Se o poço secar. Se o dia findar. Se o corpo arrefecer. Qualquer poesia emudece nas mãos calejadas do ofício. Mas se a chuva vier... Se ele que mal fala disser... Se eu abrir os olhos quando acordar... Toda e nenhuma poesia se extingue no embate dos corpos encandescidos na água-lava do esperma do amor.
Escrito aqui por a.morais em 7 de março, 2005 às 20h37