Que bom ler Borges no teu blogue!Extraordinário poeta e extraordinário poema.E grande contista também.
Sublinho:
Sólo me queda el goce de estar triste,
Esa vana costumbre que me inclina
Al Sur, a cierta puerta, a cierta esquina.
Pois já sabes que o contista não me entusiasma por aí além, apesar do meu gosto pela literatura fantástica, em especial a dita de ficção científica. Agora a poesia dele é outra coisa.
Gosto muito muito deste poema: talvez a felicidade não importe, mesmo. Há tantas outras coisas! E maravilhosas. Até a morte é maravilhosa, pois há-de libertar-nos um dia das coisas maravilhosas. Um pouco na linha daquele de Bandeira, "Preparação para a morte", que aqui pus também. E, entretanto, o remate do poema, que assinalas, "esse gozo do estar triste". A poltrona da melancolia, dirias tu, citando outro amado poeta :)
Afixado por Soledade em janeiro 11, 2005 08:23 PMQem já percebeu as fontes da vida e viu muita luz sabe estar assim. E dizê-lo assim.
Afixado por zef em janeiro 12, 2005 03:07 PMvim retribuir-lhe a visita que fez ao meu blogue, agradecer o comentário..e já agora deixe-me lhe dizer que passarei a ser um leitor assiduo do seu
Afixado por Miguel Sousa em janeiro 13, 2005 01:58 AMZef, Jorge, acredito que sim, que na aceitação da perda e da morte, e na afirmação de que a vida é vária, o poema dá voz a uma plenitude, fruto de muita "luz" e de sageza.
Um abraço aos dois.
Miguel, obrigada. Fez-me bem encontrar o teu blogue, o teu ânimo, a tua visão da Escola. Digo "tu" porque os colegas, na nossa profissão, costumam tratar-se assim. Também lá voltarei, ao teu "Educar para a Saúde". Um abraço
Afixado por Soledade em janeiro 13, 2005 02:42 PMO poema é belíssimo! Faz-me pensar se a divisão entre o ser feliz e as outras maravilhas que o poeta diz, não são apenas para que o poema cresça. Porque afinal também é dessas maravilhas que se faz uma certa felicidade.Já a morte não me sabe a felicidade ou a infelicidade. Na verdade não sei.Talvez goste demasiado de viver :).
Obrigada, Sol,
Beijos
Silvia, creio que a felicidade a que o poeta se refere é a da plenitude amorosa: "la dicha que me diste /Y me quitaste debe ser borrada". Mas é verdade que das outras maravilhas que ele cita também se faz a felicidade. Ou uma maneira, mais modesta, de construir a felicidade. A morte a mim também não sabe a felicidade. Nem a nada :)Mas não me choca colocá-la entre as outras maravilhas: porque é obscura e libertadora. Liberta-nos do sol, da lua e do amor (não é um verso espectacular, este?!). Em suma, do desejo de sermos felizes, que pode ser um castigo, quando almejamos o impossível. Haverá algo de falacioso no poema, sim, mas acho-o belo e justo.
Um beijo
ola que legal poder estar aqui e compartilhar esse blog maravilhoso..,.,amei estar por aqui e sempre que der virei ta bom,.,ve se passa no meu ..,.,
Afixado por Elias em fevereiro 20, 2005 06:05 AM