Comentários à leitura "falar de nada"

Se silênciarmos as confusões o nada dirá muitas cousas a nossa compreensão.
Boa semana e nosso abraço

Dito por Jou+Sofia no dia 6 de setembro 2005, às 00h43

térmita serás para herdar
no cimo desta única terra
esses restos de eternidade em que deus
falando dele próprio
se dá: escavarás a tua própria
sepultura e à cova
entregarás a pele dos dias

não conhecerás o nome de deus
pois cego
surdo
mudo
com ele entrarás na eternidade: a pele
nua, as chagas que a terra
em ti imprime
as mãos decepadas de tanto invocar.

esta é a nova linguagem. a que cala
em ti a humana idade.
e nada se consumará.
nada.


( na evocação de todas as humanas catástrofes )

um beijinho, rainsong

Dito por blimunda no dia 6 de setembro 2005, às 16h40

beijo para ti, blimunda

Dito por jm no dia 6 de setembro 2005, às 23h06

é este livro (Watt) de Beckett que estás a ler, jm?

não o li, mas é certo que este «falar de nada» sugere ainda/sempre a presença do 'absurdo' (existencial, discursivo,...)?


Dito por margem no dia 8 de setembro 2005, às 13h36

olá margem,

sim, é este. o absurdo, a lógica e o existencialismo (menos) são o prato forte. um manjar.

Dito por jm no dia 8 de setembro 2005, às 23h47

Ou seja, Beckett.

Dito por jK no dia 9 de setembro 2005, às 18h07

...e se se pudesse falar de nada? Achas que não nos podemos libertar da escravidão da gramática como diria Nietzsche?...

Dito por da. no dia 10 de setembro 2005, às 00h35

"vladimir: but all four were there.and only one speaks of a thief being saved. why believe him rather than the others?
estragon: who believes him?
vladimir: everybody. it´s the only version they know.
estragon: people are bloody ignorant apes"

Dito por e no dia 10 de setembro 2005, às 11h52

INSONDABLE.

Dito por vivianne no dia 11 de setembro 2005, às 21h22
Comentários? É aqui mesmo:









Lembrar-me da sua
informação pessoal?