Os locais da infância...Lindo!
Bom fim-de-semana.
É sem dúvida no Verão que a vida toma contornos de bela e inesquecível.
Parabéns pelo texto.
Oféliazinha
...é isso:
VERÃO
O que há de novo na tarde
Verdadeiramente tarde
Verdadeiramente terna
É este gosto novo de cantar
É esta fome absurda de verão
dizia eu...há 30 anos...:)
Afixado por amelia em setembro 3, 2004 07:49 PMBelissimo poema, carregado de céu e mar. influencia de férias?
Afixado por MG em setembro 4, 2004 12:34 AMli, gostei, a estes versos vou voltar - bj c.
Pois é, mas é pelo fim da tarde que começa a dor do regresso(terno?) a casa, que precisa ficar limpa para que o dia acabe terno, sereno, sagrado também.
Afixado por zef em setembro 4, 2004 07:21 PM(não pode deixar de comentar) "(...)à primeira das terriveis alegrias(...)", porquê a contradição?
Tudo o lembramos é bom,
mesmo que nos traga tristeza
e quiça...um pouco de solidão
ao nosso pobre coração!
Tudo de bom, beijos reguilas :)
Afixado por Sílvia em setembro 4, 2004 09:03 PMOlá, Margarida. É, os locais das férias da infância, este ano revisitados para lhes dizer adeus.
Afixado por Soledade em setembro 6, 2004 06:31 PMOfeliazinha, obrigada. E parabéns também pelo seu blogue.
Afixado por Soledade em setembro 6, 2004 06:32 PMTu disseste há 30 anos. A pena é não teres continuado a dizer. Gosto muito deste teu poema. Com o das papoilas e o das algas, é talvez um dos meus preferidos. "Fome absurda de verão"...
Afixado por Soledade em setembro 6, 2004 06:36 PMOlá, MG, obrigada pela tua apreciação. Sim, as férias, lembranças do céu da infância, carregadinho de estrelas (agora nem tanto) e o apelo intemporal do mar. Tu também sabes como é :-) Um abraço
Afixado por Soledade em setembro 6, 2004 06:39 PMObrigada, Carlos. E como foi o teu mar?
Afixado por Soledade em setembro 6, 2004 06:39 PMZef, o regresso é terno, sim. O dia deve terminar limpo e sagrado. Tento que assim seja. UM grandfe abraço
Afixado por Soledade em setembro 6, 2004 06:41 PMSílvia, obrigada. Prometo falar contigo do poema, mas agora não. Viste-me na entrada. Sabes quantas horas de ECB foram hoje? 9h. Estou cansada. Beijinho
Afixado por Soledade em setembro 6, 2004 06:47 PMO regresso à claridade do tempo em que o "Sol se punha"? Oxalá. Bj
Afixado por Nuno em setembro 6, 2004 11:46 PMO verão, sempre o verão, a alegria dos olhos, do corpo ( o corpo parece ser mais corpo no verão). Os verões das memórias. Porque as crianças parecem viver o verão mais verdadeiramente ( se vc me perdoa os vvvs : ). Gostei muito deste poema. Beijos
Afixado por eugênia em setembro 7, 2004 02:34 AMO verão e o seu apelo ao passado! Belo!
Afixado por hfm em setembro 7, 2004 10:33 AMTenha cuidado, olhe que trabalho a mais faz muito mal !!!... Tudo de bom =P
Afixado por Sílvia em setembro 7, 2004 11:54 AMExistirá em nós um pouco de Ariane: a dança dos labiritos e o choro dos abandonos
(exteriores a nós ou não).
Gostei muito deste poema, Soledade.
A lembrança da claridade que se foi,Nuno. Mas uma outra claridade talvez, também, ainda, sim. Talvez.
Afixado por Soledade em setembro 7, 2004 07:41 PMGosto dos vvv. Olhe: "Move-se brandamente o arvoredo/Leva-lhe o vento a voz que ao vento deita."
beijo :)
hfm, baralhou-me, de início :-) Obrigada e que sejam bem fortes estes Alicerces.
Afixado por Soledade em setembro 7, 2004 07:49 PMObrigada, Astrophil. Fico comovida porque tu viste a chave perdida no labirinto, o fio sem solução.
Que se passará em Saliva? Em Ossa et Cinera? inda não vos visitei. Não tardarei.
Um beijo.
"O céu, a terra, o vento sossegado...
As ondas, que se estendem pela areia...
Os peixes, que no mar o sono enfreia...
O nocturno silêncio repousado...
O pescador Aónio, que, deitado
Onde co'o vento a água se meneia,
Chorando, o nome amado em vão nomeia,
Que não pode ser mais que nomeado:
– Ondas – dizia – antes que Amor me mate,
Tornai-me a minha Ninfa, que tão cedo
Me fizestes à morte estar sujeita.
Ninguém lhe fala; o mar de longe bate;
Move-se brandamente o arvoredo;
Leva-lhe o vento a voz, que ao vento deita."
Porque relê-lo não é demais. *
Os dois, juntos?! Que bom! Ah, não é demais, nunca, nunca é demais! Um grande beijo aos dois (adorei esta surpresa, este doce!)
Afixado por Soledade em setembro 8, 2004 01:27 AMUm poema feliz. Tem algo de contemplativo sobre o passado (que é também como retornar à infância?) mas volta-se para o presente, para ouvir das crianças a algazarra nas "pequenas lanças de alegria".
Bjs,
Virna.
Virna, pensei o poema como um revisitar do passado, irreconhecível excepto na memória. Mas existem as crianças. Outras. A que fui e as que lembro cresceram ou partiram. Estas outras riem como nós rimos, vivem no presente apenas, e o seu riso trespassa os nossos corações.
Um abraço
Estava à espera de ser a visitanº11 000.Mas ainda está só em 10993...E acho que me fico, para já, por aqui...
Afixado por amélia em setembro 14, 2004 11:01 PMAmélia, lembras-te de um cão chamado Mutly (não sei se estará bem escrito) de uns desenhos animados chamados "Corridas Loucas"? Davam na tv era eu miúda. Achei graça à tua decepção e ri-me à Mutley: rsrsrsrsrsrs :-)))
Afixado por Soledade em setembro 14, 2004 11:47 PMNão, não lembro do cão...Mas agora vi que falhei o encontro com o nº mágico das 11000.Pronto, hei-de apanhar brevemente o 12 000 :)
Afixado por amélia em setembro 15, 2004 12:47 PMSe o blogue durar até lá, amiga. É que tudo o que começa tem um fim, bem sabes. Vamos ver.
beijinho.