Oi João, recebi tuas palavras com muito carinho, elas são lindas porque são ditas com paixão. Fiquei muito feliz em tê-las pertinho de mim. Agradeço-te pela amizade, meu doce amigo. Beijo-te por isso.
Não sou um habitual, longe disso, telespectador da TVI, mas sempre que posso gosto de ouvir as opiniões
do Miguel com as quais costumo concordar porque ele
tem uma visão correcta de algumas questões. Só como não é perfeito e está longe de o ser, por vezes também tem opiniões absolutamente disparatadas. Não ouvi esta que deu lugar a este comentário do amigo João mas a avaliar pela reacção dá para perceber que desta vez ele meteu a pata na poça.
Começo por dizer que sou suspeita, na avaliação dos comentadores, pela simples razão de que, actualmente, não gosto deles!
E, porque sou demasiado franca, por vezes não comento certos textos, limitando-me apenas, a ler, sem intervir.
Não vi esse programa, porque raramente vejo a TVI.
Dizer os motivos, não caberia talvez neste quadrado, por isso limito-me a referir o assunto em questão.
Não vi o programas mas, como pessoa de boa fé que sou, acredito na veracidade do seu texto e, mais uma vez, vem confirmar a minha teoria sobre os comentadores.
Hoje em dia, vive-se demasiado sob a opinião de uns e outros!
Por isso, eu prefiro ter a minha própria opinião, do que deixar-me manipular, por pessoas tão mortais como eu, mas muito menos racionais!
As palavras de MST, nem as comento, pela inferioridade de conhecimentos, que ele mostra ou, bem pior, querendo fazer-nos crer, que ele é que está certo!
Não está!
Não me alongo mais...
Um abraço :-)
BOM DIA
Jinho, BShell
Sim, essa história dos ordenados dos professores portugueses se colocarem acima do praticado na Europa tamb´m me surpreendeu e lembro-me de ter pensado naquele ditado 'fazes a cama e depois deitas-te nela?...
O facto dos doutos do nosso país se quererem ecléticos e entendidos em todas as matérias resulta nisto! MST, para além disso disse também que os professores portugueses têm as melhores condições de trabalho, esquecendo obviamente, que dentre os professores há uma série de escalões que representam as realidades mais diversas e é, inclusivamente por esse motivo que a luta pelos direitos da classe não recruta todos que dela fazem parte.O mais cómico, é que são estes doutos os responsáveis pela veiculação da opinião pública...e saberão as pessoas o que pensar quando estes senhores não pensem mais por eles.
Exige-se boa informação.
Não gosto de Vital Moreira. Das suas opiniões, bem entendido. Sendo um dos “pais” da Constituição, é frequente vê-lo numa posição demasiado conservadora para o meu gosto. Como qualquer pai, defende (bem) o seu filho até às últimas. Mesmo que, com a passagem do tempo, essa Constituição esteja completamente inadaptada ás novas realidades sociais e globais.
Não gosto de Miguel Sousa Tavares. Aqui não só das suas opiniões. É uma pessoa que se nota ter uma grande revolta contra a vida e contra a sociedade, disparando para todos os lados. Muitas vezes sem conhecimento dos assuntos.
Mas como todos, umas vezes acertam.
Quanto a Miguel Sousa Tavares, há algumas semanas dissertou no Público sobre a “nossa” Educação. Identificou uma grande parte dos nossos problemas. Mas, dias depois, perante o “bombardeamento” de opiniões indignadas da corporação atingida, quase se veio retratar em público, retirando-se, depois, com o “rabo entre as pernas”.
Vital Moreira elege (e bem) a intenção (é demais chamar-lhe medida) do Governo de Sócrates em alterar a oferta de ocupação de tempos livres para as crianças em idade de frequência do 1º Ciclo do Ensino Básico. Centrando-a nas Escolas e não em estruturas avulsas chamadas ATLs, sem qualidade e acessíveis apenas a quem as pode pagar (a professores e educadores que acumulam serviço particular depois da sua actividade lectiva na Escola, mas em pleno horário não lectivo). Não demorou nada e foi, também, cilindrado pelos corporativistas que já se colocaram barricados, de pé atrás, inviabilizando, à partida, qualquer solução.
http://anomalias.weblog.com.pt/arquivo/103853.html
Nesta reacção fica claro qual é o grande problema da Educação em Portugal. Nada mais, nada menos do que as corporações docentes, nomeadamente os sindicatos. Nem todos os professores são coniventes com os discursos sindicais, mas todos se mantém silenciosos atendendo ao sucesso que têm tido todas as suas (dos sindicatos) iniciativas de “conquista” de benesses.
