Comentários: À entrada do poema

Intuição oun sorte minha?Estava para desligar o computador e voltei aqui -para encontrar tanto de belo e de teu!
Final muito bom, mesmo que ao teu jeito e pendor para nocturno:

(............)

E pode ser
consigas evitar o ponto
em que não deves tocar, esse
onde outras palavras jazem
cheias de fúria e perplexidade.


Beijos, que é tempo de ir dormir e também eu estou um tanto cansada...nada que uma noite sossegada não resolva.

Afixado por AMELIA em fevereiro 24, 2005 12:45 AM

Há neste poema uma quase reconciliação, ou reconciliação mesmo, mas condicional, com o tema prevalecente na sua poesia, a envolvência do quotidiano, no referir dos seus objectos, cenários e memórias que se tornam parte quase física do presente, e o medir-lhes, pelo sujeito do poema, as coordenadas que o definem, o situam no mundo, como seu testemunho e relator. Afinal, parece-me ser esta a característica mais marcante que torna universal a sua poesia e tão do nosso tempo, e certamente a responsável pela imediata absorção do(s) sentido(s) por parte de quem a lê. Escusado seria dizer que me alegra este regresso ao tema central da sua poesia e como gosto do poema.

Afixado por Musas Esqueléticas em fevereiro 24, 2005 10:27 AM

Um desses poemas que compensam longas esperas, buscas pela rede, vaivéns pelos sítios. Raro, mas não aqui, onde Sol nos ilumina. Beijo.

Afixado por adelaide em fevereiro 25, 2005 02:49 AM

Tenho de justificar o nome do blogue, Amélia :) Brinco contigo, claro. Dei-lhe umas tesouradas (ao poema, que já conhecias). A chuva trouxe vívida a memória da minha perdida varanda, casa, "moldura"...
Hoje é que tu deves estar cansada!
Beijo

Afixado por Soledade em fevereiro 25, 2005 09:26 AM

MB, o poema tem algum tempo. Tenho vindo a reler e a trabalhar poemas que "jazem" no arquivo do PC ou nos cadernos onde os escrevi. Procuro melhorá-los, viabilizá-los, ou de vez passá-los ao auto-de-fé expurgatório. Mas talvez eu esteja também, enfim, a aceitar a minha nova envolvência cuja projecção na poesia o MB sempre assinalou. Obrigada.
Um beijo

Afixado por Soledade em fevereiro 25, 2005 09:35 AM

Gentileza sua, Adelaide. Solares são vocês, amigos do outro lado do Atlântico - e dos que fiz, tantos justificam todas as buscas na rede, vaivéns... Um beijo

Afixado por Soledade em fevereiro 25, 2005 09:44 AM

mui lindo o poema, soledade..

um beijo

Afixado por listoducto em fevereiro 25, 2005 11:44 AM

O poema é lindo, Sol, mas a segunda estrofe diz tudo o que oum poeta sente e raramente fala. Ainda mais com tanta beleza.
Um beijo.

Afixado por Márcia em fevereiro 25, 2005 07:15 PM

Ainda na "absorção do(s) sentido(s) - lentidão grisalha!... - procuro palavras para dizer quanto estou a gostar do poema. As palavras, na poesia, têm também o mérito de no-las fazer esquecer (cito, de cor, Natália Correia). Ou,então... "Pronto", como diz o outro, estou a gostar. Já escrevi. Beijos

Afixado por zef em fevereiro 26, 2005 01:57 PM

Agradeço às duas em conjunto, Eliane e Márcia. E mando um beijo do lado de cá, onde está muito frio.

Afixado por Soledade em fevereiro 27, 2005 01:14 AM

Zef, que "lentidão grisalha"?! Fico muito contente se o poema lhe agradou de facto.

Agora diga-me uma coisa: os emails que lhe escrevo parece não chegarem, não percebi se por ter a sua caixa de correio cheia, se por ter algum filtro, se por nada (o "meu" sapo tem muitas crises de doideira, por exemplo). Recebeu algum email meu, hoje?

Um beijo, deve-se estar bem aí, com neve e lareira :-)

Afixado por Soledade em fevereiro 27, 2005 01:19 AM

E pode ser que o rumor se tranforme neste rio, a descer calmo, lambendo carinhosamente as margens, e nos transporte.

Beijos,
Silvia

Afixado por Silvia Chueire em fevereiro 27, 2005 01:49 PM

O que esperar de moldura tão bela?
Qualquer comentário é dispensável! Parabéns!

