Comentários: Dezassete anos depois

Doloroso de tão feito de memórias, ausências/presenças mudas(mas presenças).E a doce e amarga alegria do reencontro.Porque, afinal, tudo era presente, mesmo doendo.E porque tudo estava lá, para além dos silêncios.Dezassete anos depois.

«Emergem os cabelos da memória longos,
risos claros vorazes,
e as ternuras, o choro, a escrita, e mais que tudo
a exactidão do entendimento.»


Há,afinal, a permanência. que se re-descobre:

«Das tuas mãos que vejo sobre a mesa, brancas, infantis
ainda? Mal as pincelou o tempo, e reconheço
claramente as tuas
pequenas capazes mãos. Há tantas décadas…»

Emocionou-me muito este teu poema.Creio que sabes disso.

Afixado por AMELIA em janeiro 10, 2005 01:15 AM

imagino uma perda irreparavel - todos os dias perdemos algo - de vez em quando temos sorte

fica bem cpf

Afixado por peres feio em janeiro 10, 2005 01:39 AM

A junção de Gauguin e de Benitez Reis adensa a força das palavras do poeta.

Afixado por hfm em janeiro 10, 2005 09:03 AM

Amélia, não sei como agradecer-te a forma como te deixaste tocar pelo poema. Não é fácil para mim, por enquanto, falar dele. Mas é tudo quanto dizes: para lá dos silêncios, dos anos desperdiçados, tudo esteve sempre lá. E é júbilo, e dor, e confronto comigo mesma. E esperança. E olha, esta amiga da infância e da juventude que reencontrei, ela tem o teu nome.
Um beijo

Afixado por Soledade em janeiro 11, 2005 07:52 PM

De vez em quando temos sorte - também não encontro outra explicação. Uma rodada de sorte, o acaso, eu não sei. Às vezes a vida supera a ficção. Obrigada, Carlos. Um beijo.

Afixado por Soledade em janeiro 11, 2005 07:58 PM

Havia três amigas, imagens quase especulares na adolescência - daí a escolha de Gauguin. Reyes, porque o prémio da aposta não está garantido.
Obrigada, Helena. Um beijo

Afixado por Soledade em janeiro 11, 2005 08:04 PM

vc sempre uma agradabilíssima surpresa que se saboreia antes de mergulhar no profundo das letras...
grande beijo e minha saudade

Afixado por eliane malpighi em janeiro 12, 2005 09:01 PM

Eliane, que surpresa digo eu! Há quanto tempo! Encontrou o meu Nocturno? Fico contente! E o Poesia Diária? Não houve mais.
Muitas saudades suas. Beijo grande.

Afixado por Soledade em janeiro 13, 2005 02:24 PM

Disse e repito. Porque repetindo se afirmam as coisas : um poema tão cheio de signos, ternura e reconhecimento da importância da cumplicidade, da coisa feminina solidária e próxima, da identificação do lugar que algumas mulheres das nossas vidas têm, tiveram, e que nos marcam profundamente até hoje. Quando mais ainda quando as perdemos.
Emocionou-me.
Beijos,

Afixado por Silvia Chueire em janeiro 15, 2005 01:44 AM

Belo texto "Sol", belo texto...

Afixado por Neo-normal em janeiro 15, 2005 10:35 PM

Silvia, é um poema muito próximo da pele. Ganhei-lhe ainda pouca distância. O seu comentário é tão exacto no que me moveu a escrevê-lo, que fico comovida. Obrigada, muito!

Afixado por Soledade em janeiro 17, 2005 12:50 AM

Obrigada, Neo-Normal.
Um beijo
Sol
sem aspas :-)

Afixado por Soledade em janeiro 17, 2005 01:03 AM