Comentários: L'Adieu

Que c'est vraiment beau!

Afixado por amélia pais em janeiro 5, 2006 12:14 PM

Mas que triologia... tem bom gosto, não cansa e pega-se à pele.

Afixado por hfm em janeiro 5, 2006 02:29 PM

Estranho... vejo a imagem - belíssima - e nada mais. Desta vez, não creio ser culpa do meu idiossincrático pc. É que só me acontece aqui :(

Gostei de conhecer a Jade. Linda! Oxalá a dieta já tenha acabado e ela possa deliciar-se com um docito de vez em quando.

Obrigada pela visita comentada a T.

Excelente final de dia, Soledade.

Afixado por T. em janeiro 5, 2006 03:50 PM

Foi muito bom encontrar este ambiente "si chaleureux" neste dia triste de inverno exterior e interior ! Alegrou-me a alma, e repeti a dose; voltei a ler, ver e ouvir ( Léo Ferré, uma voz que tanto acompanhou a minha formação e que merecia ser mais divulgada, cantando os poetas...). Obrigada por este apontamento, Soledade.

Afixado por fernanda s. m. em janeiro 5, 2006 06:36 PM

Belo e inquietante como o último verso.

Afixado por ana assunção em janeiro 5, 2006 08:30 PM

Lindos, sol! O poema, letra da canção e a imagem. Ah, quando eu daria para poder ver esta escultura assim, onde ela está...

Beijos,
Silvia

Afixado por Silvia Chueire em janeiro 6, 2006 05:17 AM

Quanto eu daria, claro. Errei no comentário acima. :)

Beijos

Afixado por Silvia Chueire em janeiro 6, 2006 05:19 AM

LINDO!

Afixado por M em janeiro 6, 2006 09:00 AM

;-)...
nostalgia invernosa, cores outonais.

Afixado por al em janeiro 6, 2006 05:27 PM

Parabéns pelo blog! Gostei mesmo muito de ter passado por aqui!
Feliz 2006

Afixado por manuela em janeiro 7, 2006 12:12 AM

Amigas, a escultura chama-se "Running girl" e está no "Middelheim Open Air Museum of Sculpture", na Bélgica. Quem sabe um dia, Silvia, possamos lá ir. E ver de perto a rapariguinha a correr em seus folguedos. Não há limitações nessa idade, as pernas compridas, a roupa solta, a liberdade dos cabelos ao vento. Mas o rosto parece atormentado no jardim mágico da infância, e a menina afasta-se, corre tão apressada.

Fazendo confluir a escultura em meio às cores outonais com o poema de adeus, com a música e com a voz de Ferré, chega-se a uma atmosfera de melancolia, da irremediável tristeza das perdas, das impossibilidades. E o último verso é inquietante, Ana, sim, «cette attente d'un être au-delà de la mort».

M, obrigada, ainda bem que conseguiu ler o texto e me escreveu.

T, espero que tenha recebido o meu email privado a explicar-lhe as manias do meu "template".

Já notaram que somos, nos frequentadores deste blogue, tão maioritariamente apaixonados da cultura francesa? Amélia, Ana, Fernada, hfm, al, T... E se calhar mais.

Manuela, fui visitar o blogue da Biblioteca Escolar da E.B.2/3 de Rio Tinto nº 2: parabéns pelo trabalho de dinamização, colega. Há que seduzir os nossos alunos, atrai-los ao livro. Gostei do vosso trabalho. E espero ver depois a fotografia vencedora do concurso. Um bom 2º Período para a vossa escola.

Afixado por soledade em janeiro 7, 2006 11:36 PM

Esperei as horas da manhã para ler, ouvir e ver melhor, por causa causa das cores de lá fora (andam por lá uns caçadores a estragar-me a hora!). Apesar destes tiros degraçados, aprecia-se melhor e o segundo verso aparece com outra leitura. E as mãos da menina(tenho a mania das mãos?)?. Não sei porquê, mas não sinto perda. As horas mudam...
Bom domingo

Afixado por zef em janeiro 8, 2006 09:26 AM

A manhã traz outra nitidez, é verdade. Não consigo é imaginar caçadores no silêncio de pasárgada (que pensará a romãzeira?) e depois, devem andar aos tiros uns aos outros.
As mãos estão abertas, os gestos são soltos, creio que a escultura, sem a a canção, não teria um sentido de perda. As horas mudam. O olhar muda. Mas eu corri assim livre no jardim. Já só corro assim livre na jardim da memória.
Beijo aos dois

Afixado por soledade em janeiro 11, 2006 01:27 AM

Lindíssimo...