Afixado por neysi em fevereiro 27, 2005 02:51 PM

A neve está lá no alto da serra; cá em baixo, o vento é navalha afiada; mas nada que um lume e uma mesa sempre posta não resolvam; naco de queijo e dedal de vinho "laetificat cor hominis" e não desagrada às mulheres...
As cerejeiras da Gardunha ainda são gravetos, sem flores nem botões que se vejam. O inverno ainda está comprido.
Beijos.

Afixado por zef em fevereiro 28, 2005 12:18 AM

Evito comentar poesia porque é estilo do qual não percebo rigorosamente nada. (Ensinas-me a perceber?) Este, contudo, é acolhedor. É a palavra que me desperta: acolhimento.

Afixado por Ricardo Garcia em fevereiro 28, 2005 02:11 PM

Hummm! Li a sua resposta à minha atrevida pergunta ;) e... acho k a única razão pela qual coloco lá alguma coisa é por pensar k o blog pertence a um projecto, isso faz com k tenha coragem para colocar algo! (um pouco confuso).
Bem! A passagem aqui era só mesmo para desejar uma boa semana (já k na escola nunca tenho oportunidade de dizer algo). Beijinhos

Afixado por Sílvia em fevereiro 28, 2005 07:29 PM

Pode ser, Silvia. Era bom que fosse. Escrever sempre foi um processo misto de agonia e fruição. E o poema às vezes não quer ir onde deve, ou onde eu o quero: sereno. Você entende.
Beijo

Afixado por Soledade em fevereiro 28, 2005 09:31 PM

Muito obrigada, neysi. Fui ao seu "Sem Sentido... Ainda". Não deixei comentário, mas vou voltar: gostei da concisão da sua poesia.

Afixado por Soledade em fevereiro 28, 2005 09:34 PM

Zef, um dia destes tem-me a bater à sua porta :)Há gente boa em todo o lado, e aqui fiz bons amigos. Mas o meu coração é desses granitos, dessa essencialidade, da hospitalidade beirã.
Mando aqui do blogue um beijo para si e outro para a Piedade, pois continuam a vir devolvidos os meus emails.

Afixado por Soledade em fevereiro 28, 2005 09:48 PM

Entendo, Jorge. Para mim também, a música: abóbada, abrigo, exaltação... e às vezes punhal.
Beijo

Afixado por Soledade em fevereiro 28, 2005 09:57 PM

Ricardo, não tens de comentar. Achaste a "moldura" acolhedora: entraste na envolvência do poema, na que eu quis criar - não precisas de ajuda. Nem outra coisa seria de esperar de quem "se sintoniza" com gatos:)

Afixado por Soledade em fevereiro 28, 2005 10:02 PM

Sílvia, a pergunta não foi atrevida. E é verdade que agora nunca temos tempo para conversar na escola, tu estás noutra turma, os intervalos são de 5 minutos, corremos o tempo todo... Nas férias da Páscoa tratamos disso. Mas a Sombra do Sol é tua. Já não há projecto colectivo, tu sabes.
Beijinho.

Afixado por Soledade em fevereiro 28, 2005 10:08 PM

Oh! Quanto tempo sem vir aqui! Sem espiar a beleza. O poema dá indicações para sentir a poesia e evocar o poema. Qs como um ritual sagrado e ameaçador.
Uma das coisas que gosto em sua poética é este tom de perigo, aventura. Sinal de quem não confunde o sublime com o vôo do condor.
bj

Afixado por mak em março 1, 2005 10:14 AM

Posso intrometer-me na conversa?
(neste blogue as conversas inter-activas são possíveis...)Por isso nos sentimos em casa quando aqui entramos...

Mak:inteiramente de acordo com a sua leitura e opinião sobre a poesia da Sol...

Afixado por amelia em março 2, 2005 12:24 PM

Ainda devo aqui pequeno acrescento: Apareça, Soledade; traga o sol, a lua, a música das esferas da abóbada celeste...Faremos bom coral, bem emoldurado.

Afixado por zef em março 2, 2005 01:06 PM

Mak, é bom receber a sua visita. E ver o modo como leu o poema. Acho que há sempre um sinal de perigo, sim, talvez porque nada é certo, e porque no fundo, no fundo, todos somos uma noite negra, às vezes sem lua nem estrelas.
Beijo grande, Mak, saudades.

Afixado por Soledade em março 3, 2005 07:37 PM

Obrigada, Zef, muito obrigada. Faremos um belo coro :)

Afixado por Soledade em março 3, 2005 07:43 PM