Novamente chego à conclusão de que preciso de umas ferias de mim.
Ou então de me reescrever.
Começo por me livrar desta tendência recém adquirida de censurar os meus textos comparando-os com os de outras pessoas (invariavelmente mais dotadas para a escrita).
A liberdade é preciosa.
Será possível recriar a nossa natureza mais profunda? Aquela que nos rege desde que nascemos? Ou será o único caminho a sintonia com a mesma. Para que sendo assumida possam tornar-se visíveis novas tonalidades, novas opções que fortaleçam a trama original (ao aceita-la deixamos de negar os seus frutos).
Outra opção … ao assumir e aceitar plenamente a nossa realidade natural (com todas as suas "falhas" e "fraquezas"), optando por a confrontar com uma consciência e vontade activas. Surge como subproduto natural a capacidade de desconstruir essa mesma realidade interior. Compreendendo a dinâmica que gere as suas partes indivisíveis, ganha-se o controlo sobre as mesmas, assim como, a opção da transmutação real.
Nota - a liberdade de criar é proporcional à liberdade de destruir. E só a força da consciência construída em bases puras e incorruptíveis pode fazer frente ao caos potencial. O êxtase ou a loucura. A aceitação em verdade ou a dissolução.