Por vezes basta um instante, por outras..por muitos instantes que tenhamos nunca entendemos a dor, nem a pessoa! O poema é giro!
Jinhos
É um poema galego, Sílvia. Ainda bem que gostas. De facto às vezes não conseguimos entender os meandros e complexidades de outras pessoas. Mas se estivermos disponíveis, num instante entendemos o essencial - que o outro é gente, como nós.
Vi alguns colegas teus do C, mas a ti não. Tenho saudades vossas. Espero que os exames te estejam a correr muito bem.
Beijinho
a falta dos "instantes" faz de nós monstrozinhos no dia a dia. Será que, para além das contingências, é possivel inventar um tipo de exercício para contornar a falta de disponibilidade e criar espaço para ela saindo de nós e olhando para os outros ou só mesmo a experiência da dor e da humilhação nos torna mais atentos, mais humanos, mais capazes de fraternidade... a nossa desatenção é tantas vezes mortífera.
Afixado por ana assunção em junho 23, 2005 09:57 PMNão creio que se possa contornar a falta de disponibilidade, Ana, tanto que cá seguimos nesta sociedade hedonista e individualista, virados para o nosso umbigo, e as disponibilidades mais simples, no fundo os laços sociais mais basilares, cometêmo-los a instituições. As pessoas não estão geralmente disponíveis, sobretudo para quem as rodeia (é mais fácil mobilizarem-se para causas longínquas e abstractas) e o resultado esá à vista. Talvez se possa treinar a disponibilidade ao outro, não sei; contornar a sua falta, acho que não.
Beijo, neste dia de s. João
lindo. tinha lido na "companhia da poeta" amélia pais.
um beijo,
virna