Já li há muito este livro - o 1º da Marguerite Yourcenar.Lembro-me de como gostei.
Sublinho, destes excertos:
«Tive, nesse dia, através de todo o meu corpo espantado por voltar a viver, a minha segunda revelação da beleza do mundo. (...) chorei só de pensar que a vida era tão simples, e seria tão fácil se nós próprios fôssemos suficientemente simples para a aceitar.»
É isso, amiga.
Afixado por amélia em maio 17, 2005 08:17 AMApoiado, Amélia!
obrigada pela útil lembrança.
Como dito: "seria tão fácil". Não somos simples, nós, humanos, de facto não somos, mas há momentos de revelação da essencialidade: pode bastar um humilde raio de sol, um pé de verde para lá do muro.Às vezes basta.
Beijo às duas
Ás vezes um sorriso virtual também basta!...
Afixado por ana assunção em maio 17, 2005 06:34 PMPalavra de quem sonha e lavra coisas tranquilas: isto de ver e ser simples é,quase sempre, ascese difícil; até por isso, o repouso revela maior beleza. [São lindas as giestas frolidas, brancas e amarelas, que bordejam o meu quintal!(Isto tem alguma coisa a ver com aquilo?)].
Afixado por zef em maio 18, 2005 06:42 PM"há momentos em que basta uma árvore despontando atrás de um muro para nos lembrar que existem florestas"
muito bonito.
há um texto muito interessante sobre os escritos de marguerite yourcenar, no livro "sol negro e melancolia" de julia kristeva.
Belo texto da Yourcenar. De vida e vontade de vivê-la cada momento.
Obrigado pela visita ao Alma, Soledade.
Dunga
Sim, Ana, qualquer pequena coisa que nos reconcilie com a vida :)
Afixado por soledade em maio 19, 2005 03:32 PMA sabedoria da simplicidade - nada é mais difícil, Zef, e chegamos-lhe pela ascese, como diz, pelo despojamento. A tranquilidade aprende-se. E tem tudo a ver com as maias que bordejam o seu quintal. Tudo! Brancas e amarelas? É para me fazer inveja :) Goze-as bem, a cor, o cheiro acre, a pungência bravia... E em breve cheirará aí, por todo o lado, a rosmaninho.
Um beijo
Não conheço esse da Kristeva. Não li muito sobre a Yourcenar, dela sim, creio que terei lido tudo. Obrigada pela dica, Virna.
Beijo
É certo, Eduardo. Um abraço transatlântico :)
Afixado por soledade em maio 19, 2005 03:41 PMAgora sou eu que digo: "Haja olhos..." Revejo-me neste texto, sem no entanto ter sido a doença o meio de revelação desses "momentos em que basta uma árvore". Outros males terão ajudado, porém. Escolhido a dedo como sempre.
Afixado por Musas Esqueléticas em maio 19, 2005 06:38 PMAinda bem, Musas. Só é pena que esses momentos, seja qual for o meio de revelação, sejam realmente momentos, pois a tranquilidade é um processo, não um estado. Mas as árvores ajudam muito :)
Afixado por soledade em maio 19, 2005 10:09 PMEstá bem, foi simpático, mas um pouco complexo, para mim. Continue, pois para diante è o caminho.
Afixado por luis carlos em junho 12, 2005 05:16 PM