Comentários: Le temps des cerises

Temos saudades!
Beijo.

Afixado por Ricardo Garcia em fevereiro 1, 2005 10:04 AM

Sim, temos saudades. É breve o tempo das cerejas. Talvez não tivesse de o ser. Vivemos demasiado em função de construções culturais erradas. Acho eu. Mas isso são outras histórias. É um doçura de poema e de canção, não é? Uma canção de amor que se tornou um canto revolucionário.
Um beijo, Ricardo

Afixado por Soledade em fevereiro 1, 2005 10:56 AM

Não entendo Francês. Mas em Português, meias palavras bastam-me. Continuaremos a ter saudades.

Afixado por Ricardo Garcia em fevereiro 1, 2005 11:38 AM

Ricardo, eu traduzo o poema e envio-to, mas hoje não posso, estou mergulhada em trabalho.
Um beijo

Afixado por Soledade em fevereiro 1, 2005 06:41 PM

Quando era moço, as cerejas atormentavam-me, por aparecerem em tempo de exames...Demorou tempo para ser capaz de "sentir o tempo, fibra a fibra,/a tecer o coração duma cereja" (E.Andrade), substituindo, assim, lembranças. Boas lembranças, Soledade.

Afixado por zef em fevereiro 2, 2005 10:02 PM

Pois era, Zef. Fez-me lembrar o meu exame de 5º ano, o S. João, e tudo ardia. Já não tenho 15 anos, mas "J'aimerai toujours le temps des cerises" :)
Um beijo amigo

Afixado por Soledade em fevereiro 2, 2005 11:05 PM

...e como eu gosto de reviver «le temps des cerises». E as cerejas podem, de repente, dar todo o sentido a uma existência.Como se prova no filme O sabor da cereja, do iraniano Abbas Kiarostami (Palma de ouro em Cannes, 1997 - existe, pelo menos em video, da Atalanta filmes).
E lembrar também a quadra popular, uma das nossas mais belas, «cerejas, brancas, vermelhas/espalhadas nos caminhos/sois os brincos das orelhas/das filhas dos pobrezinhos»-E «as cerejas,purpúreas na pintura» de que Camões fala na sua descrição dos enormes e inflamantes prazeres da (Ilha de Vénus) e de quem a mereça.
Que de lembranças!

Afixado por Amélia em fevereiro 2, 2005 11:13 PM

As intertextualidades que tu fazes com as cerejas! Obrigada por lembrares tantas. Gosto muito da quadra, que tem a mesma candura em fuga do poema: "Où l'on s'en va deux cueillir en rêvant! Des pendants d'oreilles". A Ilha dos Amores tem outra intensidade, nada de juvenil, tudo ali é completude assumida sem restrições. Já o filme, não vi, mas hei-de procurar.
Um beijo

Afixado por Soledade em fevereiro 3, 2005 08:05 AM

Já há uns dias que andava com uma frase "Le temps des cerises" na cabeça e com vontade de fazer uma fotografia baseada nela.

Hoje vim aqui e vi o poema completo (que não conhecia) !

Afixado por Mário em fevereiro 12, 2005 10:26 AM

Mário, certamente conhecias a canção, ainda que pudesses não te lembrar dela conscientemente. Gostava de ver essa fotografia, espero bem que a faças.
Beijo

Afixado por Soledade em fevereiro 13, 2005 01:31 PM