As eleições legislativas servem para eleger deputados para o Parlamento...
Mesmo que as eleições legislativas servissem para eleger um governo as últimas teriam eleito um governo do PSD e não do PSD + CDS-PP.
O trabalho de Santana na Câmara Municipal de Lisboa elogiado?!?! Onde?!?!
Afixado por Bombeiro Voluntário em fevereiro 16, 2005 11:56 AMUm discurso tendencialmente de direita (a minha preferência política) mas com algumas incorrecções que gostaria de salientar.
O Bloco de Esquerda, ao contrário do que aqui foi sugerido, é um partido muito activo no Parlamento. Desconheço números actuais, mas a manter-se a tendência dos últimos anos, é o partido que mais projectos-lei apresenta na Assembleia. Para além disso, apesar de não ter uma política global definida (e nem tal se pede de um partido sem ambição governativa - sebém que o CDS também nunca a teve e acabou por lá chegar), tem posições muito esclarecidas e lúcidas sobre questões específicas e relevantes.
O PS, pessoalmente, já não se enquadra claramente na esquerda. Arriscaria a dizer que, neste momento, é um partido mais de direita do que de esquerda, como aliás tem sido frisado pela esquerda portuguesa. A convergência com o PSD em matérias sensíveis para o progresso do país reforçam essa ideia.
Posto isto, deixo uma reflexão. Não seria do nosso interesse que os nossos políticos caminhassem no sentido da social democracia europeia, como advoga Sócrates? Não será esse o caminho; abraçar o melhor da esquerda e o melhor da direita. A Finlândia, neste momento (dados recentes), é dos países mais desenvolvidos mundialmente, rivalizando em diversas áreas da economia com os USA, tomando a primeira posição em algumas.
Afixado por JesusRocks em fevereiro 17, 2005 06:24 AMEu não disse que o BE não era activo nem não tinha ideias, o que eu disse ou tentei dizer é que não as passa devidamente para o público geral. Usa os tempos de antena de um modo infantil em vez de informar o público das suas ideias e projectos. Só quem se dá ao trabalho de se informar do que se passa no parlamento é que fica com uma ideia claro do que esse partido tenta fazer. Além disso, ao contrário que dizes Franscisco Loução já afirmou várias vezes que pretende eventualmente chegar ao governo, não para já, mas no futuro próximo.
O PS do meu ponto de vista pessoal é uma desilusão, o tempo do Guterres foi um desastre total na educação e quase tudo se ficou pelas promessas. Com Sócrates a ideia principal dele é a evolução tecnológica. Eu estudo informática e insero-me nesse ramo há já muito tempo e acho que neste momento a tecnologia não é nem deveria ser uma prioridade. É dos poucos campos em que não estamos tão atrasados quanto isso em relação à Comunidade Europeia e neste momento parece-me que a economia nacional, fomento do consumo, e estímulo do emprego aliado à rentablização das empresas que temos e investido em ramos pouco explorados em Portugal. Isso sim, parece-me ser o que é importante para Portugal neste momento. Sócrates apenas diz criar n empregos, alías disse, porque já admitiu que o número que andientou não é realista, mas não diz como, e a tecnologia não é uma área em Portugal onde exista pessoas especializadas em número suficiente para criar muitas empresas nesse campo, a menos que se dê emprego a pessoas que não estão preparadas para trabalhar num campo onde a aprendizagem não é nada fácil (informática não é sómente usar o PC na óptica do utilizador como a maioria está habituada no dia-a-dia), e empregar pessoas não preparadas para desempenhar as funções a que deveriam dar resposta só pode ter um resultado desastroso. O PS fala muito em fazer mas não explica como e quando o explica é muito suspeito que resulte na prática.
Cheers :)
P.S.: Em breve vou ver se ponho qualquer coisa no templo, em principio vai ser uma review ao CD dos MOFO. :)
Afixado por HeartLess em fevereiro 17, 2005 08:47 PMPois, uma coisa que não compreendo ainda no discurso do PS (entre muitas outras), é como é que um Governo democrático cria postos de trabalho: empregam-se aquelas pessoas todas na Função Pública? Também não é por aí, já que o PS apresentou uma proposta de redução da carga da Função Pública. Os empregos são as empresas que os criam, e assumir um compromisso como o que Sócrates assumiu (ou objectivo ou raio que o parta) em relação ao (des)emprego é deixar o Governo (caso o PS vença no dia 20) nas mãos dos grandes empresários. Enfim...
Cheers :)
(estou a preparar um review do 'Live at the Budokan' dos DT mas o meu tempo é cada vez mais limitado :( )
Afixado por JesusRocks em fevereiro 18, 2005 04:59 AMO Durão Barroso estava nas listas do PSD, quando o partido ganhou as eleições há 3 anos. O Santana Lopes não, é essa a diferença.
Afixado por bruno em fevereiro 19, 2005 11:49 AMOs rostos podem mudar, os partidos continuam a existir com as mesmas ideias semelhantes. E se ele em vez de se ter ido embora tivesse tido a infelicidade de ter um acidente? Será que quando Pedro Santana Lopes fosse nomeado para o substituir também haveria tanta coragem para contestar a sua legitimidade?
Afixado por HeartLess em fevereiro 20, 2005 05:41 AMEu contestaria o Santana Lopes independentemente do motivo. Acredito que se lá estivesse a Manuela Ferreira Leite, hoje não havia eleições.
Afixado por bruno em fevereiro 20, 2005 10:29 AM