Quando olho para esta lista, não posso deixar de a encarar de uma forma sentimental, ao verificar que os prémios foram concedidos a amigos meus.
O Lino é uma instituição.O Lino é mesmo A INSTITUIÇÃO da BD nacional. O Miguel Rocha é um talento natural e fui dos primeiros a ler o "Beterraba". Ainda antes de sair. Fiquei fascinado pelo grafismo, não queria parar de ler o texto. E mesmo assim havia algo que me deixava "abananado" na história.
Falei disso com o Miguel na altura.E disse-lhe para não ligar muito ao que eu dizia, porque tinha a certeza de que o livro ia ser um êxito. Confirma-se. "Beterraba" é uma obra de ruptura na BD portuguesa e um dos trabalhos de autor mais elaborados de sempre. Muito por força do processo de criação do álbum. Será curioso compará-lo com outros trabalhos de Miguel Rocha, que igualmente fogem a uma leitura fácil, mas apresentam outras características.
O José Carlos Fernandes é um daqueles casos de talento multifacetado. Um homem do pincel e da pena, com talento para distribuir pelo desenho e pela escrita. Tem a criatividade do Woody Allen, o onirismo de um José Gomes Ferreira, a subversão dos Monty Python. Só pode dar bons resultados.
Quanto à Danuta, ouvi-a pela primeira vez na Culturgest e fiquei a compreender melhor como uma estrangeira de muitas influências se pode dedicar a um país como Portugal e mergulhar no universo da ilustração, ao ponto de se ter tornado um nome consensual. Ou quase.