A formação que tivemos ao longo destes anos de Europa foi a formação do "sustento". Sustenta-se aqui, sustenta-se ali, prende-se tudo com cordeis. E mesmo quando já não há solução possível à vista no horizonte, sempre se arranjam uns subsídios para equilibrar as "massas". Estamos conformados com esta maneira de viver, de não lutar por aquilo que queremos sem estarmos à espera que venha algum milagre lá da Europa que nos salve a empresa.
Acho que é por aí que devemos começar. Pela "desformação" das nossas classes empresariais demasiado coladas e encostadas às costas de um Governo que tem menos competências que os próprios empresários e de uma Europa que já deu (a Portugal) o que tinha a dar e que nos habituou a sermos demasiado "filhos da mamã".