Notável, como são os seus poemas todos. A nossa vida é, toda ela, uma viagem sem regresso. Ser poeta é, também, ser capaz de extrair uma clara visão de um momento de insónia.
Afixado por Gonçalo B. de Sousa em outubro 21, 2004 08:08 AMAh...este tempo, este vento que passa dentro de nós...talvez consigamos amar o vento e o tempo...juntar-lhe as peças, embarcá-las, em balão voá-las, sentir o mar que desagua nesta nossa casa toda que pode ser o Mundo como dizi Ruy Belo...
Navegando e voando por aí faço eco do teu poema...
Um abraço do Morfeu
A noite é uma sucessão de pequenos detalhes agudos quando a insônia engendra o poema.
Um beijo, é um belo poema...
Belo e trazedor de emoções e nostalgias...vive em nós o que permanece, o essencial captado a partir do visível - no imediato,com os olhos, - ou na memória comovida...
Afixado por amelia em outubro 21, 2004 10:30 AMOs seus poemas encantam-me, têm uma espécie de sortilégio melancólico.
Afixado por Emanuel Figo em outubro 21, 2004 12:35 PMA oscilação também é lugar seguro e há sempre um barco carregado de trigo que nos vem encher a casa.
Afixado por zef em outubro 22, 2004 10:44 AMSol: quem é o pintor do quadro?
Afixado por AMÉLIA em outubro 22, 2004 06:09 PMespreitei, e gostei como sempre...que venham melhores dias bj c.
Afixado por peres feio em outubro 23, 2004 10:01 AMHummmm ;o)
Afixado por Orlando em outubro 23, 2004 11:35 AMGonçalo, a vida é uma viagem sem regresso, mas as tantas pequenas viagens que ela compreende, essas deveriam ter volta, ter "remédio". O que mais dói, ao lembrar, é o sentimento do irremediável. O seu último poema era também um poema de tempo. Que coisa, nós e o tempo!
Fiquei toda contente de ter a sua visita :)
E um eco que é outro poema! Obrigada, Morfeu, pela beleza do teu comentário. Um abraço
Afixado por Soledade em outubro 23, 2004 03:54 PM"pequenos detalhes agudos", a propósito da insónia - os golpes da revelação. Gostei de ler, Silvia, e, embora conhecendo-a bem, sempre me surpreende a sua argúcia e cumplicidade. É bom, isso :-)
Um beijo, bom fim de semana
É verdade, Amélia, os meus poemas partem sempre do imediato, do trivial, para tentarem alcançar o essencial. Nem sempre consigo, perco-me por vezes na banalidade. Mas este é o modo como o meu olhar se detém no mundo e busca padrões e relações.
O quadro, "Entre les trous de la mémoire", é de Dominique Appia. Tem site na net. Devo avisar-te, no entanto, de que talvez fiques decepcionada. Até pelo surrealismo (tu não gostas) bastante kitsch, dos quadros. Este é o único de que eu gosto. Também porque em miúda tive o respectivo póster e fiquei fascinada, mantive-o na parede do quarto, muito tempo. Ainda existe, acho, em casa do meu pai. É, como dizes, "a memória comovida".
Afixado por Soledade em outubro 23, 2004 04:22 PMObrigada, Emanuel. Um abraço
Afixado por Soledade em outubro 23, 2004 04:24 PMCerto, Zef, a oscilação, o facto de que nada é estável ou perene, por contraditório que pareça, é uma segurança.
Gosto do trigo, do rosmaninho, da urze, das uvas que chegam sempre nos seus comentários. Um grande abraço, daqui até à nossa Beira.
Ainda bem que gostaste, Carlos. Olha, os dias vão bem melhores. Claro que se eu pudesse deitar as mãos a um certo ex-ministro da educação, claro que se eu pudesse fazer implodir uma parte dos media, claro que se acreditasse que vivo num país com esperança... Mas nem eu sou assim tão ingénua. Um beijo, bom fim de semana :-)
Afixado por Soledade em outubro 23, 2004 04:33 PMNada como um comentário incisivo :-)
Bom ver-te por aqui, Orlando. Um abraço
Ia para comentar o poema, mas não existe comentário possível que eu possa fazer =) Reparei num comentário seu e, peço desculpa mas não pude deixar de rir, se precisar de ajuda para deitar as mãos ao ex-ministro da edu. pode contar comigo! Agora a sério, e é a minha vez de dizer, que tal ser um pouco mais optimista, se não acreditarmos que este país ainda tem um pouco de esperança, acreditamos em quê!?! ninguém morre por ter esperança, não é verdade!?!! =P Vá, optimismo e tenha um bom fim de semana! Mts miminhos**
Afixado por Sílvia em outubro 23, 2004 08:28 PMSílvia, tu dilaceras-me e expões o meu "Bem prega Frei Tomás". Vamos estabelecer uma distinção: tu deves ter esperança, sem seres tolamente optimista, e deves fazer por um mundo mais justo; eu, que sou mais velha, tenho o dever de lutar, contigo, por esse mundo. Mas tenho também, inevitavelmente, um olhar mais desencantado que o teu. É só isso. Obrigada pelo carinho. Retribuo:-)
Bem!! Se começar a argumentar entro na Filosofia, e como não me dou com Filosofia, nem vou por ai! Discordo totalmente, mas cada qual tem a sua ideia! Mas, isso é assunto para se falar "face to face" =).
Muitos beijinhos
(Peço desculpa pela falta de acentos no outro comentário, mas quando reparei já era tarde =/ , e não sou lá muito boa na ortografia =P )
Afixado por Sílvia em outubro 24, 2004 12:02 PMChuta que á Macumba da boa
Rio de Janeiro from Brazil see you
Também me chamou a atenção o quadro, embora um pouco kitsch [lembra os posteres escolares que as professoras levavam para a gente fazer uma "composição":)]. Teus poemas continuam num saudável clima de inquietude intelectual. Por isto sempre é bom voltar ao Nocturno e encontrar o brilho de uma vela acesa na escuridão.
Afixado por mak em outubro 24, 2004 05:16 PMSílvia, tocaste em quase todas as teclas que me eriçam. Face to face, discutiremos essa história da Filosofia e do "discordo, mas cada qual tem a sua ideia".
Boa semana. Beijinho
Optando, Celine! :-)
Afixado por Soledade em outubro 24, 2004 07:10 PMÉ kitsch, sim, mak, mas, como dizia a Amélia, apela à minha "memória comovida".
Obrigada por essa vela acesa, Marília.
Beijo