Obrigada, Soledade

Afixado por gota-dagua em janeiro 11, 2006 04:48 AM

Bom já é quamdo anda se correassim na memória...O pior é quando nem (esta frase assim terá lugar na linguagem tlésbica?huu,mmm.duvido...)

Afixado por Amélia em janeiro 11, 2006 09:29 AM

Quem me manda ser tão trapalhi«ona? Ora, a+i vai corrigido:
Bom já é quando anda se corre assim na memória...O pior é quando nem (esta frase assim terá lugar na linguagem tlésbica?huu,mmm.duvido...:)

Afixado por amélia em janeiro 11, 2006 09:38 AM

Já não sei como pedir desculpa -voltou a ficar errrado(Sol, apaga os anteriores):

Bom já é quando anda se corre assim na memória...
O pior é quando nem (esta frase assim terá lugar na linguagem tlésbica,huum....duvido...:)

Afixado por amélia pais em janeiro 11, 2006 09:40 AM

NA HORA DAS 40 000 VISITAS, AO NOSSO NOCTURNO COM GATOS, - RECORDANDO E AGRADECENDO TANTA BELEZA QUE A SOL NOS TEM TRAZIDO

-HIP…HI…HIP…HURRAH!


AZUL DA QUASE NOITE


Partes, o céu demora-se
a entardecer e a lassidão flutua
como as volutas do incenso a arder.
Saio à varanda, regresso
aos gestos que me fixam
e a gata no telhado
seguindo-me com o olhar.
Estamos bem assim, eu sozinha
no azul da quase noite, ela em cima
no fulgor do dia que se esvai.

Soledade Santos

Afixado por AMÉLIA em janeiro 11, 2006 08:48 PM

O TEMPO FECHADO

Silenciou-se o tropel
e os outros sons povoaram a casa:
os pardais chiam na madrugada
e à tarde instalam-se as crianças
vozear de tragédia fácil;
na cozinha a alcofa das compras
som de fibras descoradas
e o frigoríco exala
um rumor de saciedade

Mas o tempo fechado
mora melhor na sala
nas janelas abertas ao vazio
aos dias luminosos e completos
de uma perfeição sem objectivo-
comer uma pêra folhear um livro
regar hortênsias arrumar gavetas
queimar um pau de incenso
esperar que a noite desça.
Soledade Santos

Soledade, parabéns!
Fico contente por ter chegado a esta casa, hoje com tanta a entrar na roda...
Desejo-lhe felicidades e poemas.
Acha que tem chá para 40.000??? ai, 40.001...
Calma Jade, é virtual!!!
Beijinho

Afixado por ana assunção em janeiro 11, 2006 09:11 PM

tanta gente, claro...

Afixado por ana assunção em janeiro 11, 2006 09:13 PM

40.000 visitas ! 40.000 rosas de parabéns !


A VISITA

ei-la que chega!
cheirosa, de um eflúvio sandalino,
esbelta silhueta, apetecível cintura.

rosas me serviu vezes sem tino,
líquidas na água que era gelada.
só a noite agreste se não mostrou pura.

“ Al-Mu’tamid”

Afixado por fernanda s.m. em janeiro 11, 2006 09:18 PM

Só espero que este adeus o não seja. Já lá vão seis dias e a menina parece ainda mais suspensa no tempo.

Afixado por mb em janeiro 11, 2006 09:32 PM

Só hoje consegui vir ao blog e deixar o meu afectuoso abraço,Sol.
Quanto ao de hoje, belo, belo.

Beijinho,

mariah

Afixado por maat7 em janeiro 11, 2006 09:50 PM

40.000 parabéns ! : )
Beijos,
Silvia

Afixado por Silvia Chueire em janeiro 11, 2006 09:56 PM

Acerca de Gatos


Em abril chegam os gatos:à frente
o mais antigo, eu tinha
dez anos ou nem isso,
um pequeno tigre que nunca se habituou
às areias do caixote, mas foi quem
primeiro me tomou o coração de assalto.
Veio depois, já em Coimbra, uma gata
que não parava em casa: fornicava
e paria no pinhal, não lhe tive
afeição que durasse, nem ela a merecia,
de tão puta.Só muitos anos
depois entrou em casa, para ser
senhor dela, o pequeno persa
azul. A beleza vira-nos a alma
do avesso e vai-se embora.
Por isso, quem me lambe a ferida
aberta que me deixou a sua morte
é agora uma gatita rafeira e negra
com três ou quatro borradelas de cal
na barriga. É ao sol dos seus olhos
que talvez aqueça as mãos, e partilhe
a leitura do Público ao domingo.

