Belíssimo post, Soledade! Nem o tentei apreender numa primeira leitura. Vou voltar. Vou reler. Vou tentar compreender para lá das palavras, para lá das imagens.
Obrigada! Um abraço
Afixado por hfm em dezembro 6, 2004 09:17 AMUma entrada e tanto. Está em forma :) e tem um gosto refinado, entre outras coisas, para entradas deste género, estou a pensar no Arca da Jade.
Ah, os tais três livros, mas se "passamos a vida a acumular" porquê dá-los em vida a uma biblioteca se já tem tantos, de maior acúmulo portanto? :) E que três livros seriam esses? Parece aquela pergunta tola se fosse para uma ilha sozinha, etc. Mas não é tão tola assim:
A mim não são os dois primeiros que me afligiria escolher, estão naturalmente escolhidos, mas sim o
terceiro. Estou certo de que cometeria comigo mesmo uma série de gravíssimas ingratidões e ainda maior injustiça para os que ficassem
Que bela prenda nos trazes, amiga!Beijo
Afixado por amelia em dezembro 6, 2004 01:16 PMHelena, há mais imagens, e outros textos, na dita exposição (incluí o enlace) e vale muito pena a visita. E fico contente que lhe tenha agradado a si, em especial :-)
Afixado por Soledade em dezembro 6, 2004 09:20 PMObrigada, Musas. Quanto aos três livros - é uma força de expressão. Queria dizer na minha que às vezes me sinto esmagada pelos livros, por essa estante tão grande de onde no entanto eles transbordam e se espalham pela casa toda. E que já tenho demasiados livros que não li e que faço muitas releituras. Aliás, sinto-me esmagada por quase todos os objectos que possuo e que talvez me possuam mais a mim do que eu a eles. Faço regulares depurações, não acumulo assim tanto, eu: fiz uma aprendizagem do desaprender:) Dos seus três livros, aposto nas Rimas de Camões e na Divina Comédia de Dante. Recomendo, como 3º, o "Dune" :-))
Afixado por Soledade em dezembro 6, 2004 09:38 PMGostei que tenhas gostado, Amélia. Não és só tu que fazes coisas bonitas :-) E espera que te vou mandar uma coisa por mail.
beijinho
:) O Dune?
Adivinhou só muito parcialmente. Não só as Rimas, as Rimas, os Lusíadas, as cartas, os autos, o livro da Lello em papel bíblia e a... Bíblia. Há muito que a não leio e é um livro que me fascina, não sendo religioso nem agnóstico nem sequer o ateu que crê no Nada com maiúscula... Sou, como uma vez me disse, um sem-deus, precisando, um ametafísico, aquele que passa ao lado da metafísica. Dante? Era um dos meus remorsos não o levar. Enfim, gosto de acumular livros, aquecem-me as paredes e como me isolam da parte hostil do mundo.
Desculpe-me este abuso de estar a fazer um chat dos seus comentários. Fui ver a exposição e, logo à entrada da poesia, descobri o motivo por que prefiro o Sol à Lua :)
Afixado por Musas Esqueléticas em dezembro 6, 2004 11:16 PMAi não são só as Rimas?! Os Lusíadas também?! Muito me contam as Musas que (finalmente!)deram o braço a torcer. As cartas também eu guardaria. Os autos de Camões dispenso. A Bíblia também tem de se manter. É poesia, além do mais. Eu consulto-a com frequência quase diária. Sou agnóstica, mas a Bíblia é O LIVRO.
"Dune" foi para me meter consigo :-) Apesar de eu considerar "Dune", sobretudo o primeiro da trilogia, um livro excelente!
Quanto ao sol e à lua, prefiro-os a ambos, cada um en su sitio.
«In the beginning,
woman was the sun.
Hiratsuka Raicho
ca. 1911»
Pois é, mas o Kabuki é lunar :)
Afixado por Soledade em dezembro 7, 2004 12:35 AMQue beleza de post, Sol! Obrigada por ele.
Um beijo.
E outra para si, Márcia :)
Afixado por Soledade em dezembro 7, 2004 06:47 PMseu post é insuportavelmente belo. as gravuras são lindissimas. para voltar mais vezes e ler com calma e com uma compreensão nova, de cada vez.
um abraço,
virna
Uma rectificação ao que escreveu, porque quem lhe ler a resposta acima é muito injustamente induzido em erro: sempre gostei de Os Lusíadas, salvo quando, no secundário, fui obrigado a dividir as então complicadas orações do Maneirismo, e não me lembro se era não gostar deles, se não gostar, já então, de transpirar de mais. Ter-me ouvido dizer privadamente que tirava mais prazer da leitura das Rimas (de uma parte delas, preciso agora, é preciso cuidado com o que se diz, quanto mais comn o que se escreve), ter confessado isso, dizia, não é arrumar com Os Lusíadas para o lixo. Também não desconheço, apesar de estar tão longe do ensino como da China, que os autos são a parte mais frágil da obra de Camões.
Só que da Obra Completa de Camões que tenho, editada num só volume pela Lello e aumentada arreliadoramente com o que não é dele, ou seja com as composições apócrifas sem fazer qualquer distinção umas das outras, não me passava pela cabeça, antes de partir para o "exílio", rasgar o quer que fosse desse volume único, nem mesmo o que é apócrifo, quanto mais os autos.
Fica assim feita a precisão que me pareceu necessária, com as minhas desculpas.
Assinalo: esta é a 15 003ª visita ao nocturno.A Soledade merece ser lida,o blogue é dos melhores da blogolândia e ela uma das grandes poetas que escreve na nossa língua.
Parabéns!
Também se vem aqui por gosto de ler os comentários e a interactividade que a Sol favorece e que foi gerada.
Afixado por amélia em dezembro 8, 2004 01:20 PMRectificação feita, Musas. Sem necessidade de desculpas suas. Talvez minhas, pelo equívoco gerado.
Afixado por Soledade em dezembro 8, 2004 03:44 PMAmélia, definitivamente, deixas-me sem jeito. É bom eu ter um razoável senso de auto-crítica, ou correria sérios riscos de ego "inflado", como diz o nosso amigo Fred :)
Beijinho, bom feriado.
Virna, a sua apreciação conta muito, para mim. Um abraço
Afixado por Soledade em dezembro 8, 2004 03:50 PMQue presente este, Sol. Que beleza as imagens e o entrever desta cultura.Tenho uma certa ternura por ela, minha mãe a admirava muito e me levava para perto destas coisas todas.Principalmente da arte, dos significados das tradições.
Obrigada.
Beijos,
Que bom que ter sido um presente - por gostar e pela memória da mãe.
Beijo