Comentários: Brusco aroma

Neste poema - a verdadeira essência da poesia!

Um abraço

Afixado por Sara Xavier em setembro 16, 2004 01:39 PM

como eu gosto deste aroma a dezembro e a reminiscências...
...la vraie vie est ailleurs...será?

Afixado por amelia em setembro 16, 2004 03:15 PM

É o cheirinho a fumo, o nariz vermelho do frio da rua com alma quente da manta do avô, coisas assim ainda cá moram, em lembrança forte e pacificadora.

Afixado por zef em setembro 16, 2004 04:11 PM

Eis a Beira Raiana. Anda por aí alguma tristeza?

Afixado por MG em setembro 16, 2004 08:40 PM

Era assim. Talvez se ouvisse também o chiar das rodas de um carro de bois, lá fora, e a chuva a bater no janelo. O fumeiro poderia pingar lá de cima, e todos em redor do lume, e a ceia de batatas cozidas com couves, temperadas com um fio de azeite e colorau.

Tive o privilégio, em criança, de ter sido acolhida em casas assim e convidada para a refeição. Deram-me um garfo de estanho com cabo de madeira e comi com os outros da gamela comum. Era a Beira Raiana, como diz o Manuel. Era sim, a Beira pobre, córnea, mas genuina, franca, elementar. Onde tudo isso já vai? As lembranças cá moram, como diz o Zef. Às vezes pacificadoras.

Obrigada a todos.

Afixado por Soledade em setembro 16, 2004 10:55 PM

como fui um menino de ver eléctricos lisboetas nos intervalos das vistas das praias Macuas e Landins, de Moçambique, a minha ruralidade é outra – talvez por isso sempre me atraiu conhecer a Europa das terras de interior – o mato conhecia bem – para dizer que nos teus versos, reencontro os meus desejos de aos 17 anos regressar de África, definitivamente – um beijo cpfeio

Afixado por peres feio em setembro 17, 2004 01:10 AM

É bom pôr, de vez em quando, bocaditos da alma ao sol.

Afixado por zef em setembro 17, 2004 10:04 AM

Coisa linda essa que aí escreveu,Zef!

Afixado por amélia em setembro 17, 2004 10:52 AM

É isso, o poema. O olhar, a fotografia. O talento para pô-la em palavras.Parabéns!
Beijos

Afixado por eugênia em setembro 17, 2004 11:31 AM

Li o poema várias vezes, com diferentes estados de espirito! E pelos vistos, só com o pior é que o percebi, talvez seja porque nesse estado de espirito mais parece Inverno, ou Inverno com direito a trovões e tudo!! =P
É bom ler um poema assim, saber de algo que não sabia, aprender a vida =) Bjinhos

Afixado por Sílvia em setembro 18, 2004 12:18 AM

Carlos, sei-te um lisboeta de gema. Eu cresci no interior, mas a minha família encerrou o ciclo rural com os meus avós paternos (a avó materna era bem urbana). No entanto, muito de mim é a nostalgia da camponesa que nunca fui.

Afixado por Soledade em setembro 18, 2004 12:20 AM

É, Zef, é bom. A Amélia concorda consigo. Fico satisfeita a ler-vos concordantes :)
Um beijo aos dois

Afixado por Soledade em setembro 18, 2004 12:21 AM

Mudei o título, viu, Eugênia? Sugestão sua. Tinha razão. Obrigada :-) E alterei duas quebras de versos. Creio ficou melhor.
beijo

Afixado por soledade em setembro 18, 2004 12:25 AM

Sílvia, hoje não fui muito gentil convosco, vocês desertaram-me e eu tive dificuldade em lidar com a desilusão. Estupidez minha. Continuamos perto. E, de de algum modo, a relativa distância facilitará o nosso convívio na blogolândia. Gostei de ver que linkaste o Sombra do Sol no comentário :-)

O poema e o estado de espírito - é um poema de desolação, é verdade, mas também das reminiscências infantis de um mundo limpo e aconchegante, ainda que pobre, um mundo que já não existe. Fico contente por teres gostado.

Espero que o teu estado de espírito tenha melhorado. Bom fim de semana. E... força! Beijinho

Afixado por Soledade em setembro 18, 2004 12:41 AM

Bem, hoje não dormo, o meu estado de espirito ainda está um pouco desnorteado por causa das muitas noticias do dia! Ainda tem que explicar, isso do "desertaram-me"!!!?!!?!! (eu linko sempre a sombra ;) Beijos

Afixado por Sílvia em setembro 18, 2004 01:09 AM

2ª feira explico. Vê se dormes. Beijinho

Afixado por Soledade em setembro 18, 2004 02:40 AM

nostalgia

Afixado por Orlando em setembro 18, 2004 11:50 AM

Também sua, Orlando? Abraço

Afixado por Soledade em setembro 18, 2004 10:51 PM

surpreende o encadeamento das palavras e a estranheza da linguagem neste poema.
o sentimento de desamparo, desolação.
gostei muito.
virna

Afixado por virna em setembro 19, 2004 01:36 AM

Obrigada por ter notado isso, Virna.
Um beijo

Afixado por Soledade em setembro 20, 2004 03:45 PM

Que pequena jóia este poema, Soledade!

Afixado por adelaide em setembro 27, 2004 06:13 AM

Obrigada, Adelaide. Um beijo

Afixado por Soledade em setembro 30, 2004 10:02 PM