o camarada mocho
quando sai lampeiro do campanário
tenta voo largo mas não consegue
a sua asa curta de animal rasteiro
trá-lo impaciente porque impede
e limita a caminhada do mocho inteiro
mocho não é lagarto nem réptil
nem crocodilo reptante pequeno
baixo e rasteiro no tamanho
prosa muito em clima ameno
a proporção dos olhos largos
fez dele sempre ave agoirenta
queda-se por isso pelas coisas pequenas
que a dimensão das grandes o atormenta
e não suporta cargas tamanhas
mocho não é lagarto nem réptil
nem crocodilo reptante pequeno
baixo e rasteiro no tamanho
prosa muito em clima ameno
que tristeza não ser maior
para ser grande no que se pensa
que tristeza não ser traçado
com figura mais serena
e rosto mais delicado
mocho não é lagarto nem réptil
nem crocodilo reptante pequeno
baixo e rasteiro no tamanho
prosa muito em clima ameno
caiu-lhe em sorte achar-se sabedor
de toda a socrática sabedoria
espalha por isso com despudor
ao seu redor a liberal filosofia
pensa no entanto que espalha flores
dálias malmequeres flor de buxo
pensa que perfuma as letras lusitanas
com palavras pesadas e de luxo
mas não passa de um mocho murcho
Afixado por anonimo em agosto 24, 2004 04:20 PMolá anónimo
como és inteligente anónimo. obrigado pelo comentário . Queres imitar o teu líder espiritual. Só o imitas na falta de coragem do anonimato , não na qualidade de escrita.
Dorme bem ... andas a escrever a horas impróprias rapaz. Isso são horas do mocho e das corujas.
olá anónimo
como és inteligente anónimo. obrigado pelo comentário . Queres imitar o teu líder espiritual. Só o imitas na falta de coragem do anonimato , não na qualidade de escrita.
Dorme bem ... andas a escrever a horas impróprias rapaz. Isso são horas do mocho e das corujas.