Eugénio de Andrade

40.000 visitas! Muitos parabéns. F
Beijos

Afixado por Ana Gil em janeiro 11, 2006 10:09 PM

Talvez
é menos duro aqui o azul
e a curva da noite menos funda

(é preciso um frio que rache pedras
para que a lua dê costas à noite e se acenda)

mas eis que o orvalho chega e tremeluz
e inaugura um jardim de brumas

há algo aqui talvez para calmar o peito
e chegar ao poema

Soledade Santos

Muitos parabéns

Afixado por emn em janeiro 11, 2006 10:11 PM

Ainda venho a tempo para as 40000 visitas?
Então aí vai um grande abraço e...
"The naming of cats"

The naming of cats is a difficult matter.
It isn't just one of your holiday games:
You may think at first I'm as mad as a hatter
When I tell you a cat must have THREE DIFFERENT NAMES.
First of all, there's the name that the family use daily.
Such as Peter, Augustus, Alonso or James,
Such as Victor or Jonathan, George or Bill Baily -
And all of them sensible everyday names.
There are fancier names if you think they sound sweeter,
Some for the gentlemen, some for the dames:
Such as Plato, Admetus, Electra, Demeter -
But all of them sensible everyday names.
But I tell you, a cat needs a name That's particular,
A name that's peculiar, and more dignified,
Else how can he keep up his tail perpendicular
Or spread out his whiskers, or cherish his pride?
Of names of this kind , I can give you a quorum,
Such as Munkustrap, Quaxo or Coricopat,
Such as Bombalurina, or else Jellylorum-
Names that neverbelong to more than one cat.
But above and beyond there's still one name left over
And that is the name that younever will guess;
The name that no human research can discover -
But THE CAT HIMSELF KNOWS, and will never confess.
When you notice a cat in profound meditation,
The reason, I tell you, is always the same:
His mind is engaged in a rapt contemplation
Of the thought, of the thought, of the thought of his name:
His inneffable, effable
Effanineffable
Deep and inscrutable singular Name.

T.S. Eliot

- A tradução do João Almeida Flor é muito engraçada.

Afixado por Júlia em janeiro 11, 2006 10:16 PM

Junto o meu HIP…HI…HIP…HURRAH!ao de Amélia Pais, agradecendo, também eu, os momentos de beleza ímpar aqui fruídos.

De entre os poemas de que mais gostei, caí na tola ambição de ser capaz de seleccionar UM. Não fui capaz - são tantos!

Aleatoriamente, com um grande abraço de felicitações, registo este:

Escrevo

Querido amigo gostava de enviar-te
o canto lavado dos pássaros
nos plátanos de Alcobaça

do mosteiro o silêncio coalhado
no sono púrpura de Inês e Pedro

da luz a mais desvelada, a da Foz
por onde o mar regressa
chapinhado de infância e sal

enviar-te enfim o pequeno país íntimo
adjacente ao litoral do coração

porque um dia entraste na minha casa
e inesperadamente
todas as janelas se abriram

Soledade Santos


Afixado por T. em janeiro 11, 2006 10:28 PM

Obrigada, gota d'água. Tu sabes de coisas bonitas, sabes realmente, como prova o teu excelente blogue. Alegra-me que gostes.

Afixado por soledade em janeiro 11, 2006 11:03 PM

Amélia, não há tlebs que te salve, com tanta gralha, só uma caçadeira!:)Tu corres, qual lucky lucke, mais rápida que o pensamento :)

Afixado por soledade em janeiro 11, 2006 11:06 PM

Parabéns.
É normal que tenha tantas visitas com a qualidade do que escreve :)

Não devo ser só eu que venho cá todos os dias na espectativa de ver mais um poema fantástico :)

Mais uma vez parabéns :)

Afixado por Alguemqneu em janeiro 11, 2006 11:36 PM

Que grande animação! Obrigada a todos, pela escolha de poemas meus - a atenção que isso revela, nem sei como agradecer - pela oferta de poemas de que gosto muito, "gáticos": Eugénio de Andrade, Ana; e Elliot, Júlia (sempre a tempo, há sempre lugar para os aedos. E Al-Mu'tamid, sem gatos, mas cheiroso e, como os gatos, subtil. Muito obrigada a todas.

Ana Assunção, um chá para 40.000 teria de ser virtual. Ah, a Jade está mais sociável :)

Obrigada, Mariah. E eu não tenho conseguido entrar no Arde o Azul3. Anda a blogolândia algo errática, parece-me.

Minha amiga Silvia, nós também inauguramos muitas vezes a palavra amiga :)

Eliana, companheira e cúmplice de tormentosas travessias profissionais - fico sensibilizada com a tua presença hoje. Havemos de dobrar este Bojador. Um grande beijo, obrigada.

