omissão de Guilhermina Suggia é imperdoável, para mim, consequência da pouca valorização que se dá à música neste país. cumprimentos
Afixado por isabel em março 22, 2005 12:34 PMestive a consultar o dicionário e confirmei as minhas suspeitas: também a pianista Helena Sá e Costa está ausente. imperdoável
Afixado por isabel em março 23, 2005 01:23 AMDe facto, e fazendo uma consulta mais cuidada, há grandes faltas no campo da música. Certamente haverá noutros. De resto os coordenadores admitem essa hipótse. Mas há faltas que são imperdoáveis e muito significativas. Que pena.
O trabalho é, de facto, um bom ponto de partida, mas tem uma perspectiva fundamentalmente literária e, acho eu, bastante virada para a acção política.
Por exemplo, aparece a entrada relativa à Condessa de Proença-a-Velha, mas menciona apenas que colaborou em dois periódicos feministas. A sua faceta de compositora e organizadora de eventos musicais é ignorado. Também reparei nas outras ausências musicais.
Vamos ter de esperar pela segunda edição...
Afixado por Teresa Cascudo em março 31, 2005 01:08 AMUm outro caso é, no que se refere a Maria da Graça Amado da Cunha, ser totalmente ignorada como grande pianista que foi.
Não há dúvida de que a música não faz parte da vida de quem participou no dicionário. É pena!
Pois é, o caso da Maria da Graça Amado da Cunha é também incompreensível (na perspectiva que assinalei no comentário anterior como sendo a que orientou o trabalho), porque ela sim se bateu politicamente tomando aliás opções arriscadas.
Tive apenas duas entrevistas com ela, mas foram suficientes para eu ter ficado fascinada, até hoje, pela sua personalidade e pela sua maneira de estar no mundo.
É pena que só existam aquelas duas gravações da Strauss com ela a tocar maravilhosamente obras do Lopes-Graça.