L.Tyler P.
Dar uma volta pelo teu blog é quase sempre um prazer. Quando não é, simplesmente abalo (de abalar, dar de frosques, bazar).... quando é ...fico...leio e releio até me cansar. Sobretudo acho que tens uma produção irregular e diferenciada... o que será óptimo pois assim vais agradando ao vasto e concerteza também diferenciado (lê heterogéneo) conjunto de leitores (visitantes, amigos, conhecidos, apreciadores, admiradores, as) uns mais, outros menos, assíduos. Acima de tudo, escrever para/no f.c. deve dar-te muito prazer.... a ti, para ti... percebe-se.
Este (este post) li e reli e fico com a sensação que "há por aí" muito mais por dizer. Ou então sou eu, hoje, que estou para aí virado... e por apetecer-me dizer que quando não "as" mantemos, quando não "as" alimentamos...perdêmo-las. Perdemos o que naturalmente se perde ("a ordem natural das coisas") e perdemos o que não "queriamos" perder, o que não "podiamos" perder... e estava na nossa mão. E será que perdemos? Ou só deixamos de "ganhar"... deixamos de "ter"... Perdemos o que alguma vez tivemos...??? Alguma vez tivemos aquilo que perdemos ???
Agora vou almoçar... Se quando voltar isto que escrevi ainda me parecer coisa com coisa...afixo!
Francisco, ainda bem que decidiste afixar o teu comentário.
É óbvio que me dá prazer escrever aqui, gosto de saber que tenho aqui um álbum de memórias que posso consultar quando me apetece, gosto também de saber que quem gosta de mim pode estar em contacto comigo através deste espaço.
Não escrevo com o intuito de agradar a nenhum tipo de leitor, tenho apenas a esperança que os amigos dêm uma olhadela de vez em quando.
Quanto ao post em si, não se referia só ao aspecto sentimental, há imensas coisas na vida que podemos negligenciar por considerar "asseguradas".
"(...)Quanto ao post em si, não se referia só ao aspecto sentimental, há imensas coisas na vida que podemos negligenciar por considerar "asseguradas"."
Queres dar um exemplo s.f.f.(e tenho a certeza que me vais surpreender)!
Um exemplo... há tantos... quantas vezes pensamos que a nossa situação profissional está garantida e os nossos superiores têm outras ideias...
Afixado por tyler em novembro 25, 2004 02:26 PM"Pensamos" que está garantida, "sentimos" que o nosso desempenho seria merecedor de reconhecimento por parte dos nossos superiores hierárquicos.... não podiam, não deviam, ter outra atitude (outro sentimento) que não fosse "mimarem-nos", "estimarem-nos", "sentirem-nos" parte fundamental de uma engrenagem pela qual eles são responsáveis e por isso os primeiros interessados pelo seu bom funcionamento....e o nosso desempenho, contributo para o funcionamento da engrenagem, é bom não é? Pelo menos "sentimos" que é bom...não "sentimos"? Ou então toda a devotada dedicação com que nos entregámos à causa foi um desperdício (má gestão) emocional.
É claro que há a componente material...sem emprego não há rendimento ...não é? (podes excluir esse grupo em que estás a pensar...são uma pequena minoria...nasceram com o cú virado para a Lua....independentemente de "sentirmos" ou não que é injusto....ou que "sintamos" inveja).
...mas um português normal, entre os 70 e os 100 kilos e um metro e sessenta a um metro e noventa de altura...pode passar uns tempitos a comer massas diversas acompanhadas de ervas, especiarias e molhos...tudo do Lidl...não pode? Se nos virmos nesta incómoda situação ("emocionalmente" desgastante) podemos sempre adoptar uma postura a atirar para o Marxismo. Não "temos emprego", temos é a capacidade (mão de obra) para desempenhar tarefas remuneradas, remuneração que permitirá a nossa reprodução social. O cara de cú que nos dispensou (e nos trocou por aquele imbecil recém licenciado... e até lhe vai pagar menos...e o parvalhão não vê que vai ser explorado) vai ter sempre necessidade de quem lhe execute as tarefas.... o coitadinho só tem (ou gere...e se gerir mal deixa de ter) o capital.....
Ou será que se as coisas correrem mal e o patrão preferir o outro ou a outra, não será a nossa "auto estima", a nossa "segurança"....o nosso "emocional" que se ressente em primeiro lugar?... Quanto mais não seja porque "os ritmos de bem estar" (e a tal "reprodução social, material e emocionalmente satisfatória") são violentados...
P.S. Espero sinceramente que não concordes com nada disto!