Os pardais são mais rápidos...
Estas tuas palavras sugerem-me um quadro que ainda hei-de pintar.
Beijos!
Enqunto aguardamos o quadro, uma palavra: BRAVÕ!!! :)pela recriação poética do universo.
Afixado por Amélia em janeiro 26, 2005 12:56 PMRicardo, até o pardal mais rápido pode ser caçado. Fico contente de o poema te lembrar um quadro. Procurei que fosse visual: a armadilha existencial figurada na moldura da janela e nessa rua banal e quotidiana.
Se pintares o quadro, mostras, certo?
Beijo
Obrigada, Amélia :-)
beijo
"Interessou-me aquela janela."(Garrett). - Vou guardar a parábola.
Beijo
É um poema em que as imagens da realidade nos enchem os olhos de um mundo que passa a ser também nosso, aqui mais vincadamente do que noutros poemas, com uma lembrança apenas exterior e à primeira vista de Cesário. Mas então ainda não se escreviam poemas como este - :)-, com mais significado do que as palavras podem dar por si mesmas. Tenho de começar a fazer colecção dos poemas de que mais gosto. Este é um deles.
Afixado por Musas Esqueléticas em janeiro 26, 2005 11:13 PMolá soledade!
belas palavras!
beijinhos.
Belo poema de palavras e instantes. De poesia.
Afixado por hfm em janeiro 27, 2005 09:32 AMMostro :)
Afixado por Ricardo Garcia em janeiro 27, 2005 09:54 AMVê-se tanta coisa de uma simples janela, o céu, a terra, o mar quando existe vista para ele, o pôr ou o nascer do Sol ( a do meu quarto dá directamente para o nascer =P). E as cuscovilhices que a janela tem!?! Ui! =) Que a janela, seja um bom meio de fazer poemas sentidos... Adorei! Beijinhos
Afixado por Sílvia em janeiro 27, 2005 10:19 PMbela poesia, soledade onde as palavras se juntam num todo magnífico. Não sei pintar quadros, mas imaginá-los e estou neste momento a imaginar os gatos saltando, como se o ar e o universo fosse só deles.
um abraço
jorge
soledade,
bonito teu poema que é como uma narrativa, de um estado contemplativo nas vizinhanças da casa.
um abraço,
virna
Zef, e temos a janela vista de fora ("Quem terá o bom gosto e a fortuna de morar naquela casa?" -não é nenhuma Joaninha, rs) e o mundo visto de dentro da janela, da moldura. A parábola, como diz. Gostei que me lembrasse as "Viagens" :)
Um beijo
Janelas abertas... Que beleza!
Afixado por Felipe K. em janeiro 29, 2005 01:05 PMJorge (R.E.), obrigada pela leitura, pela apreciação. Há um texto na tua "Estrada Larga" que termina referindo a «vida que transborda ainda para o lado de cá". É isso, a janela, só que às vezes difícil é saber qual será o lado de cá.
Beijinho
Janelas abertas... Que beleza!
Afixado por Felipe K. em janeiro 29, 2005 01:07 PMMB, fico contente de me dizer que as imagens passam a ser do leitor também. Essa transposição da experiência pessoal para a universal é uma das minhas angústias quanto ao que escrevo. Fez-me sorrir a referência a Cesário :) Sim, ele ensinou-nos a fazer poesia do banal e do quotidiano. Mas com uma nobreza inigualável.
Um beijo
Olá, Jorge. Uma bela "Torre" tens tu no "A Vida é larga". Em sintonia com a minha janela. Gostei de ler.
Beijinho
Jorge Vicente, o mundo é dos gatos :) Ou eles agem como se fosse.
Um beijo, saudades
Helena, captar o instante é um desafio, você sabe isso, que o tenta tantas vezes nas palavras e na pintura.
Um beijo
Virna, acho que sim, que o poema é uma narrativa das tantas horas e tantos dias iguais, olhando o lá-fora-dentro-de-mim. Fico contente de você ter gostado.
Um beijo
Para arejar bastante e entrar a luz. Obrigada, Felipe.
P.S.: Gosto muito do título do teu blogue, dá vontade de o roubar :-)
Sílvia, sabes onde há uma janela espectacular (além da tua,claro!)? Na "Tabacaria", de Álvaro de Campos. Não vem no vosso manual, mas podes ler na net ou na biblioteca da escola. Desafio-te! Anda lá! E depois conta-me.
Beijinho
Hum! Está bem, eu aceito o desafio. Quando poder dou um pulinho na biblioteca para ler :o)
Tenha um bom fim de semana (passe pela Sombrinha, para dizer olá ;P ).
Jokas
Sílvia, fazes bem em lembrar-me que há muito não vou ao Sombra do Sol. Tu cuidas muito bem dele.
Beijinhos
Sombra11
Sim, sim, as imagens. A filmografia, quase. O cotidiano e a repetição, e a vida que segue, com ou sem o olhar do espectador Belo poema, Sol.
Beijo grande, pelo poema e pela amizade,
Silvia
Sabe que este poema esteve nos "rejeitados" bastante tempo? Pesquei-o, refiz-lhe alguns versos, persegui a linha melódica, e revisitei (como quem vê um filme doméstico, projectado em tela e feito numa velha máquina de filmar) a minha velha rua. A rua agora é outra; mas o sentimento da circularidade, às vezes tranquila rotina, outras vezes armadilha para raposa brava, permanece. Está em nós,não no lá fora.
Um beijo e muito carinho
Estava a passar e passei os olhos mais uma vez pelo poema! Vi certas coisas´que conheço, mas ña perpectiva de estar errada, pergunto, de onde é essa janela de armadilha?? Beijos e Bom fim de semana
Afixado por Sílvia em fevereiro 4, 2005 03:54 PM