca, para contrariar um governo sem ideias e sem vigor, é necessário um projecto político que mereça a confiança dos cidadãos e congregue todas as energias para inverter o rumo que levamos.
Uma alternativa que vá para lá das aparências e garanta o desenvolvimento da economia assente no crescimento sustentado e em empregos duradouros, para criar as condições necessárias para a implantação de uma nova geração de políticas sociais e para recuperarmos o tempo perdido no ambiente, na cultura, na educação e na qualificação das pessoas.
Uma alternativa responsável e empenhada em recuperar a confiança das pessoas nos serviços públicos de saúde e segurança social e nas demais instituições do Estado, porque merecemos viver com segurança e com melhor qualidade de vida.
Tanto a nível nacional como no plano local, só assim será possível renovar o PS e contar com a participação das novas gerações saídas das universidades e dos quadros mais dinâmicos e empreendedores do tecido produtivo. Valorizando a diversidade, a pluralidade e a diferença como princípios fundamentais do socialismo democrático e da esquerda moderna.
Os portugueses reconhecem que José Sócrates foi um bom ministro do Ambiente, revolucionando os sectores da água e dos resíduos e apostando na qualificação das cidades como palcos preferenciais da vida comunitária.
A erradicação das lixeiras e a criação dos aterros sanitários, a preservação das áreas protegidas em risco (como as ilhas-barreira da Ria Formosa), os programas Polis em inúmeros centros urbanos, os dias das cidades sem carros ou o programa de recolha de veículos em fim de vida têm a sua marca!
Enquanto responsável pelos direitos do consumidor, enfrentou com determinação e sucesso os monopólios dos bancos e das comunicações, clarificando procedimentos, institucionalizando a factura detalhada ou impedindo excessos frequentes em matéria de publicidade enganosa e não solicitada.
Impulsionador do nosso papel como anfitriões de grandes competições desportivas internacionais, liderou com sucesso a equipa que trouxe para Portugal o Euro’2004, que teve o mérito de dar um novo ânimo aos portugueses e de promover o nosso país no exterior como nunca.
Os portugueses sabem que é o melhor candidato ao cargo de secretário-geral do PS, pela qualidade das suas propostas e pela sua capacidade de congregar os desejos de mudança!
Pela minha parte, estou convencido que vai merecer a confiança dos socialistas e dos portugueses. Mais, estou convencido que será um bom Primeiro-Ministro!