Gostei muito de ler - e já fui ler o resto, ao lugar indicado.
Sortilégio das palavras:
«Responderemos que quando o amor já se não pode escrever na pele, talvez as palavras confiram um refúgio onde a fusão seja possível, onde o amor torne a dizer-se a duas vozes.»
...tornar presente o que já foi - re-presentá-lo, re-vivê-lo no seu primordial som e eco que o prolonga. Por vezes, um só nome...escrito a canivete numa árvore - ou no coração.
As palavras ganham seu tônus e suas intenções de acordo com quem as sente antes de proferi-las ou escrevê-las. São estrelas, serpentes, pássaros em pleno vôo ou etiquetas. Lindo seu post, Sol. Um grande beijo por ele.
Afixado por adelaide em março 18, 2005 06:05 PMÊna- sou a visita 21 0004 ª!
Yuppi!Yuppi, gente da «casa que canta» e sua anfitriã!
Corrijo:por enquanto a 21 004ª visita...
Afixado por amélia em março 19, 2005 01:48 PM21005 é número mais redondo e é de cinco em cinco que, agora, só sei contar...Sou 21005 a passar por aqui.
Beijos e abraços
Não sei porquê, mas não compreendi lá muito bem o post! Mas prontos, talvez um dia o compreenda na sua totalidade.
Bom fim de semana
Beijinhos
É bonito, não é, Amélia? E há, nesse número da revista, outros ensaios interessantes sobre o feminino na Id. Média. Eu gostei foi da tua metáfora do canivete. O poder do Verbo.
Beijo
Adelaide, isso é bonito: «as palavras são estrelas, serpentes, pássaros». Fiquei contente por ter gostado do post. É bom partilhar aquilo de que gostamos e "induzir nos outros o amor por aquilo que amamos" - dizia eu há uns minutos a um amigo que veio visitar-me e com partilho muitas destas afinidades. Talvez por isso este blogue, que começou tímido e exclusivamente feito de poemas meus, se foi abrindo noutras partilhas.
Um beijo
Sílvia, não digas "prontos"!
O post tem por trás uma história, claro: Abelardo e Heloísa existiram, viveram no século XII, amaram-se, tiveram um filho, casaram, foram brutalmente separados, e cada um deles tomou votos monásticos. Separados, escreveram cartas um ao outro. A linguagem pode ser sucedâneo do amor? É um pouco esse o assunto deste post. Abelardo era um intelectual, um escolástico, mas ela devia ser uma mulher inteligentíssima e com uma invulgar capacidade de amar e manter vivo o amor, contra a distância, os anos e as circunstâncias. Faz uma pesquisa na net e encontras a história deles, em detalhe. E se pensares que viveram há quase 1000 anos, entenderás melhor o meu fascínio por esta mulher de armas.
Beijinho, boas férias
P.S.: Precisamos resolver o assunto do Sombra. Mandarei mail
Eu ofereço um ábaco a cada um, Amélia e Zef :-)
Beijinho aos dois
Fico à espera do ábaco prometido: é que os meus 10 dedos da mão já não chegam para contar tantos «miles»...-:)
Afixado por amelia em março 19, 2005 10:00 PMAdorei conhecer este discurso sobre as cartas de Heloísa e Abelardo. Obrigada pelo link.
Afixado por ângela em março 20, 2005 01:00 PMHeloisa escrevia a Abelardo:"Mesmo que Deus me falasse, não sei se ouviria. Mas tu fala e eu escutarei". Ambos falaram e escutaram. O silêncio que a Igreja impôs ao teólogo e filósofo não lhes calou os amores. O silêncio foi-lhes - é-lhes - a linguagem possível.
Também se preenchem assim "os vazios que o tempo costuma deixar". É preciso que seja assim.
Boas noites
Está bem, Amélia, um ábaco com... gatos, em lugar de contas :-)
Afixado por Soledade em março 21, 2005 12:17 AMÂngela, o prazer é meu. Também visitei o Desassossego, gostei do teu espaço, do bom-gosto.
Um abraço
Zef, surpreende-me sempre a coragem, a força, a inteligência, a capacidade de amar de Heloísa. Não foi uma paixão que ardeu e se consumiu, foi uma relação para a vida. E nas extremas condições a que ambos se viram forçados!
Obrigada pelo seu comentário tão lúcido, tão bonito. E pela citação.
Boa noite.
...com gatos? nocturnos?
- e o meu canário? :(
Amélia, fique com ábaco. Tomo-lhe conta do canário. Havia aqui em casa um gato (quando queria festas, pedia-as... falava com os olhos); ontem, foi pró céu das crianças. É verdade.
Antes um canário que qualquer máquina que ajuda a somar...Mesmo assim, preferia o gato!
Soledade, que belo apanhado sobre a ferramenta nossa por excelência. Um pergunta óbvia: bem sabe a amiga que vou chegar aí, em papel, nas suas mãos, pois sim? rs. beijo, ac.
Afixado por Antoniel Campos em março 21, 2005 07:04 PME, assim sendo, a minha base de dados conta com mais um grande amor: Pierre Abélard e Heloísa [Cleópatra/Marco António; Tristão/Isolda; Inês/Pedro; Romeu/Julieta; “Lancelote/Guinevere” (…)]. O amor é mesmo lindo e lindos são os amantes…
Um abraço.
