Estava a ler, comovida, este poema e a olhar para a varanda onde também assomam sardinheiras ...
Parabéns, por conseguires materializar em palavras estados de espírito tão ténues ... falta-me o adjectivo ...
Beijos e bom feriado :)
Afixado por Helena em maio 26, 2005 08:17 AMAcordei melhor,lendo este teu poema tão ao teu jeito -um olhar sobre o que te rodeia e contemplas - que a tua atitude é de contemplação entre o deslumbramento e a melancolia do tempo parado na calma.Beijo
Afixado por amelia em maio 26, 2005 08:54 AMtalvez vá dizer um disparate mas como "estou em casa", perdoa-me, não é! tenho costela de calor alentejano e esta sensação que não saberia descrever tenho-a tantas vezes, tempo parado na calma. thank's por tê-la materializado em palavras tão bonitas. Hoje é feriado pequeno e dia de crianças e praia.Bom dia de sol para si
Afixado por ana assunção em maio 26, 2005 09:32 AMGosto dessa imagem de um Verão perfeito e, também, de me deixar e de me sentir assim: com um certo sabor de abandono feliz, iluminado nestes dias solarengos. E, sim, talvez minta (um pouco) para mim ao dizer que do dia não se espera nada, quando lá mesmo no fundo, no fundo...
1 beijo meu para ti
A calma , a beleza do verão "igual aos outros".
A vida é mesmo uma espiral...
Beijos,
Silvia
Vou lendo o seu poema, devagarinho, e cada verso e todos no seu conjunto fazem com que na minha cabeça se vá "desenhando" a paisagem, o lugar, as cores...
Consigo aspirar os cheiros...
Dá vontade de ler outra e outra vez. Beijos
Nos intervalos das angústias, das alegrias, das subversões pessoais, das distrações, da profunda concentração, das lanças diariamente quebradas em combates mais ou menos fúteis, insinuam-se instantes de pacificação e de ligação ao imediato que vêm sabe-se lá de onde, talvez de um abrandar do sentido do tempo porque nesses momentos pouco se espera, excepto existir um pouco ao sol, saboreando na pele e no olhar a memória de passados verões, na antecipação pouco exigente do próximo. Tive dúvidas sobre estes "poemas dos dias planos", como lhes chamei, o receio de que fossem demasiado circunstanciais. Por isso, agradeço ainda mais os vossos comentários, que me dão conta de uma comunhão e de um sentir que vai além de mim:
à Helena, de cuja varanda tenho visto, no Digitalis, um castelo e instantes semelhantes aos deste poema; à Amélia, que também tem sardinheiras e um canário, solar, como a dona, na sua varanda; à Ana Assunção, cidadã do mundo, e que tenha tido um belo dia de praia com as crianças; à Silvia, cidadã do tempo (ocorreu-me isto agora, acho que o somos ambas); ao Black Rider, que emergiu da noite do Sangue na Navalha, em cuja escuridão encontro também afinidades; e à Ana Gil, pela ternura do comentário, e desejando-lhe muito sol para os dias que se avizinham :)
Um beijo a todos.
«Nos intervalos das angústias [....]insinuam-se instantes instantes de pacificação e de ligação ao imediato que vêm sabe-se lá de onde, talvez de um abrandar do sentido do tempo porque nesses momentos pouco se espera, excepto existir um pouco ao sol, saboreando na pele e no olhar a memória de passados verões, na antecipação pouco exigente do próximo.»
GRACIAS A LA VIDA!
«Tive dúvidas sobre estes "poemas dos dias planos", como lhes chamei, o receio de que fossem demasiado circunstanciais.»
Não são,não - somos nós e as nossas circunstâncias (Ortega y Gassett)- e o que sofremos ou o que nos dá prazer não é só nosso: o individual é também o universal:- Acho que já o disse em tempos. beijo
Li, maravilhada, o seu poema. Maravilhada pela simplicidade que sempre me acalenta a alma ao traduzir sentimentos que estão cá dentro das nossas vidas. Onde senti já estes cheiros, nesta varanda, neste tempo parado na calma, nesta tarde quente com sardinheiras (sentindo o sul...), olhando estes sobreiros amigos protectores, neste primeiro dia de verão ? Oh, Soledade...Que saudades desses momentos : dos que passaram e dos que estão para vir !
Fernanda.
OLá!Muito bonito o poema...Quando tudo fica calmo ao redor, e até o nosso ser se torna leve e observador, conseguimos ver as coisas belas que existem, conseguimos ver tudo e tudo nos faz feliz e tudo fica enfim calmo....
Beijinho
Muito obrigada, Fernanda. Venho lendo os seus comentários, sobretudo no PSM e no Ao Longe os Barcos de Flores, e prezo a sua opinião.
Agradeço também à Sandra, cujo blogue, Lágrimas Ocultas, acaba de fazer um ano. Parabéns :)
Uma boa semana
Afixado por Soledade em maio 30, 2005 10:24 AMAcertei na mouche...sou a visita nº 26 000!!!!!
YUPPI, YUPPI, HUIRRAH- FAZEMOS MAIS UM MILHAR!E SOMOS FIÉIS Á CASA!
Afixado por amélia em maio 30, 2005 02:44 PMQue pontaria, Amélia :) Obrigada!
Beijinho, boa viagem