Comentários: Eros

Sabes como gosto - dos desenhos e das palavras...
Beijo

Afixado por amélia em março 1, 2005 01:31 AM

Que bela dupla! Poema e imagem! Duas expressões diferentes com o mesmo resultado
: ARTE!
Fascinou-me sobretudo esta antítese:
O eros irrompe com sinonimo de intensidade, ardor, inquietação, contrasta com a leveza e quietude ondulante do poema.


Boa escolha!
Bjs e muitas saudades

Afixado por Diana em março 1, 2005 02:17 AM

Sei, Amélia - foste tu quem me ofereceu este livro :-)
Beijinho

Afixado por Soledade em março 1, 2005 10:47 AM

É uma dupla excelente, sim, Diana. Rilke foi secretário de Rodin durante algum tempo, e a admiração que nutria pelo velho artista é óbvia.
Fico contente de teres gostado.
Também tenho saudades tuas. E do "teu tempo". Tudo agora é tão... árido.
Caramba, aparece, diz-ne quando estás disponível. Escravizam-te, lá no teu trabalho (diz o roto ao nu)?!
Beijinho

Afixado por Soledade em março 1, 2005 10:58 AM

Gosto destes desenhos imprecisos com aguadas leves - uma quase abstracção que precisa o traço e o olhar.

De Rilke venerar a linguagem.

Um abraço

Afixado por hfm em março 2, 2005 09:54 AM

Eu sabia que iria gostar, Helena. "imprecisos, aguadas leves"... De Rodin só conhecia a escultura, e quando há uns anos (não muitos) descobri as aguarelas, fiquei encantada. Por esse tempo, também eu brincava a fazer escorrer a água e a cor sobre o papel. Parece que foi há mil anos.
Um beijinho

Afixado por Soledade em março 3, 2005 08:21 PM

Subsídio para o alongamento desta conversa: Em face destas belas e sensuais aguarelas de Rodin (guarnecidas na poesia amigável de Rilke), convidam-me à exaltação do belo e fazem-me lembrar o "Hino à Alegria" de Beethoven; o seu Pensador lembra-me Padre António Vieira em “Arranca o estatuário uma pedra dessas montanhas, tosca, bruta, dura (…)” E… (de paredes meias) com amizade de Rilke e alegria de Beethoven, e do Pensador, pensemos, então, na hipótese de partir em busca do caldo fumegante e da broa quente – para vencer este frio de rachar – do lugar (a)onde está sempre posta a mesa de Zef.
Daqui, de Belmonte (vila) é um pulo duma pulga.

Afixado por anto em março 4, 2005 02:18 PM

Anto, excelente contributo para a conversa: de Rodin e Rilke a Beethoven e Vieira: a "exaltação do belo",é isso mesmo!
Quanto ao resto, entre a minha terra natal, o lugar aonde o lume do Zef arde, acolhedor, e a sua vila, são pulos de pulga. Havemos de ir a Viana, como diz a canção. E quebrar o frio da distância. Tem havido imponderáveis (do meu lado), mas tudo tem solução. Não "subirei às fontes" sem lhes dar notícia :)
Um abraço

Afixado por Soledade em março 6, 2005 06:59 PM