Os professores portugueses ganham muito (o dobro da média europeia em relação ao PIB). Não estão no seu local de trabalho durante todo o seu horário, nem cumprem os dias de trabalho exigíveis. Isto ao contrário do que ocorre na maioria dos países europeus. Não estão sujeitos a controlo de produtividade (que resultados obtêm para os seus alunos), a sua formação tem como objectivo não o seu conteúdo, mas a sua consequência: os créditos que lhes permitem evoluírem livremente pela sua carreira até ao topo. Onde todos chegam.
Não aceitam qualquer distinção pelo mérito, por que isso traria consequências para os não distinguidos. Para haver quem mereça torna-se necessário identificar quem não merece e isso parece ser um “sapo difícil de engolir” pelos sindicatos igualitários. Assim, não há vantagem em ser melhor…
Mandam nas escolas onde os colegas dirigentes (eleitos por eles) “criam” uma escola dos professores em prejuízo de uma escola para os alunos. Como deveria ser. Fica tudo na mesma “panela” e nada evolui. Com as consequências que se conhecem. Com os resultados que temos. Com o prejuízo da nossa população e da nossa economia.
Portugal aplica muito dinheiro na Educação. Mais de 6% do PIB. Acima de muitos países europeus. Mas, como os ordenados docentes são uma autêntica esponja em Portugal (o custo com pessoal deve levar, só por si, 80% desses 6%), ficam, para as restantes despesas (estruturas, equipamentos, acção social, etc.) uns meros 0,12% do PIB. Em média, na Europa, os docentes custam metade. E estão na escola durante todo o seu período diário de trabalho (uma parte com actividades lectivas, outra com outras actividades, com ou sem os alunos). Considerando que custam metade do que em Portugal, consomem, não 80% mas apenas 40% dos custos educativos. O que liberta, para as restantes despesas, não 0,12% do PIB (em Portugal), mas 0,52% do PIB (média europeia). Ou seja, para investir na educação (retirados os custos com os docentes) mais 300% do que é aplicado em Portugal, mesmo desconsiderando que o PIB Português é menor do que a média europeia…
Outro problema: os colunistas nacionais, que escrevem nos diários e semanários, que falam na rádio e aparecem na televisão pouco ou nada percebem de Educação. E fogem desse assunto. É um sector muito próprio e fechado. Quando se arriscam, apanham “cacetada” (veja-se os dois exemplos recentes, acima indicados) e acabam, por, experimentada a “lição”, nunca mais se meterem no assunto.
Resta quem? Os doutorados em Educação e os corporativos. Que nada acrescentam de novo, mas “fazem” toda a opinião sobre o assunto. Sozinhos, sem contraditório. E, todos nós, portugueses, alegremente, a caminho do insucesso educativo… Porque, infelizmente, chegamos a um ponto em que é necessário impor que a lei seja cumprida e que as interpretações abusivas dos sindicatos sobre as leis vigentes sejam contestadas.
Quanto aos problemas desta iniciativa, já nos referimos em artigo anterior.
http://ocontradito.blogspot.com/2005/04/escolas-primrias-com-horrio-alargado.html
É das tais que o Governo manda, mas nada faz. Legisla, para outros cumprirem. Sem estudar e avaliar as questões. Por exemplo, pelos dados do ministério, 3.427 escolas de 1º Ciclo têm até 24 alunos. São 1.788 escolas as que têm entre 25 e 79 alunos. E restam 1.114 escolas com 80 ou mais alunos. Neste panorama, ninguém entende que, primeiro é necessário reordenar a rede escolar?
Finalmente, esta questão está resolvida na Madeira.
Terá o Sr. Dr. Vital Moreira a capacidade de engolir o sapo e apontar uma medida tomada por Alberto João Jardim, já há dez anos, como referência?
E, estudando essa medida, começar a perceber porque é ele eleito, sucessivamente, pela sua população?