Li com atenção este excelente texto onde encontrei as duas faces da moeda...as minhas angústias como pai...e as consequências de algum "desleixo educacional" vivdas na minha tarefa profissional. Como pai acredito em Pedro Strech quando diz que a criança precisa de uma mescla de amor e disciplina, com professor sinto que quando falta essa mistura, o caldo entorna com facilidade. Contudo sinto também, que alguns dos dogmas educacional com que vivi toda a minha vida estão se abalando, ou seja, sinto que tenho que, em algumas situações, compreender o sentimento de posse dos meus filhos e que no olhar dos outros podem ser confundidos, quiçá com razão, como egoísmo. É que acredito que estes têm que muito cedo ter acesso ás suas coisas e ter a óbvia vontade de as crer para eles. daí que, apesar de estimular a partilha, consiga entender e respeitar o espaço e as coisas que são dos meus filhos.
Afixado por Miguel Sousa em novembro 10, 2004 01:11 AMDificilmente poderia estar mais de acordo contigo, Miguel. De facto, torna-se importante que eles tenham também as suas coisas, o seu espaço, tal como nós. E acredito que quando isso acontece, ao mesmo tempo que respeitam o espaço e a propriedade dos outros, não poderemos dizer que sejam egoístas. O caminho que nós tentamos seguir como pais é exactamente aquele que apontas: estimulamos a partilha respeitando os seus espaços.
Afixado por andrepacheco em novembro 13, 2004 11:02 PMMuito intenso!
Tenho andado esquiva, bem sei.
Coisas da vida! WB
Texto interessante, problema recorrente.
Educar para a escolha (ou seja a autonomia, o crescimento) é impossível sem liberdade, nem proximidade de quem educa. Acompanhar é tudo menos excluir, isolar ou eliminar os perigos.
Difícil às vezes é estar perto não só com o corpo (ou até sem ele...) mas como o coração, construir espaços de confiança com quem se educa (com cada um, não há intimidade à molhada...). Para isso é preciso também confiar em nós e no nosso sentir, o que impede receitas e gurus mas não enjeita conselhos. Nem, sobretudo, textos e conversas como estas.
Estamos a acabar de nascer...e...estamos felizes porque há alguém que se preocupa com a educação. Obrigada.
Afixado por Recorrente em novembro 29, 2004 05:05 PMOs meus filhotes cresceram. Não ralhei demais e nunca lhes bati,embora por vezes faça gritar, o acho muito mau.Sou pedagoga, psicopedagoga e psicomotricista, mas em casa com eles sou só e apenas mãe. Numa criança até aos 24 meses, mexer é aprender e apreender as noções das coisas, dos objectos, frequentar lugares e espaços diferentes é enriquecer essa aprendizagem, e retirar o que é perigoso, é prevenção.Depois, aos 3, 4 e 5 anos, brincar e jogar é pensar. Tem de haver uma certeza: eles vão tomar conta do nosso espaço, do nosso pensamento, do nosso corpo (os meus cabelos brancos surgiram em cada susto que os meus filhos me deram quando se magoaram, quando ficaram doentes),das nossas despesas, e no meio disto tudo não há nada melhor que ter filhos. Gostei das leituras agradáveis do texto e dos comentários e lembrei-me de uma vez em que o meu filho António guardou todos os elementos de um jogo que consistia num conjunto de meios de transporte de plástico colorido, cujas peças não tinham mais de 3cm,dentro do vídeo-cassete da sala.Foi didáctico.
Afixado por Joana de oliveira em novembro 29, 2004 07:57 PMA maior parte das pessoas não compreende a diferença entre SER triste e ESTAR triste!...
Afixado por blueshell em dezembro 8, 2004 08:52 PMUm Bom Natal para si, André!
Afixado por Paulo Lopes em dezembro 24, 2004 05:59 PMObrigado, Paulo. Peço desculpa pelo atraso, mas desejo que tenha tido também um bom Natal.
Afixado por andrepacheco em dezembro 27, 2004 01:07 AMUm tema que dá que pensar.
Afixado por blueshell em janeiro 1, 2005 09:14 PMOlá,
Sou estudante de uma universidade no Brasil e por acaso estou lendo o seu blog. Achei suas idéias bem interessantes e posso lhe afirmar que no Brasil temos problemas parecidos.
Minha pretenção é ser professor assim que conseguir iniciar e terminar uma pós-graduação. E minha vontade é de entrar na escola para mudar a concepção que se tem de educação como um "processo industrial". Também acredito que cada aluno tem a suas especificidade e que as qualidades de cada um tem que ser explorada de forma diferente. Contudo, como o modelo de educação no meu país está enraizado em métodos autoritários e unidirecional (pofessor repassando conhecimento para o aluno) acredito ser muito difícil mudar este modelo.
Contudo, outro dia estava lendo uma revista de bordo que há uma escola em Portugal que aplicada um sistema pedagógico totalmente diferente em sua instituição. Li que nesta escola não há paredes separando salas de aula e que as aulas baseam-se em atividades mais dinâmicas que o costumeiro. Este método está sendo aplicado no Brasil, na cidade de São Paulo 1 (e infelizmente somente em uma) escola municipal.
O que sei é que a escola em Portugal chama-se Escola da Ponte e n Brasil a escola é a Escola Municipal Amorin Lima coordenada por Elisa Siqueiras.
Talvez as referências acima possam lhe interessar e caso encontre algo interessante ou tenha mais relatos de suas experiências como professor, por favor contate-me pelo e-mail. Acho que os seus relatos podem me ajudar a lidar com situações inesperadas quando eu estiver no seu lugar como professor calouro.
Abraços
Hugo da Silva da Silva
hugoss@pop.com.br