T., em meio a não menos tormentosas viagens, gosto que a escolha tenha recaído sobre esse poema. Um beijo

mb, como posso dizer adeus se me apaparicam assim?! Mas vamos deixar a menina suspensa algum tempo mais. O tempo de eu descansar. Um beijo

Amélia, foste a maquiavélica planeadora desta festa: obrigada. Também por seres amiga. Ah, vou deixar ficar as tuas respostas anteriores e as gralhas. Sem gralhas tu não eras tu: um grande bater de asas alegres e céleres :)
Beijinho

OBRIGADA A TODOS

Afixado por soledade em janeiro 11, 2006 11:36 PM

Alguemqneu, um agradecimento especial para ti. Por seres especial. Porque nos encontrámos, ainda que por um triz :) Porque és um amigo desta roda.
Também eu vou todos os dias ao Coisas de Puto (vi o poema novo, mas o meu comentário não entrou, tentarei de novo), em busca de ser surpreendida. E não sou só eu. Há mais gente que lá vai, eu sei, e preferia que to dissessem em vez de às vezes mo dizerem a mim.
Um beijo, com carinho e admiração. E não te deites tarde :)

Afixado por soledade em janeiro 11, 2006 11:45 PM

É, a Amélia, de contente e com a excitação da festa, parece que começou a festejar mais cedo ....É uma Amiga de verdade !

Afixado por fernanda s.m. em janeiro 11, 2006 11:55 PM

Baralharam-se as sílabas, mas acontece a quem não está muito habituada ...

Afixado por fernanda s.m. em janeiro 11, 2006 11:57 PM

Só agora cheguei à festa. Julgo que ainda venho a tempo de deixar os meus parabéns e de mais uma vez me regalar com este ambiente caloroso que aqui se vive.

Afixado por M em janeiro 12, 2006 12:33 AM

M, obrigada, muito bem vinda :)

Afixado por soledade em janeiro 12, 2006 12:51 AM

Pois é, gato vadio e com idade para ter juízo, cheguei agora, mas ainda não é tarde. A noite não tem portas. Mando à Soledade palavras e bocados de poema que lhe roubei e descontextualizei.
Vai também uma cesta de amoras, enfeitada com algumas romãs, em dia de casa cheia a cheirar à salsa que se pica miudinha para os ovos verdes. Comidas as amoras, a cesta servirá para quem gosta de se enroscar e ronronar…
“ó sol tão amarelo

sing me a swing song and let me
dance”

Dance-se. Ninguém vai queixar-se. Nem da dança nem
“dos gritos à noite
dos gatos”.
Beijos

Afixado por zef em janeiro 12, 2006 01:59 AM

..e que significa «maquiavélica»?-:))

Afixado por Amélia em janeiro 12, 2006 08:27 AM

Amélia
Antecipo a resposta, citando, de cor, já não sei quem: o gato não sabe do que vem nos dicionários; sabe, e muito bem, do que lá falta...

Afixado por zef em janeiro 12, 2006 10:32 AM

Quem dera ser um gato vadio, Zef, desses que nada sabem de dicionários, mas sabem muito bem o que os dicionários nem sonham!
Aceito tudo avidamente: as amoras, a romã, a cesta. E o ar de swing :)
Um beijinho para vós

Afixado por soledade em janeiro 12, 2006 09:18 PM

"Maquiavélica"? - ora vejamos: tu sabias que eu estava a trabalhar em coisas da escola, que não planeava ir ao Nocturno, e vieste "desinquietar-me". Terá sido acidental? :)
Beijinho

P.S.: A Ministra da Cultura parece não distinguir, na expressão oral, a 1ª pessoa do plural do indicativo presente da do pretérito perfeito nos verbos da 1ª conjugação. Acabo de a ouvir dizer e reiterar, "falamos" por "falámos". Terei ouvido mal? Acho que não. Odeio esse erro. Ou será que tb aí a norma é uma questão subjectiva?

Afixado por soledade em janeiro 12, 2006 09:28 PM

..eu também. Mas que será isso de «norma»? Eu hoje só faço perguntas «maquiavélicas»...mas não são para desinquietar...antes para inquietar.
Ou «indisciplinar» almas...-:)

Afixado por amélia em janeiro 12, 2006 10:48 PM

Beleza!
Requinte...e vontade de estar aqui.
Parabéns!
Amina Ruthar

Afixado por amina em janeiro 14, 2006 10:48 AM

Muito obrigada, Amina. Também visitei o ouro de Amina. E por falar em requinte... :) Bem-vinda

Afixado por soledade em janeiro 15, 2006 12:19 AM