Que lindo adoro ler textos assim...
Afixado por CALENE em dezembro 10, 2004 02:36 AMA beleza dos versos na suave dureza das palavras – fica bem c.
Afixado por peres feio em dezembro 10, 2004 06:27 AMSem nada ter a ver com Ana Akmátova senão na violência da dor do seu Réquiem, dor que pertence a todos os que são capazes de a traduzir esteticamente, este poema é daqueles feitos a arrancar a pele. É um poema com a marca da sua qualidade, sabe quanto gosto da sua poesia, e este poema, duro e violento, não foge a isso, ainda que fosse melhor ler-lhe um poema que falasse do Côa, não para prazer da minha leitura, estou certo de que me entende. Creio que podia intitular-se Ouvindo o Réquiem de Mozart, sinto-o por trás do poema, obra que deveria escutar-se só quando se está em paz com o mundo. No entanto, nem tudo são espinhos fundos: é um poema para juntar aos poucos que lhe sei com tantos decibéis, sempre perfeitamente amordaçados, isto pensando na ordenação geral da sua poesia. Depois de todas estas palavras o "gostei muito", ainda que talvez devesse permanecer calado - poemas assim são um punho terrível na garganta enquanto se fazem.
Afixado por Musas Esqueléticas em dezembro 10, 2004 12:45 PMSó o pude ler agora, às 14:24. Concordo com as Musas.Mas é um poema que sai como que arrancado das vísceras, violentamente - e que dói.Um bom poema.Fica dito e escrito.Hei-de voltar a ele mais logo.Beijo
Afixado por amélia em dezembro 10, 2004 02:28 PMsó mesmo 'um apocalipse todo meu' para se contrapor ao luto.
um beijo.
Extraordinariamente intenso. Boa noite; que, apesar de tudo, a soprano seja capaz de sussurrar a melodia por onde escorrem os sonhos. Abraço.
Afixado por zef em dezembro 10, 2004 11:25 PM"...peço um apocalipse
todo meu que ofusque a violência do luto."
O caos tremendo, ruidoso, à violência do luto. Sim, é isso nessa dor trnsportada com precisão para o poema. É bom, Sol, tam ganas.E não é por isso que algumas pessoas enlouquecem, seu apocalipse particular?
Beijo grande,
Tantos erros de digitação...É no que dá digitar depressa. Era "transportada" e " tem ganas ". Mas isso vc sabia, claro.
Ao fim eu devia ter escrito isto depois da última pergunta : alguns enlouquecem , nós escrevemos poemas. : )
Beijos de novo.
Ih, Silvia, em matéria de digitação...eu já me digo disléxica informática....Beijão
Afixado por amelia em dezembro 13, 2004 01:19 PMIh, Silvia, em matéria de digitação...eu já me digo disléxica informática....Beijão
Afixado por amelia em dezembro 13, 2004 01:20 PMObrigada, amigos, Calene, Carlos, Márcia, Amélia, Jorge, Zef (tentarei dormir serenamente), Silvia, Musas. Obrigada a todos.
P.S.: É um réquiem pessoal, sim, Musas. Os decibéis são de Gorèki.
P.P.S.: Silvia, espero que a sua última proposição seja verdadeira no que nos concerne (malgré tout): alguns enlouquecem; nós escrevemos poemas.
Afixado por Soledade em dezembro 13, 2004 08:42 PMpassei cá outra vez.
do luto virei outro dia dizer coisas.
ou não...
por agora outro beijinho!
Afixado por jorge em dezembro 15, 2004 12:07 AM