É realmente uma história espectacular. É impressionante como há quase 1000anos havia uma história assim, e agora ser tudo como é :( É um sinal de força que o casal representa (e não sei porquê lembrei-me do frei Luís de Sousa, apesar de não ter nada a ver).
Beijinhos e boa semana
E "prontos", que viva a chuva e a Primavera (só mesmo para a arreliar, o "prontos" =P)
Receio que já não existam mulheres assim ;)
Afixado por Neo-normal em março 22, 2005 02:38 AMZef, lamento pelo seu gato. Foi para o céu das crianças; ou dos passarinhos, como diz Manuel Bandeira no poema. Também prefiro os gatos, mas o canário da Amélia é uma bela e valente criaturinha, com voz de ouro - merece apreço.
Antoniel, fico à espera. Tem sido um prazer sempre que você chega em papel :) Parabéns! Ah, gostaria de ter notícias - e de ver as fotos, também, se houver - deste lançamento.
Beijo
...o problema é a incompatibilidade gatos-canários... eu senmpre ouvi dizer que o céu dos pardais era a barriga dos gatos e, à cautela,
fico-me pelo canário-cantor gentilmente oferecido por amigo comum.O ábaco não pode ser de estrelas que iluminem a noite (ai Van Gogh, van Gogh que nos deliciámos a ver em Amsterdão há mais ou menos um ano...).Ou de papoilas - ou de gotinhas de chuva que bem precisa é?(caso para dizer que a chuva de ontem foi sol de pouca dura...)
Anto: faltam ainda na sua base de dados dos grandes amores (infelizes, como costumam ser na literatura ocidental) os de Paolo Malatesta e Francesca de Rimini e de Pedro e Simão, de Camilo...Ou já lá estão? Ah e a Mariana Alcoforado das Lettres Portugaises, tenham sido escritas por ela ou pelo Chamilly...
Bem, chega de conversa - realmente esta casa cantante é diferente das demais...
Afixado por amélia em março 22, 2005 06:34 PMAnto, são esses os grandes amorosos da minha "base de dados", também. E nutro ainda simpatia por Adriano e Antinoous, e por um outro par, talvez pouco... "canónico": Francisco de Assis e Clara :)
Un beijo
Amélia, se o céu dos pardais é a barriga dos gatos, vou levar a minha Jade a visitar o teu canário, a quem oferecerei assim uma experiÊncia radical: a da transcendência :-)
É,havia ábacos bem bonitos à venda na feira da ladra de Amesterdão.
Afixado por Soledade em março 22, 2005 09:16 PMSílvia, a natureza humana é o que é, e o amor, hoje como há mil anos. O que muda são as circunstâncias, e às vezes mudam pouco. Que bom lembrares-te do Frei Luís de Sousa! Julgo que tem tudo a ver. Recordas a cena do Acto III em que Manuel vai com Maria a Lisboa e se despede de Madalena? Entre irem e voltarem tudo se desmoronou; num espaço de tempo tão breve, todas as portas, excepto a do convento, ("sepultada em vida", disse Madalena), se lhes fecharam!
Sim, viva a primavera, a chuva é que foi pouca. Beijinhos e deixa-te de provocações :-)
Afixado por Soledade em março 22, 2005 09:25 PMOlá, Neo-Normal, será que já não há mulheres assim? Hum... Eu não digo nada: tu é que sabes, e deixas sempre o melhor por contar :-)
Olá, Carlos. Saudades e um beijo
Afixado por Soledade em março 22, 2005 09:31 PMGrande animação vai por aqui. Pudera! Já não há amor como o de Heloísa!
Afixado por mb em março 22, 2005 11:00 PMMb...e como o de Abelardo- haverá?
Afixado por amélia em março 23, 2005 09:48 AMmb, está tudo no maior sossego, eis senão quando se arma a festa! É o que lhe digo: sou a interveniente mais acessória deste blogue:)
Creio que continua a haver mulheres (e homens) como Heloísa, a mesma força, constância, capacidade de arrostar com a adversidade. Mas o nosso é um tempo de hedonismo e de relações descartáveis e não reutilizáveis. Dir-se-ia que a História diluíu barreiras, nesta questão dos sexos. É certo, mas ergueu outras, mais subtis.
Afixado por Soledade em março 23, 2005 02:45 PMSol e Amélia, obviamente a m/ base de dados não está nem vai estar completa. Mas, continuo a ser um peregrino em busca. De Teresa e Simão ficou-me (na minha juventude) o gosto pela leitura - que perdi - e de Mariana Alcoforado o gosto pelo nome Mariana, nome de minha mãe – que não conheci.
Enalteça-se, então, o amor que me retém aqui…
Dois beijos de anto
Ora, Jorge!:)
beijinho
Anto, perdeu o gosto pela leitura?! Não diria. Lamento, lamento muito, se é verdade, o que não parece nada.
Mariana é um lindo nome. É doce, como as mães. Também a minha se foi cedo. Às vezes penso que as afinidades que se vão tecendo neste blogue não são apenas electivas, mas nascem de circunstâncias e coincidências que talvez nos determinem mais do que pensamos.
Um beijo