Comentários: O tempo fechado

Fico sempre feliz quando leio um novo poema teu aqui-ou noutro lado.-E este é novamente TEU,muito TEU.
Beijos

Afixado por amélia em julho 24, 2005 02:27 PM

E muito Por-do-Sol :)
Beijo

Afixado por Soledade em julho 24, 2005 03:28 PM

Tocante "pintura" de sentimentos/emoções; vida e recolhimento, é o que me lembra.
Beijo.
Fernanda.

Afixado por f.s.m. em julho 24, 2005 05:43 PM

Inteiramente de acordo com a Amélia. Mais um, Soledade, mais um.

Afixado por hfm em julho 24, 2005 10:29 PM

"Vida/recolhimento" - era isso mesmo, Fernanda. Um dia pensei reunir os poemas parentes deste sob o título "Os Dias Planos".
Um beijo

Afixado por Soledade em julho 25, 2005 12:18 PM

Ah, Helena, eu sabia que me ia *reconhecer*. Já são muitos anos.
Um beijo

Afixado por Soledade em julho 25, 2005 12:19 PM

...e eu acho que essa ideia de Os dias Planos para uma das partes de um livro a publicar era óptima...Vamos a isso?

Afixado por amelia em julho 25, 2005 12:48 PM

Não é a primeira vez que, daqui, vou pelas janelas dos dez poemas de Rilke que conheço. Se elas são "a forma simplicíssima da nossa geometria", se permitem o acrescentar de sentidos aos ritos e são "o paradigma da espera" (olá, estou mesmo a ver as janelas, as de Rilke e as outras...), que "a noite desça", luminosa e completa...(se os dias forem planos, nunca serão chatos... - Parece que estou bem disposto!).
Que "a noite desça".
Boa noite, Sol.
Beijos

Afixado por zef em julho 25, 2005 03:06 PM

Como já me aconteceu ao ler outros poemas seus (os tais dos "Dias Planos"), ouço, cheiro,sinto, viajo no tempo, (re)vivo. Gostei muito. Beijinhos.

Afixado por Ana Gil em julho 25, 2005 08:17 PM

É como diz a Ana ; (re)vivemos, cada um a sua vivência, através das suas poesias que (já lhe tenho dito) vão chamar reminiscências olorosas e coloridas da nossa vida. Para quando os "Dias planos" ? Fico aguardando, pois como diz o Zef, plano não é chato...
Beijo.
Fernanda

Afixado por f.s.m. em julho 25, 2005 11:05 PM

Porque dizes: “os pardais chiam”?
Será que são os pneus dos carros que chiam na madrugada?
E à tarde as crianças comentam uma tragédia rodoviária?
Desculpa-me, mas a idade dos porquês faz sempre bem.

Afixado por francisco em julho 26, 2005 02:19 PM

Viver neste poema um olhar e um espírito que se adivinha tão atraente como a poesia que escreve.

Afixado por gavião em julho 27, 2005 12:19 AM

"acrescentar sentido aos ritos", "o paradigma da espera" - Zef, muito obrigada por esta apreciação tão generosa, e por lembrar as janelas de Rilke. E por estar bem-disposto :)
Um beijo

Afixado por Soledade em julho 27, 2005 08:30 AM

Ana, Fernanda, partindo, como o faço tantas vezes, dos pequenos gestos repetidos, do quotidiano, das coisas que me rodeiam, enfim, de um enquadramento muito pessoal, penso com frequência se a minha poesia não será excessivamente "doméstica", e se conseguirá expressar sentidos mais amplos e (relativamente)universais. Os comentários das duas alegram-me, pois pelo menos algumas sensibilidades alcanço: a poesia é também a busca de resposta para uma solidão ôntica.
Muito obrigada às duas por viajarem nas minhas reminiscências.
Quanto ao livro... o tempo não vai para poesia (já sei que vou levar tareia, espero que seja em pvt)
Beijinhos

Afixado por Soledade em julho 27, 2005 08:48 AM

Gavião, hoje, tresnoitada, moída de trabalho, e antes de a ele regressar, fez-me sorrir o teu comentário. Desejo-te altos voos.

Afixado por Soledade em julho 27, 2005 08:50 AM

Francisco, não me apetece fazer a hermenêutica do poema. Mas (isto só pode ser deformação profissional) não te deixo sem resposta. "Chiar" não é bonito, nem bucólico. Coitados dos pardais. Mas foi mesmo isso que eu quis dizer. Os ratos também chiam. São sons incomodativos. Podem ser nauseantes. Quanto às crianças, elas pouco "comentam": saem para a rua e brincam, em jogos alegres e ruidosos, exprimindo-se nas suas vozinhas agudas, perfurando as tardes e os tímpanos, fazendo um drama estridente de nada. É um poema de quietude, este "Tempo Fechado", mas não exactamente de alegria. Vem mais na linha do chamado "desespero sereno".
Espero ter respondido.
Um abraço

Afixado por Soledade em julho 27, 2005 09:05 AM

...eu cá não digo nada...mas então, se o tempo não vai para a poesia, que nos sobra?

Afixado por amelia em julho 27, 2005 09:28 AM

Todo o tempo é tempo de poesia, (exprimi-me mal, Amélia), talvez sobretudo estes tempos. Mas tentar a publicação? Se antes me faltava convicção, agora falta-me tudo. Não invalida que eu deva concluir a revisão e a arrumação dos poemas. Gosto de os rever, isso gosto, e de buscar aperfeiçoá-los. Mas seleccioná-los, deitar fora, arrumá-los, construir um todo... Trabalho chato. Mas digo-te que está em curso. E se Julho não tivesse sido este furacão, estaria concluído. Quem sabe o que me reserva Agosto?
Beijinho

Afixado por Soledade em julho 27, 2005 01:49 PM

...feliz.

Afixado por amelia em julho 27, 2005 04:47 PM